domingo, maio 03, 2026
Hoje é dia de lembrar o "companheiro" Vasco...
Postado por Pedro Luna às 10:40 0 comentários
Marcadores: 11 de março, 25 de Abril, 25 de Novembro, Carlos Alberto Moniz, comunistas, Força companheiro Vasco, Maria do Amparo, música, PREC, Vasco Gonçalves
Vasco Gonçalves nasceu há 105 anos...
Vasco dos Santos Gonçalves nasceu em 3 de Maio de 1921 na antiga freguesia de Graça, na cidade de Lisboa. Era filho de Victor Gonçalves, que chegou a jogar futebol no Benfica, tendo mesmo participado num dos primeiros confrontos entre Portugal e Espanha e era administrador de uma casa de câmbios na Baixa de Lisboa. Ainda muito novo, mudou-se com os pais para São Jorge de Arroios, onde frequentou a escola primária com o seu irmão António, cerca de quatro anos mais novo. Quando tinha cerca de onze anos, integrou-se no Liceu Camões, onde concluiu o curso secundário, e conheceu Urbano Tavares Rodrigues.
Durante a sua juventude, Vasco dos Santos Gonçalves teve duas influências principais, a do seu pai, de linha conservadora e apoiante de António de Oliveira Salazar, e de um professor que era amigo do pai, e que era contra a política salazarista.
Frequentou depois o Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e a Faculdade de Ciências de Lisboa, onde se interessou por várias correntes políticas e culturais, como música e cinema. Leu várias obras que não eram permitidas pelo regime, e estudou o Materialismo Dialéctico, disciplina que não foi reconhecida pela faculdade até à Revolução de 1974.
Entrou depois para a Arma de Engenharia da Escola do exército, onde se formou como engenheiro.
Entrou então para a carreira militar como engenheiro, tendo desempenhado igualmente a posição de professor na Escola do Exército. Combateu durante a Guerra Colonial, onde ganhou consciência do sacrifício de homens e de capitais contra um conflito que era inútil. Por este motivo aderiu, com o posto de coronel, ao Movimento dos Capitães, em dezembro de 1973, numa reunião alargada da sua comissão coordenadora efetuada na Costa da Caparica. Segundo Zita Seabra, já antes do 25 de Abril Vasco Gonçalves seria próximo do Partido Comunista.
Na sequência da Revolução de 25 de Abril de 1974, que restaurou a democracia em Portugal, foi um dos coordenadores do Movimento das Forças Armadas, tendo integrado a Comissão de Redação do Programa do Movimento das Forças Armadas. Passou a ser o elemento de ligação com Francisco da Costa Gomes. Integrou o Conselho da Revolução, órgão criado pelo Movimento das Forças Armadas em março de 1975.
II, III, IV e V Governos Provisórios
Foi nomeado como primeiro-ministro nos segundo, terceiro, quarto e quinto governos provisórios, sendo nomeado pela primeira vez em 18 de julho de 1974 (II Governo Provisório) e destituído em 19 de setembro de 1975, dois meses antes do 25 de novembro.
A sua nomeação enquanto primeiro-ministro foi considerada uma derrota das forças mais moderadas e uma vitória dos elementos mais radicais, ligados ao PCP com quem sempre mostrou proximidade. Fazia parte da linha mais dura do Movimento das Forças Armadas, tendo afirmado que só existiam duas posições políticas, quem estava pela revolução ou era pela reação, sem existirem meios termos. Foi também considerado muito próximo de Francisco Costa Gomes, também ele acusado de proximidade para com os comunistas e com quem tinha uma longa relação de amizade pessoal, já que o filho único do presidente viveu em casa de Vasco Gonçalves enquanto Costa Gomes esteve ao serviço em África. Por outro lado, o filho do presidente e a filha de Vasco Gonçalves, eram, à época, ambos membros do PCP e chegaram a ser namorados.
Até à divergência com os moderados do MFA, teria como "mãos" Melo Antunes e Victor Alves, sendo o último quem "de facto liderava e moderava as reuniões dos Conselhos de Ministros". Mário Soares recordaria "reuniões ministeriais intermináveis, a que Vasco Gonçalves presidia, como primeiro-ministro, às vezes adormecia, de repente e de cansaço, e, então, Vítor Alves, automaticamente, presidia."
