. Desde 1825 foi
até à sua morte, em 1826. Pelo
.
Um dos últimos representantes do
absolutismo,
Dom João viveu num período tumultuado, e seu reinado nunca conheceu
paz duradoura. Ora era a situação portuguesa ou europeia a degenerar,
ora era a brasileira. Não esperara vir a ser rei; só ascendeu à posição
de herdeiro da Coroa pela morte de seu irmão mais velho,
Dom José. Assumiu a regência quando sua mãe,
D.ª Maria I,
foi declarada mentalmente incapaz. Teve de lidar com a constante
ingerência nos assuntos do reino de nações mais poderosas, nomeadamente a
Espanha,
França e
Inglaterra. Obrigado a fugir de Portugal quando as
tropas napoleónicas invadiram o país, chegando à colónia enfrentou revoltas
liberais
que refletiam eventos similares na metrópole, e foi compelido a
retornar à Europa em meio a novos conflitos. Perdeu o Brasil quando seu
filho D. Pedro proclamou a independência e viu o seu outro filho,
D. Miguel, rebelar-se, procurando depô-lo. O seu casamento foi da mesma forma acidentado, e a esposa,
Dª Carlota Joaquina, repetidas vezes conspirou contra o marido em favor de interesses pessoais ou da Espanha, o seu país natal.
Não obstante as atribulações, deixou uma marca duradoura especialmente no
Brasil,
criando inúmeras instituições e serviços que criaram a autonomia
nacional, sendo considerado por muitos pesquisadores o verdadeiro
mentor do moderno
estado brasileiro.
Apesar disso, é até hoje um dos personagens mais caricatos da história
luso-brasileira, sendo acusado de indolência, falta de tino político e
constante indecisão, sem falar em sua pessoa, retratada amiúde como
grotesca, o que, segundo a historiografia mais recente, na maior parte
dos casos é uma imagem injusta.
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