Na
astronomia,
solstício (do
latim sol +
sistere, que não se mexe) é o momento em que o
Sol, durante seu
movimento aparente na
esfera celeste, atinge a maior
declinação em
latitude, medida a partir da
linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por
ano: em dezembro e em junho. O dia e hora exatos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a
duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.
No
hemisfério norte o solstício de
verão ocorre por volta do dia 21 de junho e o solstício de
inverno por volta do dia 21 de dezembro. Estas datas marcam o início das respectivas estações do ano neste
hemisfério. Já no
hemisfério sul,
o fenómeno é inverso: o solstício de verão ocorre em dezembro e o
solstício de inverno ocorre em junho. Os momentos exatos dos solstícios,
que também marcam as mudanças de estação, são obtidos por cálculos de
astronomia (este ano é no dia 20 de junho, às 21.44 horas).
Devido à
órbita elíptica da
Terra,
as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um
número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais
próxima do Sol viaja mais rapidamente do que quando está mais longe, em
conformidade com a
segunda lei de Kepler.
Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos
solstícios. No solstício de verão do hemisfério sul, os raios solares
incidem perpendicularmente à superfície da Terra no
Trópico de Capricórnio. No solstício de verão do hemisfério norte, ocorre o mesmo fenómeno no
Trópico de Câncer.

As amoras
O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Sophia de Mello Breyner Andresen
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