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sexta-feira, setembro 19, 2014

Há 23 anos dois turistas descobriram a Múmia do Similaun

Ötzi (do alemão Ötzi, nome colcado em homenagem ao seu local de descoberta, o Vale de Ötztal - no Tirol do Sul - em alemão Ötztaler Alpen), Otzi ou Múmia do Similaun, é uma múmia masculina bem conservada com cerca de 5.300 anos. A múmia foi encontrada por moradores da região, nos Alpes orientais, em 1991, num glaciar perto do monte Similaun, na fronteira da Áustria com a Itália, em território italiano. Esta rivaliza a múmia egípciaGinger” no título de mais velha múmia humana conhecida, e oferece uma visão sem precedentes da vida e hábitos dos homens europeus na Idade do Cobre. Ao morrer, trajava vestimentas que o protegiam do frio, com tres camadas de roupas feitas de pele de veado e de cabra, além de uma capa forrada de fibra da casca da tília, árvore tipica no hemisfério norte.

Ötzi foi encontrado por um casal de alemães, Helmut e Erika Simon, que morava ali perto, em 19 de setembro de 1991. Eles primeiro pensaram que se tratasse de um cadáver moderno, como diversos outros que são frequentemente encontrados na região, por causa do frio que fazia na região. O corpo foi confiscado pelas autoridades austríacas e levado para Innsbruck, onde a sua verdadeira idade foi finalmente estabelecida. Pesquisas posteriores revelaram que o corpo fora encontrado poucos metros além da fronteira, em território italiano. Ele agora está exposto no Museu de Arqueologia do Tirol do Sul, Bolzano, Itália.

terça-feira, dezembro 17, 2013

O melhor amigo do homem começou a sê-lo há mais tempo do que se pensava...

O cão tornou-se o nosso amigo na Europa pré-agrícola

O cão terá sido domesticado na Europa

Quando e onde é que o cão deixou de ser lobo e passou a ser o melhor amigo do homem? Uma análise comparativa do ADN de lobos e cães, modernos e antigos, forneceu agora a resposta.

Uma equipa internacional de cientistas conclui na revista Science, datada desta sexta-feira, que os lobos foram domesticados na Europa, pelos caçadores-recolectores, durante a última grande Idade do Gelo, há 19 mil a 32 mil anos. As suas conclusões invalidam uma velha teoria segundo a qual a domesticação do cão teria acontecido no leste da Ásia há apenas 15 mil anos.

De facto, esta teoria tinha um problema: os mais antigos restos fósseis de animais parecidos com cães que se conhecem provêm da Europa e da Sibéria e têm 30 mil anos. Mas agora, Olaf Thalmann, da Universidade de Turku, na Finlândia, e colegas – entre os quais Svante Pääbo, do Instituto Max Planck de Leipzig, na Alemanha, mais conhecido pela sequenciação do genoma dos Neandertais –, realizaram uma análise genética e resolveram essa aparente contradição.

Os cientistas compararam o chamado ADN mitocondrial de uma série de lobos, cães e afins. O ADN mitocondrial é um bocadinho de material genético que é exclusivamente transmitido pelas mães à sua descendência e que os geneticistas das populações usam para construir as árvores genealógicas das espécies por via matrilinear.

Mais precisamente, a equipa incluiu no estudo 18 lobos e canídeos pré-históricos e 77 cães e 49 lobos modernos – entre os quais o dingo, os coiotes da América do Norte, várias raças de cães chineses e os mais antigos restos fósseis de cães conhecidos, ambos encontrados na Alemanha (um com 12.500 anos e o outro com 14.700 anos).

Conclusão: o ADN dos cães modernos é muito parecido com o dos cães europeus, antigos e modernos, mas não com o dos lobos de fora da Europa.

Os resultados desta análise genética surpreenderam os próprios autores, lê-se num comunicado da Universidade de Tubinga (Alemanha), onde trabalha Johannes Krauss, especialista em sequenciação de ADN antigo, que também assina o artigo da Science. “Fiquei pasmado pela clareza com que [os resultados] mostram que todos os cães actuais descendem de apenas quatro linhagens, todas elas originárias da Europa”, diz Thalmann, citado nesse comunicado. Mais: a maioria do ADN dos cães modernos pertence a uma única linhagem, que apresenta um alto grau de parentesco com a de um esqueleto de lobo encontrado numa gruta no norte da Suíça.

“Os nossos resultados implicam que os cães já eram nossos amigos muito antes de começarmos a criar cabras, ovelhas e gado”, diz Krausse. Ou seja, a domesticação do lobo antecede o advento da agricultura e eles foram muito provavelmente domesticados pelas comunidades de caçadores-recolectores que dominaram a Europa durante a última grande Idade do Gelo.