Após a «intentona reacionária» (segundo a terminologia da época), do golpe do 11 de março de 1975, é pretexto para que Vasco Gonçalves radicalize o Processo Revolucionário, apoiando-se no Comando Operacional do Continente de Otelo Saraiva de Carvalho. Logo após este golpe falhado, os bancos são nacionalizados, bem como as seguradoras e, por arrasto, a “companhia dos tabacos”, a CUF, a Lisnave e outras grandes empresas. Com as nacionalizações, de repente o estado viu-se dono de cerca de 1300 empresas. Ao mesmo tempo, foi durante o "gonçalvismo" que teve início o a reforma agrária, que ganhou um novo fôlego depois do 11 de março, com a publicação de nova legislação que facilitou a ocupação de grandes herdades, principalmente no Alentejo.
Foi um dos principais promotores para profundas alterações sociais e económicas em Portugal, incluindo o salário mínimo, os subsídios de férias e desemprego, e a licença de parto. Com efeito, em 1975 foi responsável por um considerável aumento no salário mínimo nacional, que passou de 3.300 para 4.000 Escudos, um aumento superior a 20%. Vasco Gonçalves também foi um dos responsáveis pela desmontagem do Império Português. No entanto, 1975 viria a ser caracterizado por uma queda acentuada nos indicadores económicos, com forte descida do PIB e PIB per capita, com quebras de 5% e 8,6%, respetivamente. Um recorde absoluto para a época. Em valores absolutos, estes indicadores só viriam a recuperar em 1978. Já as taxas negativas da evolução do PIB, só em 2020, em plena depressão económica provocada pela Covid-19 seriam ultrapassadas. No entanto, mesmo nesse ano a evolução negativa do PIB per capita foi menos severa, do que os registados em durante o chamado "gonçalvismo". Contudo, tal quebra percebe-se melhor no contexto em que se verificou (crise financeira mundial de 1971, crise do petróleo de 1973, revolução, fuga de capitais, sabotagem económica, terrorismo, regresso de meio milhão de ex-colonos), e comparativamente com outros países a economia portuguesa teve um comportamento melhor do que estes: o défice em 1975 foi até inferior ao da Alemanha, segundo a análise que o Departamento de Economia do MIT fez à economia portuguesa no final de 1975, caracterizando-a como "surpreendentemente sã".
Foi durante o seu II Governo Provisório que se agudiza a discussão entre o tema da “unidade sindical” versus “unicidade sindical”. O tema já vinha desde antes do 11 de março, O PCP defendia a “unidade sindical”, ou seja, a inclusão de todas as estruturas sindicais em torno da CGTP, numa frente unitária. Os moderados, liderados pelo PS e apoiados pelo PPD e PDC (que também fazia parte do II Governo Provisório) e pelo CDS (que não fazia parte do Governo), defendiam unicidade sindical” com sindicatos de diferentes tendências, que sempre que necessário se uniriam para lutar pelas causas comuns. O pluralismo sindical era visto pelo PCP e CGTP como "introdução de ideologia burguesa nos sindicatos portugueses". Mesmo sem o consenso dos dois maiores partidos (nas primeiras eleições para a Assembleia Constituinte, ocorridas a 25 de abril de 1975, PS e PPD tinham registado cerca de 37,87% e 26,39% contra apenas 12,46% do PCP), o Conselho da Revolução, apoiado por Vasco Gonçalves, aprova o Decreto-Lei N.º 215/75, de 30 de abril, que reconheceu a Intersindical como a “confederação geral dos sindicatos portugueses”. A unicidade sindical seria considerado por Vasco Gonçalves “ o primeiro golpe no capitalismo monopolista de estado”. A contestação à lei ficaria patente nos apupos sofridos por Vasco Gonçalves no discurso do 1º de maio, no estádio com o mesmo nome, em Lisboa.
Em virtude deste e de outros temas, o seu governo sofreu uma enorme contestação com o consequente abandono, em finais de julho, pelo PS e do PSD, do IV Governo Provisório e do discurso de Mário Soares na Alameda.
Em 3 de agosto de 1975, numa tentativa de controlar a situação e formar um novo Governo, o Presidente da República, General Costa Gomes, reúne-se com Vasco Gonçalves e Teixeira Ribeiro (professor universitário indigitado para vice-Primeiro-Ministro). Mais tarde junta-se Otelo, comandante do COPCON, acabado de chegar de Cuba inflacionado de fervor revolucionário. Este foi claro ao afirmar que as tropas que comandava não o queriam (a Vasco Gonçalves) como Primeiro-Ministro, assumindo claramente a divergência.
