A pedra foi vendida ao governo do Transvaal, que a deu de presente ao rei Eduardo VII. A lapidação da pedra coube à companhia Asscher, de Amesterdão, que, posteriormente, a dividiu em onze grandes gemas e outros fragmentos.
segunda-feira, janeiro 26, 2026
O diamante Cullinan foi descoberto há 121 anos
A pedra foi vendida ao governo do Transvaal, que a deu de presente ao rei Eduardo VII. A lapidação da pedra coube à companhia Asscher, de Amesterdão, que, posteriormente, a dividiu em onze grandes gemas e outros fragmentos.
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Fernando Martins
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domingo, dezembro 07, 2025
A propósito de aniversariante de hoje...
Clara Ferreira Alves, no Expresso (2015)
Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.
A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira política. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.
A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma “brilhante” que se viu o processo de descolonização.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa. A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os “dossiers”...
A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.
A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.
A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com “testas de ferro” no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.
A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.
A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.
A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, “Contos Proibidos”, que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume as “ligações perigosas” com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse transportando de diamantes, no dizer do então Ministro da Comunicação Social de Angola). A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países (“record” absoluto para a Espanha – 24 vezes – e França – 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).
A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal, aproveitando para dar uma voltinha de tartaruga.
A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.
A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.
A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.
A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.
A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação, violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.
A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.
A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na… Fundação Mário Soares.
A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.
A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era… João Soares.
A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o diretor do “Público”, José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.
A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.
A lucidez que lhe permitiu considerar José Sócrates “o pior do guterrismo” e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.
A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais mais uma vez.
A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.
A lucidez que lhe permitiu ler os artigos “O Polvo” de Joaquim Vieira na “Grande Reportagem”, baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.
No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai. Vai…. e não volta mais.
Enquanto tivemos empréstimos, já se lembrou que éramos pobres e que a regra é deixar património para os filhos e não uma herança de dividas? Para quem tem memória curta! Não é por acaso que foi cognominado de viajante…
A Moral dum exímio gastador!!!!!
Alguém se lembra do nosso Presidente Soares e das suas viagens?
Vamos lá fazer um resumo de onde foram gastos milhões dos nossos impostos, só em viagens, com a sua comitiva… tudo pago pelo contribuinte, claro!
11 a 13 de maio – Grã-Bretanha
6 a 9 de julho – França
12 a 14 de setembro – Espanha
17 a 25 de outubro – Grã-Bretanha e França
28 de outubro – Moçambique
5 a 8 de dezembro – São Tomé e Príncipe
8 a 11 de dezembro – Cabo Verde
15 a 18 de janeiro – Espanha
24 de março a 5 de abril – Brasil
16 a 26 de maio – Estados Unidos
13 a 16 de junho – França e Suíça
16 a 20 de outubro – França