Os cientistas especulam que o processo de domesticação terá começado com os lobos a serem atraídos pelos caçadores, cujo rasto seguiam comendo os restos de animais que eles deixavam para trás.

in Público - ler notícia

quinta-feira, setembro 19, 2013

Há 22 anos dois turistas descobriram uma múmia nos Alpes italianos

Oetzi Memorial.jpg  
Memorial a Ötzi

Ötzi ou Múmia de Similaun é uma múmia masculina bem conservada com cerca de 5.300 anos. A múmia foi encontrada por alpinistas nos Alpes italianos em 1991, em um glaciar dos Alpes de Ötztal, perto do monte Similaun, na fronteira da Áustria com a Itália. O apelido Ötzi deriva do nome do vale da descoberta. Ele rivaliza a múmia egípcia "Ginger" no título da mais velha múmia humana conhecida, e oferece uma visão sem precedentes da vida e hábitos dos homens europeus na Idade do Cobre.

Descoberta
Ötzi foi encontrado por dois turistas alemães, Helmut e Erika Simon, em 19 de setembro de 1991. Eles primeiro pensaram que se tratasse de um cadáver moderno, como diversos outros que são frequentemente encontrados na região. O corpo foi confiscado pelas autoridades austríacas e levado para Innsbruck, onde a sua verdadeira idade foi finalmente estabelecida. Pesquisas posteriores revelaram que o corpo fora encontrado poucos metros além da fronteira, ainda em território italiano. Ele agora está exposto no Museu de Arqueologia do Tirol do Sul, Bolzano, Itália.

Análise científica
O corpo foi extensamente examinado, medido, radiografado e datado. Os tecidos e o conteúdo dos intestinos foram examinados ao microscópio, assim como o pólen encontrado nos seus artefactos.
Quando morreu, Ötzi tinha entre 30 e 45 anos e aproximadamente 165 cm de altura. A análise do pólen e da poeira e a composição isotópica do esmalte de seus dentes indica que ela passou sua infância perto da atual aldeia de Feldthurns, ao norte de Bolzano, mas que mais tarde viveu em vales a cerca de 50 km a norte.
Ele tinha 57 tatuagens, algumas das quais eram localizadas em (ou perto de) pontos que coincidem com os atuais pontos de acupuntura, que podem ter sido feitas para tratar os sintomas de doenças de que Ötzi parece ter sofrido, como parasitas digestivos e artrose. Alguns cientistas acreditam que esses pontos indiquem uma primitiva forma de acupunctura.
Suas roupas, incluindo uma capa de grama entrelaçada e casaco e calçados de couro, eram bastante sofisticadas. Os sapatos eram largos e à prova de água, aparentemente feitos para caminhar na neve; as solas eram feitas de pele de urso, a parte superior de couro de veado e uma rede feita de cascas de árvores. Tufos de grama macia envolviam o pé dentro do sapato, servindo de isolante térmico.
Outros artefactos encontrados junto a Ötzi foram um machado de cobre com cabo de teixo, uma faca de sílex e cabo de freixo, uma aljava cheia de flechas e um arco de teixo inacabado que era mais comprido do que o Ötzi.
Entre os objetos de Ötzi havia duas espécies de cogumelos, uma das quais (fungo de bétula) é conhecida pelas suas propriedades antibacterianas, e parece ter sido usada para fins medicinais. O outro cogumelo era um tipo de fungo que pega fogo facilmente, incluído com partes do que parece ter sido um kit para começar fogo. O kit continha restos de mais de doze plantas diferentes, além de pirite para a criação de faíscas.

Genética
Um grupo de cientistas sequenciou o genoma de Ötzi e este foi publicado em 28 de fevereiro de 2012. Um estudo do cromossoma Y de Ötzi colocou-o num grupo que hoje domina no Sul da Córsega.
Já a análise do DNA mitocondrial mostrou que Ötzi pertence ao sub-ramo K1, mas não pode ser colocado em nenhum dos três modernos grupos deste sub-ramo (K1a, K1b ou K1c). O novo sub-ramo foi provisoriamente apelidado de K1ö por causa de Ötzi.
Uma observação genérica do seu DNA relaciona-o com Europeus do Sul, particularmente com populações isoladas geograficamente da Sardenha e Córsega.
A análise do DNA que ele tinha um elevado risco de sofrer de aterosclerose, intolerância à lactose e a presença no DNA da sequência de Borrelia burgdorferi, torna-o o mais antigo humano a sofrer da doença de Lyme (vulgarmente conhecida como febre da carraça).
Um estudo de 2012 do paleoantropólogo John Hawks sugeriu que Ötzi tinha mais material genético de Neanderthal do que os Europeus modernos.

