Ronald de Carvalho, retrato de Cândido Portinari, 1929 (daqui)
Ronald de Carvalho era filho do engenheiro naval Artur Augusto de Carvalho e de Alice Paula e Silva Figueiredo de Carvalho, concluindo o curso secundário no Colégio Naval.
Em
1924, dirigiu a Seção dos Negócios Políticos e Diplomáticos na Europa. Durante a gestão de
Félix Pacheco, esteve no
México, como hóspede de honra daquele governo. Em
1926, foi oficial de gabinete do ministro
Otávio Mangabeira. Em 1930, o seu poema
Brasil foi entusiasticamente lido na conferência
Poesia Moderníssima do Brasil, apresentada pelo professor Manoel de Souza Pinto, da Cadeira de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras de Coimbra (tal estudo saiu no
Jornal do Commercio do Rio de Janeiro). Exerceu cargos diplomáticos de relevância, servindo na Embaixada de Paris, com o embaixador Sousa Dantas, por dois anos, e depois em
Haia (
Países Baixos). Retornou a
Paris, de onde, em
1933, voltou para o Rio de Janeiro.
Foi secretário da Presidência da República, cargo que ocupava quando morreu. Em concurso realizado pelo
Diário de Notícias, em
1935, foi eleito Príncipe dos Prosadores Brasileiros, em substituição a
Coelho Neto. Colaborou, com destaque, em
O Jornal. Casou com Leilah Accioly de Carvalho, de quem teve quatro filhos.
Ronald de Carvalho faleceu com 41 anos de idade, vítima de acidente de automóvel, no
Rio de Janeiro, a 15 de fevereiro de 1935.
Sabedoria
Enquanto disputam os doutores gravemente
sobre a natureza
do bem e do mal, do erro e da verdade,
do consciente e do inconsciente;
enquanto disputam os doutores sutilíssimos,
aproveita o momento!
Faze da tua realidade
uma obra de beleza
Só uma vez amadurece,
efêmero imprudente,
o cacho de uvas que o acaso te oferece...
in Epigramas Irônicos e Sentimentais (1922) - Ronald de Carvalho
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