quarta-feira, setembro 19, 2007

AstroMinho 2007

Queda de meteorito


EPA/STR

Uma cratera com 30 metros de diâmetro e seis de profundidade. Foi este o resultado da queda de um meteorito no sudeste do Peru, que deixou em alerta toda a população apanhada desprevenida pela força do impacto.

De acordo com a notícia avançada pelo site TecnoCientista, a queda deu-se na noite de sábado, provocando um pequeno tremor de terra na localidade de Caranca. De acordo com fontes da polícia local, os habitantes da região ouviram um grande barulho do que parecia ser a queda de um avião. As testemunhas viram um objecto em chamas no céu, que acabou por embater num descampado. A explosão causada pelo choque do meteorito não feriu nenhum dos habitantes, embora alguns animais tenham morrido carbonizados.

Náuseas, vómitos e fortes dores de cabeça levaram alguns locais ao hospital após o incidente. No entanto, a Academia Nacional de Ciências já garantiu que a queda do meteorito não traz qualquer perigo para a saúde dos habitantes: "Nenhum dos vários meteoritos que caem no Peru e fazem perfurações de tamanhos variados são prejudiciais para a população a não ser que caiam em cima de uma casa".

Artigo em Expresso

Via Blog Ciências Correia Mateus - Ana Rola

Colóquio "Por Terras da Figueira"

Organizado pelo Kiwanis Club da Figueira da Foz, através (entre outros) dos amigos (e ex-colegas) Doutores Fernando Carlos Lopes e Pedro Callapez, ilustres professores do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra, irá decorrer na Figueira da Foz (no Auditório do Museu Municipal Dr. Santos Rocha), em 8 de Fevereiro de 2008 (6.ª-feira) o Colóquio Por Terras da Figueira.

Clicar nas imagens para ampliar

Aqui fica, em documento pdf, a 1ª circular, que inclui a ficha de inscrição:
Kiwanis Figueira 2008


Descoberta espeleológica na Serra da Arrábida

Da mailing-list espeleo_pt publicamos um e-mail que muito nos agrada...!

Cara comunidade espeleológica nacional,

Tenho o prazer de comunicar que foi encontrada pelo LPN-CEAE uma nova gruta, que constitui a maior descoberta espeleológica da Serra da Arrábida, desde a descoberta da Gruta do Frade.

Após quatro dias de exploração, a cavidade, ainda sem nome, já é, muito provavelmente, a terceira maior da Arrábida. Até agora, a exploração desenrolou-se sem recurso a desobstruções dignas desse nome, pelo que o potencial de crescimento é grande dadas as múltiplas opções de exploração ainda disponíveis. A sua proximidade com a gruta da Garganta do Cabo Espichel faz antever a possibilidade de ligação das duas cavidades.

A gruta desenvolve-se numa área deste carso característica pela forte inclinação dos estratos e pela influência do mar, o que lhe confere uma estrutura invulgar. Não obstante a escassez de formas de reconstrução, já foram observados alguns espeleotemas de interesse. Mais relevantes são os testemunhos de erosão do carso, sendo importante um estudo posterior da gruta, sua génese e evolução. Apesar da entrada estar localizada mais de 30 metros acima do nível do mar, este já foi atingido, conhecendo-se até agora dois sifões. Uma segunda entrada para o sistema já foi localizada, mas carece de desobstrução.

Esta semana terão lugar novas jornadas de exploração, pelo que na próxima semana haverá uma actualização do estado da exploração.

Elementos que participaram na descoberta e/ou sessões de exploração:
  • Rui Francisco (Lóia),
  • Pedro Pinto,
  • Marília Moura,
  • José Saleiro,
  • Sofia Abrantes,
  • Filipe Neves,
  • Daniel Araújo,
  • Tiago Borralho,
  • Mário Oliveira,
  • João da Luz (Cartola),
  • Ricardo Mendes.

Saudações espeleológicas

Pedro Pinto
FPE 037


Notícias do Público sobre as Escolas portuguesas

O Ministério da Educação tenta tapar o Sol com uma peneira (e a culpa ou é da DECO ou do Público ou há-de morrer solteira...). Como dizia um senhor, que escrevia contos com moral, se não foste tu, foi o teu pai...

I

Associação revelou estudos sobre a temperatura e qualidade do ar nas salas de aula

Ministério da Educação acusa Deco de usar escolas para se autopromover
18.09.2007 - 22h39

O Ministério da Educação acusou hoje a associação de defesa dos consumidores Deco de usar as escolas públicas para se autopromover, considerando tecnicamente errados os estudos hoje divulgados pela Deco sobre a temperatura e a qualidade do ar nas salas de aula.