Morte
Em 2007 cientistas revelaram que Ötzi morreu de um ferimento no ombro provocado por uma flecha.
Uma equipe de pesquisadores italianos e suíços usou a tecnologia de raio-X para comprovar que a causa da morte foi uma lesão sofrida numa artéria próxima do ombro e provocada pela ponta de flecha que permanece até hoje cravada nas costas. Os mesmos cientistas concluíram que a morte de Ötzi foi imediata.
Os resultados mais recentes da pesquisa apareceram em linha no Journal of Archaeological Science e foram publicados pela National Geographic.
Análises dos intestinos de Ötzi mostraram duas refeições, uma de carne de cabra da montanha, a segunda de carne de veado, ambas consumidas com alguns cereais. Pólen na segunda refeição mostra que esta foi consumida numa floresta de coníferas a meia-altitude.
Primeiramente supôs-se que fosse um pastor levando o seu rebanho para as montanhas e que foi surpreendido por uma tempestade de neve. Dada a sua relativa elevada idade, não teria resistido ao esforço e morrido.
No entanto, a análise de DNA revelou traços de sangue de quatro outros indivíduos nos seus equipamentos: um na sua faca, dois na mesma flecha e o último no seu casaco. Em julho de 2001, dez anos após a descoberta do corpo, uma tomografia axial computorizada revelou que Ötzi tinha o que parecia ser uma ponta de flecha no seu ombro, mais precisamente na omoplata, combinando com um pequeno furo no seu casaco. O cabo da flecha havia sido removido. Ele também tinha um profundo ferimento na palma da mão direita, que atingiu a carne, tendões e o osso.
A partir de tais evidências e de exames das armas, o biólogo molecular Thomas Loy, da Universidade de Queensland, acredita que Ötzi e um ou dois companheiros fossem caçadores que participaram numa luta contra um grupo rival. Em um determinado momento, ele pode ter carregado (ou ter sido carregado por) um companheiro. Enfraquecido pela perda de sangue, Ötzi aparentemente largou os seus equipamentos contra uma rocha, deitou-se e expirou.

segunda-feira, novembro 28, 2011

Encontro sobre Paleontologia e Arqueologia na Bacia Lusitânica

 

Do Mondego ao Espichel: Encontro sobre Paleontologia e Arqueologia na Bacia Lusitânica

16 e 17 de dezembro de 2011

Este encontro dedicado à paleontologia e à arqueologia da área geográfica que vai desde o Cabo Mondego ao Cabo Espichel, englobando as regiões da Estremadura, Beira Litoral e parte do Ribatejo, corresponde, de grosso modo, à grande unidade geológica, denominada “Bacia Lusitânica”.

Organizado pelo Centro Português de Geo-História e Pré-História, no Museu Nacional de Arqueologia, este encontro enquadra-se nas actividades desenvolvidas no âmbito da exposição “Um Olhar Sobre a Pré-História do Espichel”, patente neste Museu até Janeiro de 2012.

Pretende também ampliar o conhecimento e a divulgação da paleontologia e da arqueologia desta região de Portugal. De facto, esta área geográfica integra um vasto leque de zonas que guardam um património de grande valor geológico, paleontológico e arqueológico: aqui temos a ocorrência, por exemplo, de vestígios de dinossauros, nas formações mesozóicas, de mastodontes, de crocodilos, de tubarões e de outros vertebrados do Miocénico e de elefantes, do Pleistocénico. A nível arqueológico há a destacar os vestígios da ocupação humana, que vem desde o Paleolítico à época histórica.

Programa provisório

Dia 16 - Sexta-Feira
14.00 – Entrega de Documentação
14.30 – Sessão de Abertura
15.00 – I Sessão
16.00 – Pausa para café
16.15 – II Sessão
17.30 - Discussão

Dia 17 - Sábado
10.00 – III Sessão
11.15 – Pausa para café
11.30 – IV Sessão
12.45 – Discussão
13.00 – Almoço (livre)
14.30 – V Sessão
15.45 – Pausa para café
16.00 – VI Sessão
17.15 – Discussão
17.45 – Sessão de Encerramento

Local:
Museu Nacional de Arqueologia
Praça do Império, Lisboa

Inscrições:
Telm: 933 597 497 / 962 997 654 / 213 620 000
geral@cpgp.org / cpgp@clix.pt

Preços:
  • Sócios do CPGP / Estudantes: €20 (c/comunicação: €15)
  • Público em geral: €35 (c/ comunicação: €25)
  • Inscrições depois do dia 10 de Dezembro, acrescem 50%.

Ficheiro de apoio: