O
Massacre de Katyn, também conhecido como
Massacre da Floresta de Katyn, foi uma execução em massa ocorrida durante a
Segunda Guerra Mundial contra oficiais
polacos prisioneiros de guerra, polícias e cidadãos comuns acusados de
espionagem e
subversão pelo Comissariado do Povo para Assuntos Internos (
NKVD), a polícia secreta
soviética, comandada por
Lavrentiy Beria, entre abril e maio de 1940, após a rendição da
Polónia à
Alemanha Nazi. Através de um pedido oficial de Beria, datado de
5 de março de
1940, o líder soviético
Estaline e quatro membros do
Politburo aprovaram o
genocídio. O número de vítimas é calculado em cerca de 22.000, sendo 21.768 o número mínimo identificado.
(...)
Memorando de Lavrentiy Beria a Estaline, propondo a execução dos oficiais polacos
A União Soviética alegou que o genocídio havia sido praticado pelos
nazis e continuou a negar responsabilidade sobre os massacres até
13 de abril de 1990, quando o governo de
Mikhail Gorbachev
reconheceu oficialmente o massacre e condenou os crimes levados a cabo
pela NKVD em 1940, assim como o seu subsequente encobrimento. No ano seguinte,
Boris Yeltsin trouxe a público os documentos, datados de meio século antes, que autorizavam o genocídio.
(...)
Em 13 de abril de 1990, no 47º aniversário da descoberta das covas
coletivas em Katyn, a União Soviética formalmente expressou o seu
"profundo pesar" e admitiu a responsabilidade da polícia secreta
soviética pelos crimes. O dia 13 de abril foi declarado mundialmente como o
Dia da Memória de Katyn.
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