22 a 29 de novembro – Rússia
14 a 19 de dezembro – Espanha
18 a 23 de abril – Alemanha
16 a 18 de maio – Luxemburgo
18 a 21 de maio – Suíça
31 de maio a 5 de junho – Filipinas
5 a 8 de junho – Estados Unidos
8 a 13 de agosto – Equador
13 a 15 de outubro – Alemanha
15 a 18 de outubro – Itália
5 a 10 de novembro – França
12 a 17 de dezembro – Grécia
19 a 21 de janeiro – Alemanha
31 de janeiro a 5 de fevereiro – Venezuela
21 a 27 de fevereiro – Japão
27 de fevereiro a 5 de março – Hong-Kong e Macau
5 a 12 de março – Itália
24 de junho a 02 de julho – Estados Unidos
12 a 16 de julho – Estados Unidos
17 a 19 de julho – Espanha
27 de setembro a 2 de outubro – Hungria
2 a 4 de outubro – Holanda
16 a 24 de outubro – França
20 a 24 de novembro – Guiné-Bissau
24 a 26 de novembro – Costa do Marfim
26 a 30 de novembro – Zaire
27 a 30 de dezembro – República Checa
15 a 20 de fevereiro – Itália
10 a 21 de março – Chile e Brasil
26 a 29 de abril – Itália
5 a 6 de maio – Espanha
15 a 20 de maio – Marrocos
9 a 11 de outubro – Suécia
27 a 28 de outubro – Espanha
11 a 12 de novembro – Japão
29 a 31 de janeiro – Noruega
21 a 23 de março – Cabo Verde
2 a 4 de abril – São Tomé e Príncipe
5 a 9 de abril – Itália
17 a 23 de maio – Rússia
8 a 11 de julho – Espanha
16 a 23 de julho – México
27 de agosto a 1 de setembro – Espanha
14 a 19 de setembro – França e Bélgica
10 a 14 de janeiro – Estados Unidos
23 de janeiro a 4 de fevereiro – Índia
9 a 11 de março – França
13 a 14 de março – Espanha
25 a 29 de abril – Espanha
4 a 6 de maio – Suíça
6 a 9 de maio – Dinamarca
26 a 28 de maio – Alemanha
30 a 31 de maio – Espanha
1 a 7 de junho – Brasil
11 a 13 de junho – Espanha
13 a 15 de junho – Alemanha
19 a 21 de junho – Itália
14 a 16 de outubro – França
16 a 19 de outubro – Alemanha
19 a 21 de outubro – Áustria
21 a 27 de outubro – Turquia
1 a 3 de novembro – Espanha
17 a 19 de novembro – França
26 a 28 de novembro – Espanha
13 a 16 de dezembro – França
17 a 21 de fevereiro – França
14 a 16 de março – Bélgica
6 a 7 de abril – Espanha
18 a 20 de abril – Alemanha
21 a 23 de abril – Estados Unidos
27 de abril a 2 de maio – Grã-Bretanha e Escócia
14 a 16 de maio – Espanha
17 a 19 de maio – França
22 a 23 de maio – Espanha
1 a 4 de junho – Irlanda
4 a 6 de julho – Islândia
5 a 6 de julho – Espanha
9 a 14 de julho – Chile
14 a 21 de julho – Brasil
24 a 26 de julho – Espanha
6 a 7 de agosto – Bélgica
7 a 8 de setembro – Espanha
14 a 17 de de outubro – Coreia do Norte
18 a 27 de outubro – Japão
28 a 31 de outubro – Hong-Kong e Macau
2 a 5 de fevereiro – França
27 de fevereiro a 3 de março – Espanha (incluindo Canárias)
18 a 26 de março – Brasil
8 a 12 de maio – África do Sul
27 a 31 de maio – África do Sul
6 a 7 de junho – Espanha
12 a 20 de junho – Colômbia
5 a 6 de julho – França
10 a 13 de setembro – Itália
13 a 16 de setembro – Bulgária
16 a 18 de setembro – França
28 a 30 de setembro – Guiné-Bissau
09 a 11 de outubro – Malta
11 a 16 de outubro – Egito
17 a 18 de outubro – Letónia
18 a 20 de outubro – Polónia
9 a 10 de novembro – Grã-Bretanha
15 a 17 de novembro – República Checa
17 a 19 de novembro – Suíça
27 a 28 de novembro – Marrocos
7 a 12 de dezembro – Moçambique
30 de dezembro a 9 de janeiro de 1995 – Brasil
31 de janeiro a 2 de Fevereiro – França
12 a 13 de fevereiro – Espanha
7 a 8 de março – Tunísia
6 a 10 de abril – Macau
10 a 17 de abril – China
17 a 19 de abril – Paquistão
7 a 9 de maio – França
21 de setembro – Espanha
23 a 28 de setembro – Turquia
14 a 19 de outubro – Argentina e Uruguai
20 a 23 de outubro – Estados Unidos
27 de outubro – Espanha
31 de outubro a 4 de novembro – Israel
4 e 5 de novembro – Faixa de Gaza e Cisjordânia
5 e 6 de novembro – Cidade de Jerusalém
15 a 16 de novembro – França
17 a 24 de novembro – África do Sul
24 a 28 de novembro – Ilhas Seychelles
4 a 5 de dezembro – Costa do Marfim
6 a 10 de dezembro – Macau
11 a 16 de dezembro – Japão
8 a 11 de janeiro – Angola
Expliquem ao povo para que serviu tanta viagem… Eis um dos porquês do nosso recurso ao acordo da troika.
Para o qual esta Alteza agora quer deixar de ser ”fiel“…
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quinta-feira, agosto 28, 2025
José Eduardo dos Santos, um ditador corrupto angolano, nasceu há 83 anos...
