quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Abraham Lincoln nasceu há 205 anos

Abraham Lincoln (Hodgenville, 12 de fevereiro de 1809 - Washington, 15 de abril de 1865) foi um político norte-americano. 16° presidente dos Estados Unidos, posto que ocupou de 4 de março de 1861 até ao seu assassinato, a 15 de abril de 1865. Lincoln liderou o país de forma bem-sucedida durante sua maior crise interna, a Guerra Civil Americana, preservando a União e abolindo a escravatura, fortalecendo o governo nacional e modernizando a economia. Criado em uma família carente na fronteira oeste, Lincoln foi autodidata, tornou-se um advogado, líder do Partido Whig, deputado estadual de Illinois durante os anos de 1830, e membro da Câmara dos Representantes por um mandato durante a década de 1840.
Após uma série de debates em 1858, que se repercutiram em todo o país, mostrando a sua oposição à escravatura, Lincoln perdeu uma disputa para o Senado a seu arquirrival Stephen A. Douglas. Lincoln, um moderado de um swing state (estado decisivo), garantiu a nomeação para a candidatura presidencial de 1860 pelo Partido Republicano. Com quase nenhum apoio do Sul do País, ele percorreu o Norte e foi eleito presidente. A sua eleição fez com que sete estados esclavagistas do sul declarassem secessão da União e formassem os Estados Confederados da América. A rutura com os sulistas fez com que o partido de Lincoln obtivesse amplo controle do Congresso, mas nenhuma ação ou reconciliação foi feita. Em seu segundo discurso de posse, ele explicou que "ambas as partes depreciaram a guerra, mas um deles faria guerra ao invés de permitir a sobrevivência da Nação, e o outro aceitaria a guerra ao invés de deixar esta perecer, e veio a guerra."
Quando o Norte, com entusiasmo, optou pela União Nacional, após o ataque confederado ao Forte Sumter, em 12 de abril de 1861, Lincoln concentrou os esforços militares e políticos na guerra. O seu objetivo neste momento era unir a nação. Como o Sul estava em rebelião, Lincoln exerceu a sua autoridade para suspender habeas corpus, prender e deter temporariamente milhares de separatistas suspeitos, sem julgamento. Lincoln evitou o reconhecimento do Reino Unido para com os Confederados, tendo habilmente lidado com o conflito diplomático do incidente Trent Affair, no final de 1861. Os seus esforços para a abolição da escravatura incluiu a assinatura da lei de Proclamação de Emancipação, em 1863, encorajando os estados escravocratas de fronteira (border states) a tornarem a escravatura ilegal, e dando impulso ao Congresso para a aprovação da Décima Terceira Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que finalmente pôs fim a escravatura, em dezembro de 1865. Lincoln supervisionou ostensivamente os esforços de guerra, especialmente na escolha de generais importantes, incluindo o comandante geral Ulysses S. Grant. Lincoln reuniu os líderes das maiores facções do seu partido em seu governo e pressionou-os a cooperarem. Sob a liderança de Lincoln, a União criou um bloqueio naval que fechou o comércio normal com o Sul, assumiu o controle dos border states no início da guerra, ganhou o controle das comunicações com canhoneiras nos sistemas fluviais do Sul, e tentou, repetidamente, capturar a capital confederada de Richmond (Virgínia). Cada general que não obteve sucesso foi substituído até que, finalmente, Grant obteve êxito em 1865.
Um político excepcionalmente astuto e profundamente envolvido com questões de poder em cada estado, Lincoln apoiou os War Democrats e conseguiu a sua reeleição em 1864. Como líder de uma fação moderada do Partido Republicano, Lincoln notou que as suas políticas e personalidade haviam "explodido para todos os lados": os "Republicanos Radicais" exigiam um severo tratamento com o Sul, os War Democrats desejavam um maior comprometimento (os "Copperheads", democratas pacifistas, desprezavam os membros do seu partido que defendiam o conflito), e os secessionistas irreconciliáveis planeavam o seu assassinato. Politicamente, Lincoln reagiu, colocando os seus oponentes uns contra os outros, e apelando para o povo americano, com seu poder de oratória. O seu Discurso de Gettysburg, de 1863, tornou-se um dos discursos mais citados na história desta Nação, e foi um ícone de demonstração dos princípios de nacionalismo, igualdade, liberdade e democracia. No fim da guerra, Lincoln teve uma visão moderada sobre a reconstrução, buscando reunir a nação rapidamente através de uma política de reconciliação generosa em face da persistente amarga divisão. Seis dias depois de o general Robert E. Lee das forças Confederadas se render, Lincoln foi assassinado pelo ator e simpatizante confederado John Wilkes Booth, sendo o primeiro presidente dos Estados Unidos a ser assassinado e fazendo o país entrar em luto. Lincoln tem sido consistentemente considerado por estudiosos e pelo povo como um dos três maiores presidentes dos Estados Unidos (juntamente com George Washington e Franklin D. Roosevelt, pela opinião de estudiosos, e Ronald Reagan e Bill Clinton pela avaliação popular).


“IN THIS TEMPLE
AS IN THE HEARTS OF THE PEOPLE
FOR WHOM HE SAVED THE UNION
THE MEMORY OF ABRAHAM LINCOLN
IS ENSHRINED FOREVER
–
NESTE TEMPLO
COMO NOS CORAÇÕES DO POVO
PARA QUEM SALVOU A UNIÃO
A MEMÓRIA DE ABRAHAM LINCOLN
É CONSERVADA PARA SEMPRE
”
- Epitáfio do Memorial Lincoln
O Lincoln Memorial é um monumento localizado em Washington D.C., Estados Unidos, em homenagem ao 16º Presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln. O monumento foi concluído em 1922 e arquitetado por Henry Bacon; o escultor foi Daniel Chester French e o pintor dos murais internos foi Jules Guerin. Está aberto para visitas públicas 24 horas por dia, e recebe cerca de 6 milhões de visitantes por ano.


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