Noite das Fogueiras (ou Noite de Guy Fawkes) de 2005 em Lewes, Sussex
Os conspiradores, católicos insatisfeitos liderados por
Robert Catesby, também planejaram sequestrar uma criança da realeza, não presente no Parlamento, e incitar uma revolta nas
Midlands.
Esta conspiração foi uma de uma série de tentativas mal-sucedidas de
assassinato contra Jaime I, seguida à Conspiração principal e à
Conspiração do adeus, de
1603. Muitos creem que a Conspiração da Pólvora foi parte da
contrarreforma.
Os conspiradores estavam irritados com o rei Jaime, que não concedia
direitos
iguais a católicos e protestantes. A conspiração começaria quando a
filha de nove anos de Jaime I (Princesa Elizabeth) seria declarada
chefe de estado católica, e foi planeada em maio de 1604, por Robert Catesby. Os outros conspiradores eram
Thomas Winter (também grafado Wintour),
Robert Winter,
Christopher Wright,
Thomas Percy (também grafado Percye),
John Wright,
Ambrose Rokewood,
Robert Keyes, Sir
Everard Digby,
Francis Tresham, e o criado de Catesby,
Thomas Bates. O responsável pelos
explosivos era um especialista em explosivos, chamado
Guy Fawkes, que fora apresentado a Catesby por
Hugh Owen.
Os detalhes sobre a conspiração foram contados ao principal
jesuíta da Inglaterra,
Henry Garnet,
com a permissão de Robert Catesby, por Oswald Tesimond, outro jesuíta.
Apesar da oposição de Garnet, a conspiração foi adiante, e Garnet foi
sentenciado a
decapitação,
afogamento e esquartejamento, por
traição.
Em março de 1605, a cave por da Casa dos
Lordes foi preenchida com 36 barris de pólvora, contendo 1800
libras
de material explosivo. Como os conspiradores notaram que o ato poderia
levar a morte de diversos inocentes e defensores da causa católica,
enviaram avisos para que alguns deles mantivessem distância do
parlamento no dia do ataque. Para infelicidade dos conspiradores um dos
avisos chegou aos ouvidos do rei, o qual ordenou uma revista no prédio
do parlamento. Assim acabaram encontrando Guy Fawkes guardando a
pólvora. Ele foi preso e torturado, revelando o nome dos outros
conspiradores. No final foi condenado a morrer na
forca, por
traição e tentativa de
assassinato.
Os outros participantes revelados por Guy Fawkes acabaram também sendo
executados. Ainda nos dias de hoje o rei ou rainha vai até o parlamento
apenas uma vez ao ano para uma sessão especial, sendo mantida a tradição
de se revistar os subterrâneos do prédio antes desta sessão.
Foi posteriormente criada uma canção tradicional, em alusão à Conspiração da Pólvora:
- Remember, remember, the 5th of November
- The gunpowder treason and plot;
- I know of no reason why the gunpowder treason
- Should ever be forgot.
Há mais versos que se seguem a estes, alguns dos quais raramente costumam ser usados, por serem ofensivos.
- Remember, remember the fifth of November,
- The gunpowder treason and plot.
- I know of no reason why the gunpowder treason
- Should ever be forgot.
- Guy Fawkes, Guy Fawkes, 'twas his intent
- To blow up the King and Parliament.
- Three score barrels of powder below,
- Poor old England to overthrow;
- By God's providence he was catch'd
- With a dark lantern and burning match.
- Holloa boys, holloa boys, make the bells ring.
- Holloa boys, holloa boys, God save the King!
- Hip hip hoorah!
Parte final, considerada ofensiva, devido à discriminação dos católicos:
- A penny loaf to feed the Pope.
- A farthing o' cheese to choke him.
- A pint of beer to rinse it down.
- A faggot of sticks to burn him.
- Burn him in a tub of tar.
- Burn him like a blazing star.
- Burn his body from his head.
- Then we'll say ol' Pope is dead.
- Hip hip hoorah!
- Hip hip hoorah hoorah!
Membros do gupo "Anonymous" usando a máscara de Guy Fawkes em Los Angeles, em 2008 (daqui)
NOTA: numa curiosa inversão da História, o traidor hoje é visto alguém corajoso e imitável - a
máscara de Guy Fawkes (uma versão estilizada, desenhada pelo ilustrador
David Lloyd para representar a personagem que luta contra a tirania no livro
V for Vendetta, publicado em 1982 e na adaptação de
2006 do livro a filme) é hoje usada como símbolo de rebelião e de pessoas que lutam pela verdade e contra a tirania...
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