José Eduardo Van-Dúnem dos Santos (Luanda, 28 de agosto de 1942 – Barcelona, 8 de julho de 2022) foi um engenheiro, militar e político angolano que serviu como Presidente de Angola de 1979 a 2017. Como presidente, José Eduardo dos Santos também foi comandante-em-chefe das Forças Armadas Angolanas (FAA) e presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), o partido que governou Angola desde que obteve independência em 1975.
Em 11 de março de 2016, ele anunciou que deixava a carreira política em 2018, ano em que completaria 76 anos. Porém acabou deixando o cargo em setembro de 2017, sendo sucedido por João Lourenço.
José Eduardo dos Santos foi frequentemente associado à grande corrupção e ao desvio de recursos do petróleo, em grande parte proveniente da província de Cabinda. A sua família é detentora de imenso património, que inclui casas nas principais capitais europeias, participações em grandes empresas, sociedades controladoras em paraísos fiscais e contas bancárias na Suíça - um património acumulado ao longo de décadas de exercício do poder. Os seus oponentes acusam-no de ignorar as necessidades sociais e económicas de Angola, concentrando seus esforços em acumular riqueza na sua família, ao mesmo tempo em que silenciava a oposição ao seu governo.
Em 2012 cerca de 70% da população angolana vivia com menos de 2 dólares por dia, enquanto Santos e a sua família acumularam uma imensa fortuna, que inclui participações nas principais empresas do país, bem como em grandes empresas estrangeiras.
Santos enriqueceu desde que assumiu o poder, mas acumulou uma enorme quantidade de bens sobretudo depois da abertura de mercado. A partir do cessar-fogo de 1989/1992, quando grande parte da economia do país foi parcialmente privatizada, ele assumiu o controlo de diversas empresas emergentes e apoiou ofertas públicas de aquisição de várias outras companhias de exploração de recursos naturais.
Eventualmente o Parlamento de Angola considerou ilegal que o presidente, pessoalmente, tivesse participação financeira em empresas. Nesta sequência, a fortuna de sua filha, Isabel dos Santos, baseada na participação acionista em várias empresas angolanas e estrangeiras, passou a crescer exponencialmente. Paralelamente, o governo passou a assumir o controle acionista em empresas que o presidente indiretamente controlava.
Ao mesmo tempo, o orçamento governamental chegou a 69 mil milhões de dólares em 2012, graças aos rendimentos proporcionados pelo petróleo, os quais saltaram de 3 mil milhões de dólares, em 2002, para 60 mil milhões, em 2008. No entanto, segundo o Fundo Monetário Internacional, 32 mil milhões de dólares das receitas de petróleo desapareceram dos registos do governo.
José Eduardo dos Santos e o regime que representava tornaram-se alvo de protestos políticos por parte dos jovens angolanos, desde fevereiro de 2011. Uma grande manifestação pública, realizada em Luanda, no início de setembro de 2011, foi duramente reprimida pela polícia, com dezenas de pessoas detidas e vários manifestantes feridos. A contestação ocorre sob outras formas, inclusive pelo "kuduro", rap e através de redes sociais da Internet.
Em junho de 2016, José Eduardo dos Santos nomeou a filha Isabel dos Santos para as funções de presidente do conselho de administração da petrolífera estatal Sonangol. Um grupo de 12 juristas angolanos apresentou uma providência cautelar para suspender a eficácia da posse da empresária.
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sábado, julho 05, 2025
Cecil Rhodes nasceu há 172 anos...
A companhia foi criada por Cecil Rhodes através da fusão da Central Gold Search Association, empresa liderada por Charles Rudd, e da Exploring Company, Ltd, de Arthur Edward Maund.
Rhodes e o racismo
Rhodes, assim como muitos homens de seu tempo, acreditava nas aplicação social das ideias de Darwin, o chamado darwinismo social. Devido a isso era um profundo defensor da superioridade da raça branca, em relação as demais raças. Em um de seus testamentos, intitulado: "Last Will and Testament", ele escreve:
"Considerei a existência de Deus e decidi que há uma boa hipótese de que ele exista. Se ele realmente existir, deve estar trabalhando em um plano. Portanto, se devo servir a Deus, preciso descobrir o plano e fazer o melhor possível para ajudá-lo em sua execução. Como descobrir o plano? Primeiramente, procurar a raça que Deus escolheu para ser o instrumento divino da futura evolução. Inquestionavelmente, é a raça branca… Devotarei o restante de minha vida ao propósito de Deus e a ajudá-lo a tornar o mundo inglês."
