Intérprete do
fado e
cantor de intervenção, foi criado no seio de uma família
católica,
num ambiente que descreveu como «marcadamente rural, entre videiras,
cães domésticos e belas alamedas arborizadas com vista para o rio».
Depois de frequentar o Liceu Alexandre Herculano, no
Porto, matriculou-se na
Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em
1959. Viveu na Real Repúbica Ras-Teparta, foi solista no
Orfeon Académico, membro do Grupo Universitário de Danças e Cantares, actor no
CITAC, guitarrista no Conjunto Ligeiro da
Tuna Académica e jogador de
voleibol na
Briosa. Na década de
1960 adere ao
Partido Comunista Português, envolvendo-se nas greves académicas de
62, contra o
salazarismo. Nesse ano foi candidato à
Associação Académica de Coimbra, numa lista apoiada pelo
MUD.
Em
1966 casa-se com Matilde Leite, com quem teria dois filhos, Isabel, em
1967 e José Manuel, em
1971. Chamado a cumprir o
Serviço Militar, em
1967, ficaria a uma disciplina de se formar em
Direito.
Lança
Cantaremos, em
1970, e
Gente d' aqui e de agora, em
1971, este último com o primeiro arranjo, como maestro, de
José Calvário, e composição de
José Niza. Em
1973 lança
Fados de Coimbra, em disco, e funda a editora
Edicta, com Carlos Vargas, para se tornar produtor na Orfeu, em
1974. Participa na fundação da Cooperativa Cantabril, logo após a
Revolução dos Cravos e lança, em
1975,
Que nunca mais, onde se inclui o tema
Tejo que levas as águas. A revista inglesa
Music Week elege-o Artista do Ano. Em
1980 lança o seu último álbum,
Cantigas Portuguesas, ingressando no ano seguinte na
Cooperativa Era Nova, em rutura com a Cantabril.
Vítima de uma hemorragia esofágica, morreu na quinta da família, em
Avintes, nos braços da mãe.
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