Apesar disso, a 8 de agosto, Vasco Gonçalves toma posse Primeiro-Ministro como do V Governo Provisório, desta feita sem o PS nem o PSD no governo. Ao mesmo tempo, o Grupo dos Nove publica um documento com fortes críticas à atuação do PCP e da ala revolucionária do MFA.
A 9 de agosto é publicada no ‘Jornal Novo' uma carta aberta de Mário Soares ao Presidente da República Costa Gomes a exigir a demissão de Vasco Gonçalves. Nos dias seguintes são assaltadas várias sedes do PCP, no norte do país.
10 de agosto - Manifestação em Braga organizada pela Igreja; Assaltadas sedes do PCP em Monção, Porto e Trofa.Otelo, que tinha recusado pertencer ao V Governo, respondeu ao “Documento dos Nove”, a 13 de agosto, com um outro texto: “Documento de Autocrítica Revolucionária”, também conhecido como “Documento COPCON”, em que defendia o poder popular de base, tendo com isso canalizado apoios na extrema-esquerda militar.
A 18 de agosto, Vasco Gonçalves apela à radicalização num famoso discurso proferido em Almada, que representaria também o fim da sua relação com Otelo.
A 20 de agosto, Otelo consuma publicamente essa rutura com Vasco Gonçalves. “Agora, companheiro, separamo-nos”. Por carta, Otelo proíbe Vasco Gonçalves de visitar as unidades militares integradas no COPCON e pede ao general que "descanse, repouse, serene, medite e leia". Neste momento, o Conselho da Revolução está dividido entre dois blocos extremista, um liderado por Otelo e outro pelo PCP e um terceiro moderado, o Grupo dos Nove, próximo do PS.
Vasco Gonçalves tenta, já em desespero, aproximar-se dos revolucionários que se reuniam no COPCON. Com a ajuda do PCP, que se predispôs a entrar na Frente de Unidade Revolucionária (FUR), ao lado da FSP, LUAR, PRB/BR, MDP/CDE e LCI.
Em 24 de agosto é apresentado o elenco do VI Governo Provisório que deveria ser chefiado por Carlos Fabião, com Vasco Gonçalves como CEMGFA. No entanto Fabião recusa, sendo Pinheiro de Azevedo indigitado como Primeiro-Ministro, vindo a tomar posse a 19 de setembro, dois meses antes do golpe de 25 de Novembro.
O seu protagonismo durante os acontecimentos do Verão Quente de 1975 levou os apoiantes do gonçalvismo, na pessoa de Carlos Alberto Moniz, a inclusive comporem uma cantiga em que figurava o seu nome: «Força, força, companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço!».
Este período conturbado teve bastante visibilidade internacional através da revista Time de 11 de agosto de 1975, em que sob o titulo "Red Threat in Portugal" as caricaturas de Vasco Gonçalves, Costa Gomes e Otelo foram capa da revista.
No entanto, nas eleições, que ajudou a organizar, verificou-se um reduzido apoio aos militares mais extremistas do MFA e aos seus aliados comunistas, tendo sido demitido a 19 de Setembro de 1975, Passou depois à reforma, embora tenha permanecido no ativismo político.
A sua última aparição pública, numa cerimónia institucional, decorreu a 25 de Abril de 2004, quando regressou à residência oficial de São Bento, a convite do então primeiro-ministro Durão Barroso, para assistir à inauguração de uma galeria de ex-chefes de Governo onde se encontra o seu retrato.
Publicou um livro "Acerca da doutrina militar para Portugal e as suas forças armadas", em 1979.
Família e falecimento
Casou com Aida Rocha Alfonso, em 1950, e teve dois filhos, Maria João Gonçalves e o realizador de cinema, Vitor Gonçalves. Foi avô do ator Duarte Guimarães.
A sua filha Maria João, namorou com o filho de Francisco Costa Gomes, à época, em que os pais eram Primeiro-Ministro e Presidente da Republica, respetivamente. Por serem ambos filiados no PCP, alegadamente teriam sido usados como elemento de pressão e intermediários entre o partido e os respetivos pais.
Faleceu em 11 de junho de 2005, vítima de ataque cardíaco enquanto nadava na piscina do seu irmão, António dos Santos Gonçalves, em Almancil. O funeral teve lugar dois dias depois, tendo sido realizado um cortejo fúnebre desde a Escola do Exército até ao Cemitério do Alto de São João, onde foi depositado no talhão militar.
