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Durante a rápida divulgação do álbum ficaram explícitas as divergências entre Michael e o então-chefe da Sony Music, Tommy Mottola. Os problemas começaram em 2000, quando Jackson tentou retirar a licença das gravações originais do catálogo dele da gravadora para lançamento independente. Assim, Michael não precisaria dividir os lucros com a Sony. Entretanto, os advogados de Jackson encontraram cláusulas no contrato dele com a gravadora que impediam a transação.
Para evitar uma disputa judicial, Michael e a Sony fecharam um acordo que permitiria que ele abandonasse a gravadora depois do lançamento de Invincible, mas não antes de um pacote de coletâneas que reuniriam os maiores sucessos dele. A crise se acentuou quando a canção "You Rock My World" vazou para as rádios ilegalmente e teve que ser lançada como primeiro compacto do álbum. Michael queria "Unbreakable" e se negou a colaborar com a divulgação: não fez aparições promocionais e não gravou videoclipes para os compactos de "Butterflies" e "Cry".
Em 2002, Jackson convocou entrevista coletiva para externar os conflitos com a gravadora e chamou Mottola de 'maligno' e 'racista'. A Sony reagiu por meio de nota enviada à imprensa afirmando estranhar as alegações, uma vez que Tommy já havia sido marido de Mariah Carey, descendente de negros.
A imprensa chegou a especular que as vendas de Invincible, consideradas fracas por muitos especialistas, teriam acentuado as divergências entre o astro e a gravadora.


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