Dois estudos que a Deco realizou em Fevereiro em 40 salas de 20 escolas de todo o país, e cujos resultados foram hoje divulgados, revelaram que quatro em cada cinco têm temperaturas baixas e excesso de humidade no ar. Os estudos concluem que muitas escolas portuguesas são frias, húmidas e com ar interior de má qualidade, os edifícios estão degradados e não têm ventilação adequada.

Em reacção, o Ministério da Educação acusa a Deco de estar a recorrer às escolas públicas "para efeitos de autopromoção mediática baseada em relatórios tecnicamente errados". Segundo a tutela, esta é a segunda vez - a primeira foi em Outubro de 2006, quando a Deco publicou um estudo sobre violência nas escolas - que a associação divulga "resultados de pretensos estudos sobre escolas que dão uma imagem negativa do sistema e ensino públicos". "As insuficiências, deficiências e falta de rigor desta instituição na produção destes pretensos estudos levam o ME a não lhe reconhecer qualquer capacidade técnica para o efeito", lê-se numa nota de imprensa.

O Ministério da Educação assegura ainda que, ao contrário do que é dito pela Deco, a tutela não recebeu "qualquer comunicação dos resultados" das duas avaliações.

Os dois estudos da Deco, publicados nas revistas “Pro Teste” e “Teste Saúde”, revelam ainda que 80 por cento das amostras analisadas denunciam renovação insuficiente do ar e dois terços das salas acusaram valores de humidade superiores ao aconselhável, um problema que pode favorecer o desenvolvimento de fungos e bactérias.

Do total de escolas avaliadas, apenas quatro apresentavam ar com qualidade aceitável ou boa, ao passo que as restantes apresentavam níveis de contaminantes acima dos valores legais de referência.

A associação portuguesa para a defesa dos consumidores detectou ainda problemas de construção e conservação dos edifícios, o mais grave dos quais foi a presença de placas de fibrocimento com amianto, material que devia ter sido substituído, na sequência de uma recomendação nesse sentido feita pela Assembleia da República em 2003.

Os resultados estudo provam que o aquecimento eficiente e a qualidade do ar das escolas "exigem atenção urgente do Governo", afirma a associação de defesa dos consumidores.


II

Estudo diz que quatro em cada cinco escolas têm temperaturas baixas
Deco: alunos passam frio e têm má qualidade de ar dentro das salas de aula
18.09.2007 - 17h11 Lusa

Muitos alunos portugueses passam frio e são sujeitos a uma má qualidade de ar dentro das salas de aula, revela um estudo da associação portuguesa para a defesa dos consumidores Deco, segundo o qual quatro em cada cinco escolas têm temperaturas baixas e excesso de humidade no ar.

Estas são as principais conclusões de dois estudos realizados com base em 40 salas de 20 escolas de todo o país, realizados em Fevereiro, e agora publicados nas revistas “Pro Teste” e “Teste Saúde”.

De acordo com a Deco, muitas escolas portuguesas são frias, húmidas e com ar interior de má qualidade, os edifícios estão degradados e não têm ventilação adequada. "Em 16 das 20 escolas estudadas, há excesso de humidade no ar e temperaturas baixas", tendo numa das salas de aula chegado a registar-se 13ºC.

Escolas como a de Vila Cova (Braga) não têm aquecimento, apesar de as temperaturas médias, no Inverno, descerem a cerca de 10ºC, denuncia a associação, acrescentando contudo que mesmo com sistemas de aquecimento, estes muitas vezes não garantem conforto térmico.

Na origem dos maus resultados relativamente ao aquecimento poderão estar defeitos de construção, adianta a associação.

Quarteira e Portimão foram as cidades que obtiveram melhores referências, devido ao clima ameno da região, enquanto que a escola do Gavião, em Portalegre, tem bom conforto térmico, pelo uso intensivo do aquecimento. No entanto, esta escola consta entre as piores no que respeita à qualidade do ar, por falta de ventilação, um problema que está na origem do excesso de humidade no ar.

A este propósito, a Deco salienta que 80 por cento das amostras analisadas denunciam renovação insuficiente do ar e dois terços das salas acusaram valores de humidade superiores ao aconselhável, um problema que pode favorecer o desenvolvimento de fungos e bactérias.