Talvez essas crenças na superioridade do homem branco, sejam a explicação para as empreitadas violentas, dirigidas por Rhodes, contra os nativos da África do Sul e a vontade que o acompanhou por toda a sua vida de expandir o Império britânico apesar de sua tradição anticolonialista no Congresso de Viena, sendo um dos maiores apologistas do imperialismo anglo-saxónico ao lado de Joseph Chamberlain no final do século XIX.
O local onde ele decidiu que seria enterrado - da mesma forma que um rei africano - foram as colinas de Matobo, onde ele dominou uma rebelião dos matabeles. O funeral de Rhodes ocorreu em 11 de abril de 1902 e ele foi enterrado perto do rei Mzilikazi. Milhares de matabeles vieram ao seu enterro, mesmo tendo sido Rhodes o opressor deste povo. A cerimónia foi cristã, apesar disso os chefes guerreiros matabeles pagaram tributos a Rhodes de acordo com as suas crenças animistas locais.
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sexta-feira, abril 18, 2025
Às vezes os diamantes servem para coisas inusitadas..
Minerais escondidos em diamantes revelam segredos do funcionamento da Terra

Um diamante das profundezas da Terra com impurezas
Os diamantes formados no manto inferior da Terra contêm fragmentos de minerais que estão a ajudar os cientistas a compreender o funcionamento interno do nosso planeta.
Nos diamantes, até as impurezas têm valor – é o que diz, à New Scientist, o investigador do Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque, Nester Korolev.
Essas impurezas têm um valor inestimável devido à informação que contêm sobre os processos geológicos em curso nas profundezas da Terra. Além disso, algumas delas não se parecem sequer com nada que se tenha encontrado antes.
“Nestas impurezas, espero que venhamos a descobrir um novo mineral“, disse Korolev, mostrando o diamante.
Este diamante em particular formou-se a cerca de 600 quilómetros abaixo da superfície, perto da fronteira entre o manto superior e o manto inferior. Isto faz com que seja um dos objetos de formação mais profundos que regressaram à superfície do planeta e às mãos dos geólogos.
Este diamante foi desenterrado de uma mina no Brasil. Sabe-se que se formou no manto inferior porque contém inclusões de um mineral de perovskite de silicato chamado davemaoite, que só ocorre a essas profundidades.
O mineral misterioso nele escondido pode revelar mais sobre as condições existentes nas profundezas do solo. Para descobrir, os geólogos enviaram um fragmento do pequeno diamante para França, onde está a ser bombardeado com poderosos raios X de sincrotrão para determinar a estrutura cristalina precisa do mineral misterioso.
Os resultados ainda não são conhecidos, mas não seria o primeiro mineral novo a ser descoberto num diamante.
Quando a resposta chegar, os investigadores poderão descobrir, por exemplo, a quantidade de água que estas placas de crosta oceânica transportam para o manto inferior. Mas isso depende da estrutura cristalina exata dos novos minerais formados quando a crosta oceânica atinge a zona de transição entre o manto superior e o inferior e é transformada pela pressão e pelo calor.
Caça aos minerais desconhecidos
Korolev e os seus colegas do Museu estão a utilizar estes raros diamantes para estudar diretamente o material que constitui o interior da Terra – um reino subterrâneo sobre o qual ainda sabemos surpreendentemente pouco.
Como já referido, o trabalho poderá revelar novas informações importantes, tais como a quantidade de água que é transportada para o manto inferior quando as placas da crosta rochosa da Terra são arrastadas para o interior do planeta nas zonas de subducção. Além disso, poderemos também saber como, ou se, esta água profunda influencia o comportamento das placas tectónicas da Terra.
Como escreve a New Scientist, poder-se-á também criar imagens do interior da Terra estudando o comportamento das ondas sísmicas que atravessam o planeta, enquanto as experiências de alta pressão em laboratório e os modelos de computador podem simular as condições no subsolo.
Os diamantes são o grande aliado destas investigações, porque são suficientemente fortes para manter a sua estrutura cristalina – bem como a estrutura dos minerais presos no seu interior – através das mudanças extremas de pressão e temperatura que se verificam no percurso das regiões mais profundas até à superfície.
“A forma exata como estes diamantes profundos fazem estas viagens continua a ser enigmática”, reflete Kate Kiseeva, petrologista do museu e conselheira de Korolev.