Postado por Fernando Martins às 01:05 0 comentários
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domingo, janeiro 25, 2026
O general Ramalho Eanes celebra hoje 91 anos
| Candidato | votos | % | ||||
| Ramalho Eanes | 2 967 137 |
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| Otelo Saraiva de Carvalho | 792 760 |
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| Pinheiro de Azevedo | 692 147 |
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| Octávio Pato | 365 586 |
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| Candidato | votos | % | ||||
| Ramalho Eanes | 3 262 520 |
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| Soares Carneiro | 2 325 481 |
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| Otelo Saraiva de Carvalho | 85 896 |
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| Galvão de Melo | 48 468 |
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| Pires Veloso | 45 132 |
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| Aires Rodrigues | 12 745 |
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| Carlos Brito | desistiu | -- |
- Cavaleiro da Ordem Militar de São Bento de Avis de Portugal (19 de janeiro de 1972)
- Grande-Colar da Ordem Militar da Torre e Espada de Portugal (9 de março de 1986)
- Grã-Cruz da Ordem da Liberdade de Portugal (25 de abril de 2004)
- Grã-Cruz da Ordem Nacional da Legião de Honra de França (5 de março de 1979)
- Grã-Cruz de 1.ª Classe Civil da Ordem do Banho da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (15 de julho de 1980)
- Grande-Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul do Brasil (15 de julho de 1980)
- Grã-Cruz da Ordem da Classe Especial de Mérito da Alemanha (15 de julho de 1980)
- 1.ª Classe da Ordem da Estrela da Roménia (15 de Julho de 1980)
- Com Banda da Ordem da Stara Planina da Bulgária (15 de julho de 1980)
- Grã-Cruz da Ordem do Mérito Militar do Brasil (15 de julho de 1980)
- Com Diamantes da Ordem da Bandeira da Hungria (15 de julho de 1980)
- Colar da Ordem de Carlos III de Espanha (15 de julho de 1980)
- Colar da Ordem de Isabel a Católica de Espanha (15 de julho de 1980)
- Grande-Estrela da Ordem da Bandeira da Jugoslávia (18 de julho de 1980)
- Colar da Ordem Piana do Vaticano / Santa Sé (18 de julho de 1980)
- Grã-Cruz da Ordem de Mérito de Itália (3 de novembro de 1980)
- Grande-Colar da Ordem de Leopoldo II da Bélgica (7 de junho de 1982)
- Colar com Espadas da Ordem Pro Merito Melitensi da Ordem Soberana e Militar de Malta (29 de abril de 1983)
- Grande-Colar da Ordem da Bandeira da Jugoslávia (30 de maio de 1983)
- Grã-Cruz com Colar da Ordem do Falcão da Islândia (24 de novembro de 1983)
- Grande-Colar da Ordem Nacional do Leopardo do Zaire (5 de janeiro de 1984)
- Grã-Cruz da Ordem da Grande Condecoração do Nilo do Egito (28 de março de 1984)
- Grã-Cruz da Ordem de Mérito do Congo (16 de maio de 1984)
- Cavaleiro da Ordem do Leão de Ouro da Casa de Nassau do Luxemburgo (2 de janeiro de 1985)
- Grande-Colar da Ordem do Elefante da Dinamarca (24 de janeiro de 1985)
- Grã-Cruz da Ordem de Honra da Grécia (7 de fevereiro de 1986)
- Grande-Colar da Ordem de Timor-Leste de Timor-Leste (6 de agosto de 2012)
Postado por Fernando Martins às 09:10 0 comentários
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terça-feira, novembro 25, 2025
Música(s) para os revolucionários que estão tristes com as comemorações de hoje...
Postado por Pedro Luna às 23:29 0 comentários
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A Academia de Coimbra fez a Tomada da Bastilha há 105 anos...!