Do total de escolas avaliadas, apenas quatro apresentavam ar com qualidade aceitável ou boa, ao passo que as restantes apresentavam níveis de contaminantes acima dos valores legais de referência. Entre aqueles contam-se partículas respiráveis, dióxido de carbono, bactérias e fungos, podendo pôr em risco a saúde dos alunos no que respeita, por exemplo, ao aumento do risco de problemas alérgicos e respiratórios e à diminuição da concentração, alerta a Deco.

A associação portuguesa para a defesa dos consumidores detectou ainda problemas de construção e conservação dos edifícios, o mais grave dos quais foi a presença de placas de fibrocimento com amianto em sete escolas: D. Francisca de Aragão (Quarteira), Diogo Bernardes (Ponte da Barca), Elias Garcia (Sobreda), D. João II (Caldas da Rainha), EB de Lousada, Roque Gameiro (Amadora) e Rainha D. Leonor de Lencastre (Cacém). "Tudo isto, depois de a Assembleia da República ter recomendado, em 2003, o inventário dos edifícios públicos com amianto e a substituição deste material, que pode libertar fibras cancerígenas", critica a associação.

Os resultados deste estudo provam que o aquecimento eficiente e a qualidade do ar das escolas "exigem atenção urgente do Governo", afirma a Deco, considerando que "é necessário adequar os projectos arquitectónicos ao clima", prever sistemas de ventilação adequados, inventariar os edifícios com amianto e definir regras para substituí-lo com urgência.

A Deco recomenda ainda às escolas que verifiquem a iluminação das salas e arejem-nas com mais frequência, para garantir o conforto visual e a renovação do ar. Os resultados deste estudo foi já remetido pela associação aos ministérios da Educação, Obras Públicas e Saúde, para que sejam tomadas as medidas necessárias.

terça-feira, setembro 18, 2007

Geociências e acesso ao Ensino Superior 2007 - II

Após termos colocado na mailing-list da GEOPOR a informação relativa ao post original que tem nome quase igual a este (tendo a informação relativa a ele surgido três vezes na mailing-list por esta ter estado em baixo - penso que foi todo o site da Universidade do Minho e da GEOPOR que pifou...) surgiram vários comentário à mesma que nos obrigaram a reformulá-la. Assim vamos novamente analisar o acesso ao Ensino Superior, na área das Geociências, em 2007, até por comparação com o caso do ano passado, que aqui também estudámos, pudendo constatar o seguinte:

1. Há hoje, em Portugal, apenas três (3) cursos de Licenciatura em Geologia (nas Universidades de Lisboa, Coimbra e Porto). Tiveram, pela mesma ordem, direito a 100, 30 e 20 vagas em 2007. Destas, ao contrário do ano passado, não sobrou nenhuma vaga. A média de acesso ficou-se pelos 12,85 (UP), 11,9 (UC) e 11,0 (UL). As coisas neste aspecto correram muito melhor que no ano passado - não sobraram vagas, as médias, globalmente, subiram e o número de vagas e de caloiros, globalmente, também aumentaram.

2. Nas áreas próximas (Engenharia Geológica, de Minas e afins) havia oito (8) cursos, portanto menos um do que no ano passado, com 137 vagas (menos de que o ano passado, que teve 178 vagas). Entraram 99 (o ano passado foram 42 candidatos a entrar na 1ª fase) e estão disponíveis para 2ª fase 39 vagas, tendo surgido, nesta fase e por causa de desempates, mais uma vaga extra... A média variou entre 13,2 (Eng.ª de Minas e Geoambiente na Universidade do Porto) e 10,9 do curso de Meteorologia, Oceanografia e Geofísica na Universidade de Aveiro. De salientar, contudo, que o desaparecimento da Engenharia de Minas e Geológica na Universidade de Coimbra não aconteceu, pois, como explicou o Professor Doutor Gama Pereira (que é também um dos bloggers deste local...) este curso passou a estar incluído na licenciatura com mestrado integrado (de Bolonha) de Engenharia Civil, podendo os seus estudantes fazer, depois de terem o Minor, a respectiva especialização (em Engenharia de Minas ou Engenharia Geológica) no decorrer do Mestrado. Em face disto alterámos o quadro final, incluindo então a licenciatura com Mestrado integrado de Engenharia Civil da FCTUC e alterámos o quadro Excel final.

