Iniciou a sua carreira jornalística aos doze anos de idade e foi, desde os vinte até à sua morte, considerado o maior repórter
português. Em
1926, instalou residência permanente no
Porto.
Imaginou entrevistas com Mata Hari e Conan Doyle,
enviou reportagens da "Rússia dos Sovietes" sem nunca lá ter posto os
pés, criou um dos primeiros detectives de gabinete da literatura
policial, deu forma a uma galeria interminável de heróis de folhetim,
fundou jornais, realizou filmes, previu, ao jeito de Júlio Verne, como seriam Lisboa e o Porto no ano 2000.
Reinaldo Ferreira. R de realidade e F de ficção. Nasceu há um século.
Os 38 anos da sua breve passagem pelo mundo foram vividos à beira do
delírio, com a morfina a ajudar. Um tipógrafo distraído inventou a
alcunha que o iria consagrar: Repórter X.
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