A 25 de novembro a Academia de Coimbra comemora o dia da “TOMADA DA BASTILHA”, feriado da Universidade, e cuja história, passada em 1920, nunca é demais recordar: em tempos, tinha o Senado Universitário cedido à Associação Académica o rés-do-chão do Colégio de São Paulo, na Rua Larga, para sede das suas atividades, onde nos restantes andares do mesmo edifício estava instalado o Clube dos Lentes com espaçosas e requintadas instalações. Com o desenvolvimento da atividade associativa, iam sendo feitas diligências para que fosse cedido mais espaço, que só resultavam em promessas sempre adiadas. Até que um grupo de “Conjurados” combinou em grande secretismo tomar a iniciativa de resolver de vez o problema e ocupar a restante área do edifício para uso dos estudantes. Traçado o plano, caberia a um grupo tomar o Clube dos Lentes, a outro ocupar a Torre da Universidade e aos restantes controlar a área e distrair as autoridades civis e académicas que pudessem ali aparecer. Um ferreiro amigo já teria previamente estudado as fechaduras e fabricado as necessárias chaves, pois não convinha estar a causar danos desnecessários. E na madrugada de 25 de novembro desencadeou-se a operação, com a tomada das novas instalações. Logo foi lançado um morteiro, dando sinal aos ocupantes da Torre para tocarem a “cabra” a rebate a fim de mobilizar a restante Academia, que na época residia toda ali nas imediações da Universidade, muitos deles em "Repúblicas", para consolidar a ação e festejar o acontecimento. Nesse dia, foi enviado um telegrama ao Presidente da República a dar a notícia da obtenção de uma nova sede para a Academia, tendo ele, que desconhecia as circunstâncias, respondido a congratular-se com o facto, E com tal "despacho Presidencial" o Senado Universitária só teria que se conformar. Assim decorreu o que veio a ser designado por “Tomada da Bastilha”, tornando-se esta data o feriado da Universidade, rijamente comemorado todos os anos. E até à construção dos novos edifícios das Faculdades, que destruiu a “Velha Alta”, a festa terminava sempre com um monumental magusto que se prolongava até ao romper o dia. Os "Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa" fazem nessa altura a habitual jantarada, no Salão do Casino Estoril, com a comparência do "Magnífico Reitor", representantes das diversas secções, grupos corais, de fados etc.... E no final, um caloroso F-R-A. !
Postado por Fernando Martins às 01:05 0 comentários
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quarta-feira, junho 11, 2025
Música adequada à data...
Postado por Pedro Luna às 20:00 0 comentários
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Vasco Gonçalves morreu há vinte anos...
Ao tempo coronel, surgiu no Movimento dos Capitães em dezembro de 1973, numa reunião alargada da sua comissão coordenadora efectuada na Costa da Caparica. Coronel de engenharia, viria a integrar a Comissão de Redação do Programa do Movimento das Forças Armadas. Passou a ser o elemento de ligação com Costa Gomes.
Postado por Fernando Martins às 00:20 0 comentários
Marcadores: 11 de Março de 1975, 25 de Abril, 25 de Novembro, comunismo, gonçalvismo, MFA, nacionalizações, PCP, PREC, Vasco Gonçalves, Verão Quente
sábado, maio 03, 2025
Hoje é dia de recordar o "companheiro" Vasco...
Postado por Pedro Luna às 10:40 0 comentários
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O camarada Vasco Gonçalves nasceu há 104 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:04 0 comentários
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sábado, janeiro 25, 2025
O general Ramalho Eanes faz hoje noventa anos...!
| Candidato | votos | % | ||||
| Ramalho Eanes | 2 967 137 |
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| Otelo Saraiva de Carvalho | 792 760 |
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| Pinheiro de Azevedo | 692 147 |
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| Octávio Pato | 365 586 |
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Eleições presidenciais de 7 de dezembro de 1980
| Candidato | votos | % | ||||
| Ramalho Eanes | 3 262 520 |
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| Soares Carneiro | 2 325 481 |
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| Otelo Saraiva de Carvalho | 85 896 |
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| Galvão de Melo | 48 468 |
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| Pires Veloso | 45 132 |
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| Aires Rodrigues | 12 745 |
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| Carlos Brito | desistiu | -- |
Condecorações
- Cavaleiro da Ordem Militar de São Bento de Avis de Portugal (19 de janeiro de 1972)