Kiseeva é fã da teoria que diz que os diamantes são transportados para cima com material em convecção no manto inferior, demorando centenas de milhões de anos a chegar às raízes rochosas dos continentes. A partir daí, podem ser projetados para a superfície através de vulcões de kimberlito profundamente enraizados.
Uma teoria alternativa é que os diamantes são transportados para a base dos kimberlitos em colunas de rocha quente e flutuante, conhecidas como plumas do manto.
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domingo, janeiro 26, 2025
O diamante Cullinan foi descoberto há 120 anos
A pedra foi vendida ao governo do Transvaal, que a deu de presente ao rei Eduardo VII. A lapidação da pedra coube à companhia Asscher, de Amesterdão, que, posteriormente, a dividiu em onze grandes gemas e outros fragmentos.
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Fernando Martins
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sábado, dezembro 07, 2024
A propósito do famoso aniversariante de hoje...
Clara Ferreira Alves, no Expresso (2015)
Tudo o que aqui relato é verdade. Se quiserem, podem processar-me.
Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.
A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira política. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.
A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma “brilhante” que se viu o processo de descolonização.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa. A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os “dossiers”...
A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.
A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.
A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com “testas de ferro” no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.
A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.
A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.
A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, “Contos Proibidos”, que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume as “ligações perigosas” com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse transportando de diamantes, no dizer do então Ministro da Comunicação Social de Angola). A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países (“record” absoluto para a Espanha – 24 vezes – e França – 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).
A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal, aproveitando para dar uma voltinha de tartaruga.
A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.
A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.
A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.
A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.
A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação, violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.
A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.
A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na… Fundação Mário Soares.
A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.
A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era… João Soares.
A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o diretor do “Público”, José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.
A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.
A lucidez que lhe permitiu considerar José Sócrates “o pior do guterrismo” e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.
A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais mais uma vez.
A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.
A lucidez que lhe permitiu ler os artigos “O Polvo” de Joaquim Vieira na “Grande Reportagem”, baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.
No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai. Vai…. e não volta mais.
Enquanto tivemos empréstimos, já se lembrou que éramos pobres e que a regra é deixar património para os filhos e não uma herança de dividas? Para quem tem memória curta! Não é por acaso que foi cognominado de viajante…
A Moral dum exímio gastador!!!!!
Alguém se lembra do nosso Presidente Soares e das suas viagens?
Vamos lá fazer um resumo de onde foram gastos milhões dos nossos impostos, só em viagens, com a sua comitiva… tudo pago pelo contribuinte, claro!
11 a 13 de maio – Grã-Bretanha
6 a 9 de julho – França
12 a 14 de setembro – Espanha
17 a 25 de outubro – Grã-Bretanha e França
28 de outubro – Moçambique
5 a 8 de dezembro – São Tomé e Príncipe
8 a 11 de dezembro – Cabo Verde
