A antiga ministra da Educação
Maria de Lurdes Rodrigues e o advogado João Pedroso vão enfrentar
julgamento no caso do contrato celebrado entre o ministério da educação e
o irmão de Paulo Pedroso para a recolha de legislação sobre a educação.
A pronúncia de ambos foi, hoje, decidida por um juiz de instrução e
abrangeu também a antiga chefe de gabinete, Maria José Matos Morgado, e o
então secretário-geral do ministério, João Silva Batista.
De
acordo com informações recolhidas pelo DN, a pronúncia acolheu
praticamente todos os argumentos da acusação da 9ª secção do
Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP). De acordo
com o Ministério Público, "os factos suficientemente indiciados são
relativos à adjudicação
directa de vários contratos nos anos de 2005, 2006 e 2007 ao arguido
professor universitário, com violação das regras do regime da
contratação pública para aquisição de bens e serviços. Tais
adjudicações, de acordo com os indícios, não tinham fundamento,
traduzindo-se num meio ilícito de beneficiar patrimonialmente o arguido
professor com prejuízo para o erário público, do que os arguidos
estavam cientes".
Apesar de o contrato não ter sido cumprido na íntegra
pelo professor universitário, o ministério acabou por renová-lo no
valor de 266 mil euros. Como o segundo contrato também não foi
cumprido, o Ministério da Educação pediu ao jurista a devolução de
metade da verba que lhe tinha sido entregue, ou seja, 133 mil euros.
Em junho do ano passado, quando foi conhecida a acusação, Maria de Lurdes
Rodrigues emitiu um comunicado, no qual afirmou estar certa "que ficará
provado nas instâncias para o efeito
competentes, que a acusação é injusta e falsa.". Maria de Lurdes
Rodrigues sublinhou ainda que enquanto foi ministra da Educação, o seu
"comportamento pautou-se sempre por critérios de legalidade, rigor,
isenção e respeito pelo interesse público".
NOTA: contratado por valores milionários para fazer fotocópias de toda a legislação do Ministério da Educação, João Pedroso não o conseguiu fazer em 3 anos. Como prémio teve uma renovação do trabalho, que não terminou novamente. Qualquer professor com um computador e acesso aos Diários da República dos últimos 40 anos o conseguia fazer em 2 meses... Se apanharem 8 anos (com refere o
Público, em
notícia de hoje) será ainda pouco para esta falta de vergonha!
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