- Grande-Colar da Ordem Militar da Torre e Espada de Portugal (9 de março de 1986)
- Grã-Cruz da Ordem da Liberdade de Portugal (25 de abril de 2004)
- Grã-Cruz da Ordem Nacional da Legião de Honra de França (5 de março de 1979)
- Grã-Cruz de 1.ª Classe Civil da Ordem do Banho da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (15 de julho de 1980)
- Grande-Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul do Brasil (15 de julho de 1980)
- Grã-Cruz da Ordem da Classe Especial de Mérito da Alemanha (15 de julho de 1980)
- 1.ª Classe da Ordem da Estrela da Roménia (15 de Julho de 1980)
- Com Banda da Ordem da Stara Planina da Bulgária (15 de julho de 1980)
- Grã-Cruz da Ordem do Mérito Militar do Brasil (15 de julho de 1980)
- Com Diamantes da Ordem da Bandeira da Hungria (15 de julho de 1980)
- Colar da Ordem de Carlos III de Espanha (15 de julho de 1980)
- Colar da Ordem de Isabel a Católica de Espanha (15 de julho de 1980)
- Grande-Estrela da Ordem da Bandeira da Jugoslávia (18 de julho de 1980)
- Colar da Ordem Piana do Vaticano / Santa Sé (18 de julho de 1980)
- Grã-Cruz da Ordem de Mérito de Itália (3 de novembro de 1980)
- Grande-Colar da Ordem de Leopoldo II da Bélgica (7 de junho de 1982)
- Colar com Espadas da Ordem Pro Merito Melitensi da Ordem Soberana e Militar de Malta (29 de abril de 1983)
- Grande-Colar da Ordem da Bandeira da Jugoslávia (30 de maio de 1983)
- Grã-Cruz com Colar da Ordem do Falcão da Islândia (24 de novembro de 1983)
- Grande-Colar da Ordem Nacional do Leopardo do Zaire (5 de janeiro de 1984)
- Grã-Cruz da Ordem da Grande Condecoração do Nilo do Egito (28 de março de 1984)
- Grã-Cruz da Ordem de Mérito do Congo (16 de maio de 1984)
- Cavaleiro da Ordem do Leão de Ouro da Casa de Nassau do Luxemburgo (2 de janeiro de 1985)
- Grande-Colar da Ordem do Elefante da Dinamarca (24 de janeiro de 1985)
- Grã-Cruz da Ordem de Honra da Grécia (7 de fevereiro de 1986)
- Grande-Colar da Ordem de Timor-Leste de Timor-Leste (6 de agosto de 2012)
Postado por Fernando Martins às 09:00 0 comentários
Marcadores: 25 de Abril, 25 de Novembro, PRD, Presidente da República, Ramalho Eanes
segunda-feira, novembro 25, 2024
A Tomada da Bastilha, na Academia de Coimbra, foi há 104 anos...!
A 25 de novembro a Academia de Coimbra comemora o dia da “TOMADA DA BASTILHA”, feriado da Universidade, e cuja história, passada em 1920, nunca é demais recordar: em tempos, tinha o Senado Universitário cedido à Associação Académica o rés-do-chão do Colégio de São Paulo, na Rua Larga, para sede das suas atividades, onde nos restantes andares do mesmo edifício estava instalado o Clube dos Lentes com espaçosas e requintadas instalações. Com o desenvolvimento da atividade associativa, iam sendo feitas diligências para que fosse cedido mais espaço, que só resultavam em promessas sempre adiadas. Até que um grupo de “Conjurados” combinou em grande secretismo tomar a iniciativa de resolver de vez o problema e ocupar a restante área do edifício para uso dos estudantes. Traçado o plano, caberia a um grupo tomar o Clube dos Lentes, a outro ocupar a Torre da Universidade e aos restantes controlar a área e distrair as autoridades civis e académicas que pudessem ali aparecer. Um ferreiro amigo já teria previamente estudado as fechaduras e fabricado as necessárias chaves, pois não convinha estar a causar danos desnecessários. E na madrugada de 25 de novembro desencadeou-se a operação, com a tomada das novas instalações. Logo foi lançado um morteiro, dando sinal aos ocupantes da Torre para tocarem a “cabra” a rebate a fim de mobilizar a restante Academia, que na época residia toda ali nas imediações da Universidade, muitos deles em "Repúblicas", para consolidar a ação e festejar o acontecimento. Nesse dia, foi enviado um telegrama ao Presidente da República a dar a notícia da obtenção de uma nova sede para a Academia, tendo ele, que desconhecia as circunstâncias, respondido a congratular-se com o facto, E com tal "despacho Presidencial" o Senado Universitária só teria que se conformar. Assim decorreu o que veio a ser designado por “Tomada da Bastilha”, tornando-se esta data o feriado da Universidade, rijamente comemorado todos os anos. E até à construção dos novos edifícios das Faculdades, que destruiu a “Velha Alta”, a festa terminava sempre com um monumental magusto que se prolongava até ao romper o dia. Os "Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa" fazem nessa altura a habitual jantarada no Salão do Casino Estoril, com a comparência do "Magnífico Reitor", representantes das diversas secções, grupos corais, de fados etc.... E no final, um caloroso F-R-A. !
Postado por Fernando Martins às 01:04 0 comentários
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