15 a 18 de janeiro – Espanha
24 de março a 5 de abril – Brasil
16 a 26 de maio – Estados Unidos
13 a 16 de junho – França e Suíça
16 a 20 de outubro – França
22 a 29 de novembro – Rússia
14 a 19 de dezembro – Espanha
18 a 23 de abril – Alemanha
16 a 18 de maio – Luxemburgo
18 a 21 de maio – Suíça
31 de maio a 5 de junho – Filipinas
5 a 8 de junho – Estados Unidos
8 a 13 de agosto – Equador
13 a 15 de outubro – Alemanha
15 a 18 de outubro – Itália
5 a 10 de novembro – França
12 a 17 de dezembro – Grécia
19 a 21 de janeiro – Alemanha
31 de janeiro a 5 de fevereiro – Venezuela
21 a 27 de fevereiro – Japão
27 de fevereiro a 5 de março – Hong-Kong e Macau
5 a 12 de março – Itália
24 de junho a 02 de julho – Estados Unidos
12 a 16 de julho – Estados Unidos
17 a 19 de julho – Espanha
27 de setembro a 2 de outubro – Hungria
2 a 4 de outubro – Holanda
16 a 24 de outubro – França
20 a 24 de novembro – Guiné-Bissau
24 a 26 de novembro – Costa do Marfim
26 a 30 de novembro – Zaire
27 a 30 de dezembro – República Checa
15 a 20 de fevereiro – Itália
10 a 21 de março – Chile e Brasil
26 a 29 de abril – Itália
5 a 6 de maio – Espanha
15 a 20 de maio – Marrocos
9 a 11 de outubro – Suécia
27 a 28 de outubro – Espanha
11 a 12 de novembro – Japão
29 a 31 de janeiro – Noruega
21 a 23 de março – Cabo Verde
2 a 4 de abril – São Tomé e Príncipe
5 a 9 de abril – Itália
17 a 23 de maio – Rússia
8 a 11 de julho – Espanha
16 a 23 de julho – México
27 de agosto a 1 de setembro – Espanha
14 a 19 de setembro – França e Bélgica
10 a 14 de janeiro – Estados Unidos
23 de janeiro a 4 de fevereiro – Índia
9 a 11 de março – França
13 a 14 de março – Espanha
25 a 29 de abril – Espanha
4 a 6 de maio – Suíça
6 a 9 de maio – Dinamarca
26 a 28 de maio – Alemanha
30 a 31 de maio – Espanha
1 a 7 de junho – Brasil
11 a 13 de junho – Espanha
13 a 15 de junho – Alemanha
19 a 21 de junho – Itália
14 a 16 de outubro – França
16 a 19 de outubro – Alemanha
19 a 21 de outubro – Áustria
21 a 27 de outubro – Turquia
1 a 3 de novembro – Espanha
17 a 19 de novembro – França
26 a 28 de novembro – Espanha
13 a 16 de dezembro – França
17 a 21 de fevereiro – França
14 a 16 de março – Bélgica
6 a 7 de abril – Espanha
18 a 20 de abril – Alemanha
21 a 23 de abril – Estados Unidos
27 de abril a 2 de maio – Grã-Bretanha e Escócia
14 a 16 de maio – Espanha
17 a 19 de maio – França
22 a 23 de maio – Espanha
1 a 4 de junho – Irlanda
4 a 6 de julho – Islândia
5 a 6 de julho – Espanha
9 a 14 de julho – Chile
14 a 21 de julho – Brasil
24 a 26 de julho – Espanha
6 a 7 de agosto – Bélgica
7 a 8 de setembro – Espanha
14 a 17 de de outubro – Coreia do Norte
18 a 27 de outubro – Japão
28 a 31 de outubro – Hong-Kong e Macau
2 a 5 de fevereiro – França
27 de fevereiro a 3 de março – Espanha (incluindo Canárias)
18 a 26 de março – Brasil
8 a 12 de maio – África do Sul
27 a 31 de maio – África do Sul
6 a 7 de junho – Espanha
12 a 20 de junho – Colômbia
5 a 6 de julho – França
10 a 13 de setembro – Itália
13 a 16 de setembro – Bulgária
16 a 18 de setembro – França
28 a 30 de setembro – Guiné-Bissau
09 a 11 de outubro – Malta
11 a 16 de outubro – Egito
17 a 18 de outubro – Letónia
18 a 20 de outubro – Polónia
9 a 10 de novembro – Grã-Bretanha
15 a 17 de novembro – República Checa
17 a 19 de novembro – Suíça
27 a 28 de novembro – Marrocos
7 a 12 de dezembro – Moçambique
30 de dezembro a 9 de janeiro de 1995 – Brasil
31 de janeiro a 2 de Fevereiro – França
12 a 13 de fevereiro – Espanha
7 a 8 de março – Tunísia
6 a 10 de abril – Macau
10 a 17 de abril – China
17 a 19 de abril – Paquistão
7 a 9 de maio – França
21 de setembro – Espanha
23 a 28 de setembro – Turquia
14 a 19 de outubro – Argentina e Uruguai
20 a 23 de outubro – Estados Unidos
27 de outubro – Espanha
31 de outubro a 4 de novembro – Israel
4 e 5 de novembro – Faixa de Gaza e Cisjordânia
5 e 6 de novembro – Cidade de Jerusalém
15 a 16 de novembro – França
17 a 24 de novembro – África do Sul
24 a 28 de novembro – Ilhas Seychelles
4 a 5 de dezembro – Costa do Marfim
6 a 10 de dezembro – Macau
11 a 16 de dezembro – Japão
8 a 11 de janeiro – Angola
Expliquem ao povo para que serviu tanta viagem… Eis um dos porquês do nosso recurso ao acordo da troika.
Para o qual esta Alteza agora quer deixar de ser ”fiel“…
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Pedro Luna
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quarta-feira, agosto 28, 2024
José Eduardo dos Santos, o ditador corrupto angolano, nasceu há 82 anos...
