Iniciou a sua carreira com a banda
The Spektors, logo depois formando
The Valentines, onde conheceu o seu amigo Vince Lovergrove, que trabalharia no seu próximo projeto, os
Fraternity; logo após a separação do grupo, integrou os AC/DC, onde lançou sete discos, vindo a falecer logo após o lançamento do álbum
Highway to Hell, que os levou à fama mundial. Depois da sua morte foi substituído por
Brian Johnson.
Bon estava trabalhando como motorista da banda AC/DC, quando foi chamado para fazer de baterista. Mas logo Bon decidiu ser o vocalista da banda, pois dizia que o cantor era o que mais arranjava namoradas na época.
A sua influência musical inicial veio do pai, que era músico em sua cidade natal, na Escócia. Bon tocava bateria,
gaita de fole e
flauta doce. Scott tocou gaita de fole em "
It's a Long Way to the Top". Já na música "
Seasons of Change" do Fraternity, ele foi responsável pela flauta.
As suas letras abordavam principalmente temas como mulheres, carros, bebida e namoro.
A sua morte até hoje não foi bem explicada. Após a turnê de divulgação do álbum
Highway to Hell pela
Europa, Bon resolveu passar uns dias em
Londres, para rever amigos. A tragédia teve início numa tradicional noite de bebedeira, coisa a que Bon estava realmente acostumado. Bon e um amigo seu, chamado Alistar Kinnear, foram tomar alguns copos no
Music Machine, um clube noturno localizado em
Camden Town. Depois de muitas rodadas, a dupla foi para Ashby Court, onde Bon vivia naquela época. No caminho, Bon desmaiou no banco de trás do veículo. Kinnear não deu muita importância e seguiu adiante. Quando chegou à casa do vocalista do AC/DC, Kinnear tentou acordar Bon e levá-lo para a cama, porém não conseguiu acordar o seu companheiro, que estava num avançado estado de embriaguez. Kinnear desistiu da ideia e seguiu dirigindo para seu próprio apartamento. Chegando lá, nova tentativa frustrada de tirar o amigo bêbado do veículo. Decidiu então deixar Bon a dormir’ no banco de trás do automóvel, um Renault 5, em
Overhill Road, uma estrada em Dulwich. Quando Kinnear voltou, na manhã seguinte, para ver o seu amigo, já era tarde demais. Bon estava morto, praticamente congelado dentro do pequeno automóvel. Ele ainda o levou à pressa para o
Kings College Hospital, de Londres, que declarou que o músico já chegou sem vida às Urgências. O atestado de óbito informou que Bon Scott havia falecido no decorrer de
overdose e ‘death by misadventure’ (morte por desventura, ou por desgraça). Nos jornais da época foi também noticiado que o músico teria se sufocado com o próprio vómito e que a baixa temperatura da madrugada e as suas constantes crises de asma colaboraram para a tragédia daquela fria manhã de 19 de fevereiro de 1980, um dos dias mais tristes do
rock n’ roll. O corpo de Bon Scott foi
cremado e as suas cinzas foram levadas pela sua família para o
Cemitério de Fremantle,
Fremantle, no estado da
Austrália Ocidental.
Após a entrada de
Brian Johnson o som do AC/DC mudou, mas sem perder as suas características, perdendo um pouco do balanço e da influência dos blues que emanavam de Bon, mas ganhando outras que, com Bon, talvez nunca seriam exploradas. Bon também é considerado por várias pesquisas um dos melhores cantores de rock. Numa lista divulgada pela revista
Kerrang, Bon Scott está na 5ª posição dos maiores ícones do rock.
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