Biografia
Depois do Curso Geral do Comércio, na
Escola Comercial e Industrial de Viseu, esteve matriculado no
Instituto Comercial do Porto, acabando por ingressar na
Academia Militar, onde terminou o Curso Superior de
Administração Militar, em 1959. Como
oficial do
Exército Português, fez duas comissões de serviço em
Angola, onde em 1965 foi implicado no
Caso das Batatas.
Assim, no tempo da Guerra do Ultramar, Valentim ficou responsável pelo
Depósito Avançado de Viveres nº 823, em São Salvador, Angola e com
poder para adjudicar o fornecimento das batatas a um comerciante,
Manuel Cabral, ficando a aquisição pelo preço de quatro escudos, mais
50 centavos do que o preço real do quilo.
Afastado da vida militar, entre 1967 e 1980, foi reintegrado em 1980, passando à situação de
reserva, com a patente de
Major.
Entre 1982 e 1999 foi
Cônsul da
Guiné-Bissau no
Porto.
Dedicado à atividade empresarial, nos sectores do comércio,
indústria e agricultura, distinguiu-se como dirigente desportivo, tendo
sido presidente da direção do
Boavista Futebol Clube, entre 1978 e 1997, sendo atualmente sócio de mérito e presidente honorário do clube.
Foi igualmente o primeiro presidente da Direção da
Liga Portuguesa de Futebol Profissional e, por inerência, vice-presidente da
Federação Portuguesa de Futebol,
eleito a 10 de fevereiro de 1989, tendo tomado posse a 14 de abril de
1989 e até 11 de fevereiro de 1994, prorrogado em reunião de direção por
um período de seis meses até 28 de outubro de 1994. Foi novamente
eleito quarto presidente da direção, com respetivo o cargo inerente de
vice-presidente da federação, a 13 de dezembro de 1996, tendo tomado
posse a 23 de dezembro de 1996 e até 28 de agosto de 1998, reeleito a 24
de julho de 1998, tendo tomado posse a 28 de agosto de 1998 e até 5 de
junho de 2002, e reeleito novamente a 5 de junho de 2002, tendo tomado
posse a 5 de junho de 2002 e até 2 de outubro de 2006.
Militante do
Partido Social Democrata desde 1974, ajudou na implementação do partido no norte do país. Em 1986 e 1991 resolveu apoiar
Mário Soares, nas duas candidaturas a
Presidente da República. Em 1993 assumiu um papel ativo, tendo sido eleito presidente da Câmara Municipal de
Gondomar, renovando os mandatos em 1997 e 2001. Em 2005, na sequência do seu envolvimento no processo judicial
Apito Dourado, o PSD recusa-lhe o apoio, invocando falta de credibilidade,
mas Valentim Loureiro, acabaria por renovar o mandato em 2005 e 2009, com a lista independente
Gondomar no Coração.
Nas eleições
autárquicas de 2017
foi novamente candidato a presidente da Câmara de Gondomar, numa lista
independente "Valentim Loureiro Coração de Ouro", que ficou em terceiro
lugar com 19,9% dos votos.
Foi agraciado com o grau de Comendador da
Ordem do Mérito, por
Mário Soares, a 18 de setembro de 1989,
e condecorado com a
Medalha de Mérito Desportivo, por
Cavaco Silva, em 1990.
É pai de
João Loureiro.
No âmbito do
Apito Dourado, foi condenado a quatro anos de pena suspensa, em julho de 2008. Valentim Loureiro exerceu ainda a presidência da
Junta Metropolitana do Porto, entre 2001 e 2005, e do
Conselho de Administração da
Metro do Porto.
Caso da Quinta do Ambrósio
A Quinta do Ambrósio, um imóvel localizado em
Fânzeres,
foi vendida a 15 de março de 2001 por Ludovina Silva Prata (dona do
terreno) a Laureano Gonçalves (advogado e amigo do major), por 1.072 mil
euros. No espaço de seis dias o imóvel deixou de ser do domínio da
Reserva Agrícola Nacional e, a 21 de março de 2001, foi celebrado um contrato-promessa de compra e venda com a
Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, que, menos de um ano depois, viria a comprar o terreno por quatro milhões de euros.
Em 2011 Valentim Loureiro começou a ser julgado no Tribunal de
Gondomar, acusado de um crime de burla qualificada, em co-autoria, no
caso da Quinta do Ambrósio. Além do presidente da Câmara de Gondomar,
foram também pronunciados José Luís Oliveira, vice-presidente da
autarquia, e o advogado Laureano Gonçalves, que respondem pela alegada
prática, em concurso efectivo, de um crime de burla qualificada e de
outro de
branqueamento de capitais.
Foram ainda pronunciados por co-autoria de branqueamento de capitais
Jorge Loureiro, um dos filhos do presidente da Câmara Municipal de
Gondomar, e o advogado António Ramos Neves. O negócio, segundo a
acusação, terá rendido aos arguidos cerca de três milhões de euros.
Em 2 de fevereiro de 2012, o Tribunal de Gondomar absolveu Valentim
Loureiro no âmbito do processo relacionado com o negócio milionário da
Quinta do Ambrósio. O Tribunal considerou não estarem reunidas todas as
provas desse crime. Já os restantes arguidos, José Luís Oliveira,
vice-presidente da autarquia, Jorge Loureiro, filho do Major e Laureano
Gonçalves, advogado fiscalista, foram condenados a uma pena de um ano e
dez meses de prisão suspensa na sua execução por branqueamento de
capitais.
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