(...)
Em
1938 ocupou a
Albânia e enviou vários destacamentos que lutaram ao lado dos falangistas de
Franco durante a
Guerra Civil de Espanha. Em seguida, fez os exércitos italianos atacarem a
Grécia – apenas para serem expulsos em oito dias.
Com o início da
Segunda Guerra Mundial
combateu os aliados e, após várias e quase consecutivas derrotas,
apesar do apoio militar alemão e sobretudo depois do desembarque aliado
na
Sicília, caiu em desgraça, vindo a ser derrubado e preso em
1943.

Fundou então a
República Social Italiana (conhecida como
República de Salò), no Norte do país, mas pouco depois viria a ser novamente preso por
guerrilheiros da
Resistência italiana, que o mataram a
28 de abril de
1945, juntamente com a sua companheira,
Clara Petacci – que embora pudesse fugir, preferiu permanecer ao lado do
Duce até o fim. As últimas palavras de Mussolini – em óbvia deferência à sua
personalidade egocêntrica – foram:
| “ |
Atirem aqui (disse ele apontando para o peito) Não destruam meu perfil. |
” |
O seu corpo e o de
Clara Petacci ficaram expostos à execração pública durante vários dias, pendurados pelos pés, na Piazza Loreto em
Milão. Encontra-se sepultado no
Túmulo da Família Mussolini em
Emília-Romanha,
Predappio na
Itália.
As últimas horas de vida de Mussolini foram vasculhadas por um
tribunal do
júri de
Pádua, em maio de
1957. Mas o
processo não esclareceu as circunstâncias da morte. Até hoje não se sabe, de facto, quem disparou os tiros mortais. O pesquisador
Renzo de Felice suspeita que o
serviço secreto britânico tenha tramado a captura junto com os
partigiani.
Michele Moretti, último sobrevivente do grupo de guerrilheiros
antifascistas que matou o
ditador, morreu em
1995, aos 86 anos em
Como
(norte da Itália). Moretti, que na época da guerrilha usava o nome de código "Pietro", levou para o túmulo o segredo sobre quem realmente disparou
contra Mussolini e sua amante.
Alguns
historiadores italianos afirmam que o próprio Moretti matou os dois. Para outros, o autor dos disparos, feitos com a
metralhadora de "Pietro", foi outro
partigiano, chamado
Walter Audisio. É certo, porém, que a ação foi obra da
Resistência italiana.
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