José Eduardo Van-Dúnem dos Santos (Luanda, 28 de agosto de 1942 – Barcelona, 8 de julho de 2022) foi um engenheiro, militar e político angolano que serviu como Presidente de Angola de 1979 a 2017. Como presidente, José Eduardo dos Santos também foi comandante-em-chefe das Forças Armadas Angolanas (FAA) e presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), o partido que governou Angola desde que obteve independência em 1975.
Em 11 de março de 2016, ele anunciou que deixava a carreira política em 2018, ano em que completaria 76 anos. Porém acabou deixando o cargo em setembro de 2017, sendo sucedido por João Lourenço.
José Eduardo dos Santos foi frequentemente associado à grande corrupção e ao desvio de recursos do petróleo, em grande parte proveniente da província de Cabinda. A sua família é detentora de imenso património, que inclui casas nas principais capitais europeias, participações em grandes empresas, sociedades controladoras em paraísos fiscais e contas bancárias na Suíça - um património acumulado ao longo de décadas de exercício do poder. Os seus oponentes acusam-no de ignorar as necessidades sociais e económicas de Angola, concentrando seus esforços em acumular riqueza na sua família, ao mesmo tempo em que silenciava a oposição ao seu governo.
Em 2012 cerca de 70% da população angolana vivia com menos de 2 dólares por dia, enquanto Santos e a sua família acumularam uma imensa fortuna, que inclui participações nas principais empresas do país, bem como em grandes empresas estrangeiras.
Santos enriqueceu desde que assumiu o poder, mas acumulou uma enorme quantidade de bens sobretudo depois da abertura de mercado. A partir do cessar-fogo de 1989/1992, quando grande parte da economia do país foi parcialmente privatizada, ele assumiu o controlo de diversas empresas emergentes e apoiou ofertas públicas de aquisição de várias outras companhias de exploração de recursos naturais.
Eventualmente o Parlamento de Angola considerou ilegal que o presidente, pessoalmente, tivesse participação financeira em empresas. Nesta sequência, a fortuna de sua filha, Isabel dos Santos, baseada na participação acionista em várias empresas angolanas e estrangeiras, passou a crescer exponencialmente. Paralelamente, o governo passou a assumir o controle acionista em empresas que o presidente indiretamente controlava.
Ao mesmo tempo, o orçamento governamental chegou a 69 mil milhões de dólares em 2012, graças aos rendimentos proporcionados pelo petróleo, os quais saltaram de 3 mil milhões de dólares, em 2002, para 60 mil milhões, em 2008. No entanto, segundo o Fundo Monetário Internacional, 32 mil milhões de dólares das receitas de petróleo desapareceram dos registos do governo.
José Eduardo dos Santos e o regime que representava tornaram-se alvo de protestos políticos por parte dos jovens angolanos, desde fevereiro de 2011. Uma grande manifestação pública realizada em Luanda, no início de setembro de 2011, foi duramente reprimida pela polícia, com dezenas de pessoas detidas e vários manifestantes feridos. A contestação ocorre sob outras formas, inclusive pelo "kuduro", rap e através de redes sociais da Internet.
Em junho de 2016, José Eduardo dos Santos nomeou a filha Isabel dos Santos para as funções de presidente do conselho de administração da petrolífera estatal Sonangol. Um grupo de 12 juristas angolanos apresentou uma providência cautelar para suspender a eficácia da posse da empresária.
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terça-feira, agosto 06, 2024
Há uma cidade alemã com diamantes - mas vieram do espaço...
“Muralhas” de Nördlingen: 72 mil toneladas de diamantes num asteroide de 15 milhões de anos

Nördlingen, no sul da Alemanha
Nördlingen esconde segredos geológicos fascinantes, graças a um evento cataclísmico, que ocorreu há 15 milhões de anos. A cidade tem agora 72 mil toneladas de diamantes espalhados na suas paredes.
Localizada no sul da Alemanha, Nördlingen ostenta uma característica singular.
As “muralhas” desta cidade esta cidade pequena e pacata, com pouco mais de 19.000 habitantes, ostentam uma característica singular são construída quase inteiramente com suevite.
A suevite é uma rocha rica em diamantes formada pelo impacto de um asteroide que ocorreu há 15 milhões de anos.
De acordo com a BBC, a suevita pode ser encontrada noutras partes do mundo onde ocorreram impactos semelhantes, mas não há nenhum lugar com uma concentração tão elevada de pedras preciosas como Nördlingen.
