Retrato de James Monroe - óleo sobre tela de John Vanderlyn (1775-1852)
- Julgamos propícia esta ocasião para afirmar, como um princípio
que afeta os direitos e interesses dos Estados Unidos, que os
continentes americanos, em virtude da condição livre e independente que
adquiriram e conservam, não podem mais ser considerados, no futuro, como
susceptíveis de colonização por nenhuma potência europeia […]
- (Mensagem do Presidente James Monroe ao Congresso dos EUA, 1823)
A frase que resume a doutrina é: "América para os americanos"
O seu pensamento consistia em três pontos:
- a não criação de novas colónias nas Américas;
- a não intervenção nos assuntos internos dos países americanos;
- a não intervenção dos Estados Unidos em conflitos relacionados aos
países europeus como guerras entre estes países e suas colónias.
A Doutrina reafirmava a posição dos Estados Unidos contra o
colonialismo europeu, inspirando-se na política isolacionista de
George Washington, segundo a qual "
a Europa tinha um conjunto de interesses elementares sem relação com os nossos ou senão muito remotamente" (Discurso de despedida do Presidente George Washington, em
17 de Setembro de
1796), e desenvolvia o pensamento de
Thomas Jefferson, segundo o qual "
a América tem um Hemisfério para si mesma", o qual tanto poderia significar o continente americano como o seu próprio
país.
À época, a
Doutrina Monroe representava uma séria advertência não só à
Santa Aliança, como também à própria
Grã-Bretanha,
embora seu efeito imediato, quanto à defesa dos novos Estados
americanos, fosse puramente moral, dado que os interesses económicos e a
capacidade política e militar dos Estados Unidos não ultrapassavam a
região das
Caraíbas. De qualquer forma, a formulação da Doutrina ajudou a
Grã-Bretanha a frustrar os planos europeus de recolonização da
América
e permitiu que os Estados Unidos continuassem a dilatar as suas
fronteiras na direção do Oeste, dizimando as tribos indígenas que lá
habitavam. Essa expansão no continente americano teve como pressuposto o
Destino Manifesto, e marcou o início da política expansionista do país no continente.
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