A região onde fica hoje a cidade foi atingida por um asteroide, com cerca de 1 km de comprimento, a uma velocidade de cerca de 25 km por segundo, criando uma cratera impressionante com 26 km de diâmetro.
Este violento impacto gerou tanto calor e pressão que transformou as bolhas de carbono existentes nas rochas locais em milhões de pequenos diamantes, cada um com menos de 0,2 milímetros.
Durante séculos, os habitantes de Nördlingen, alheios à natureza preciosa do material com que construíam os edifícios e as próprias casas, utilizaram a suevite como a base de toda a estrutura da cidade.
“Há lugares no mundo onde este tipo de material foi utilizado na construção, mas nunca à mesma escala do que aqui. Aqui, as pedras foram utilizadas em toda a cidade”, disse à BBC Stefan Hölzl, geólogo e diretor do museu RiesKrater, em Nördlingen.
Até que algo foi descoberto
A história local mudou drasticamente na década de 60, quando os geólogos americanos Eugene Shoemaker e Edward Chao visitaram a cidade.
Os investigadores rapidamente descobriram que o verdadeiro responsável pela cratera tinha sido um asteroide e não um vulcão. A partir daí, foi fácil identificar que a cidade estava repleta de diamantes.
Hoje, Nördlingen é um ponto de estudo importante para cientistas e um local de interesse turístico.
A cidade também é conhecida por ter servido de campo de formação para astronautas das missões Apollo XIV e Apollo XVI da NASA, que visitaram Nördlingen para estudar as rochas semelhantes às que poderiam encontrar na Lua.
4.000 toneladas por habitante
Apesar da riqueza que os circunda, muitos dos residentes de Nördlingen encaram os diamantes como uma mera curiosidade geológica e histórica. Pensando bem, naquela cidade há quase 4.000 toneladas de diamantes por cada habitante.
Stefan Hölzl, que viveu em Munique antes de se mudar para Nördlingen, diz que a ideia de que as pessoas não se importarem com os diamantes é surpreendente: “Não acham que seja importante e perguntam-se porque é que tantas pessoas de todo o mundo visitam a cidade”.
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Fernando Martins
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sexta-feira, julho 05, 2024
Cecil Rhodes nasceu há 171 anos...
A companhia foi criada por Cecil Rhodes através da fusão da Central Gold Search Association, empresa liderada por Charles Rudd, e da Exploring Company, Ltd, de Arthur Edward Maund.
Rhodes e o racismo
Rhodes, assim como muitos homens de seu tempo, acreditava nas aplicação social das ideias de Darwin, o chamado darwinismo social. Devido a isso era um profundo defensor da superioridade da raça branca, em relação as demais raças. Em um de seus testamentos, intitulado: "Last Will and Testament", ele escreve:
"Considerei a existência de Deus e decidi que há uma boa hipótese de que ele exista. Se ele realmente existir, deve estar trabalhando em um plano. Portanto, se devo servir a Deus, preciso descobrir o plano e fazer o melhor possível para ajudá-lo em sua execução. Como descobrir o plano? Primeiramente, procurar a raça que Deus escolheu para ser o instrumento divino da futura evolução. Inquestionavelmente, é a raça branca… Devotarei o restante de minha vida ao propósito de Deus e a ajudá-lo a tornar o mundo inglês."
Talvez essas crenças na superioridade do homem branco, sejam a explicação para as empreitadas violentas, dirigidas por Rhodes, contra os nativos da África do Sul e a vontade que o acompanhou por toda a sua vida de expandir o Império britânico apesar de sua tradição anticolonialista no Congresso de Viena, sendo um dos maiores apologistas do imperialismo anglo-saxónico ao lado de Joseph Chamberlain no final do século XIX.
O local onde ele decidiu que seria enterrado - da mesma forma que um rei africano - foram as colinas de Matobo, onde ele dominou uma rebelião dos matabeles. O funeral de Rhodes ocorreu em 11 de abril de 1902 e ele foi enterrado perto do rei Mzilikazi. Milhares de matabeles vieram ao seu enterro, mesmo tendo sido Rhodes o opressor deste povo. A cerimónia foi cristã, apesar disso os chefes guerreiros matabeles pagaram tributos a Rhodes de acordo com as suas crenças animistas locais.
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Fernando Martins
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