3. Na área das Licenciaturas em Ensino de Biologia e Geologia (que, para biólogos e geólogos, não são carne nem são peixe...) havia o ano passado quatro (4) cursos (Aveiro, Minho, Porto e UTAD) com 100 vagas. Este ano o curso do Porto desapareceu, havendo nos restantes 80 vagas para os 3 cursos. Entraram 73, ficando a sobrar, para a 2ª fase, 7 vagas. A média variou entre 13,6 (UM) e 11,19 (UTAD). Salientou ainda o Doutor Carlos Galhano, em comentário ao post original (depois de salientar que a Nova de Lisboa teve o maior número de caloiros a entrar em Eng.ª Geológica) que: "Mais Professores para o ensino da Biologia Geologia, ainda não repararam na quantidade que não arranja emprego. Será que continuamos a produzir desempregados para alimentar o capricho de algumas Universidades ou mesmo departamentos. Devo acrescentar que na Licenciatura de Eng.ª Geológica da Nova, não temos até ao momento Licenciados desempregados."

4. Foi excelente esta troca de opiniões que permitiu tirar ainda mais conclusões, sendo também de salientar a informação do Doutor Gama Pereira (que saudades...!) de que haverá, logo que o senhor Ministro Doutor Mariano Gago o permita, um Mestrado em Ensino de Biologia e Geologia na Universidade de Coimbra.

5. Já agora, quando passar a 2ª fase de acesso voltaremos a analisar estes mesmos dados... De salientar ainda que o Blog De Rerum Natura (que inclui alguns professores universitários da FCTUC de Coimbra) publicou um estudo similar ao nosso, mas na área de Química. É bom saber que as ideias boas se multiplicam e gostaríamos de ver estudos similares noutras áreas (se alguém tem conhecimento de outros, agradecemos que nos avisem...).


Finalmente, para acederem aos dois documentos MS Excel, com todos os dados da primeira fase do acesso ao Ensino Superior deste ano e estudo do caso particular das Geociências, já alterado, clicar nos seguintes links:

Curso: Análise de riscos naturais em ambiente SIG

Curso de formação
Análise de riscos naturais em ambiente SIG

Dirigido a todos os profissionais que lidem com o território e com as temáticas dos riscos naturais. Técnicos de empresas privadas da área ambiental, técnicos das organizações da administração pública, técnicos de organizações não governamentais de ambiente, estudantes universitários e recém-licenciados.

Programa resumido

Módulo I - Apresentação do curso de formação – Análise de riscos naturais em ambiente SIG

Módulo II – Conceitos gerais relacionados com os riscos naturais - problematização
O risco sísmico; de erosão dos solos; de cheia e de incêndios florestais

Módulo III – Modelação em ambiente ArcGIS 9x da susceptibilidade de ocorrência de cheias
3.1- Introdução à análise e modelação de susceptibilidades ambientais em ambiente ArcGis – apresentação de um caso de estudo de susceptibilidade de ocorrência de cheias
3.2- Problematização das principais questões metodológicas que envolvem a avaliação da susceptibilidade de ocorrência de cheias
3.3- Apresentação/ contacto com o software ArcGis 9x
3.4- Aquisição, criação, edição e gestão de dados cartográficos e base de dados associadas
3.5- Análise espacial
3.6- Modelação espacial

Módulo IV - Modelação em ambiente ArcGIS 9x da susceptibilidade de ocorrência de sismos
4.1 - Problematização das principais questões metodológicas que envolvem a avaliação da susceptibilidade de ocorrência de sismos
4.2 - Modelação da distribuição da susceptibilidade de ocorrência de sismos

Módulo V - Modelação em ambiente ArcGIS 9x da susceptibilidade de ocorrência de erosão dos solos
5.1- Problematização das principais questões metodológicas que envolvem a avaliação da susceptibilidade de ocorrência de erosão dos solos
5.2- Modelação da distribuição da susceptibilidade de ocorrência de erosão dos solos

Módulo VI - Modelação em ambiente ArcGIS 9x da susceptibilidade de ocorrência de incêndios florestais
6.1- Problematização das principais questões metodológicas que envolvem a avaliação da susceptibilidade de ocorrência de incêndios florestais
6.2- Modelação da distribuição da susceptibilidade de ocorrência de incêndios florestais


Este curso de formação, que decorrerá nas instalações da GEOPOINT, na Rua da Artilharia 1 em Lisboa, foi desenvolvido em parceira entre a empresa GEOPOINT – Geografia, Formação e Marketing Lda e a empresa GEOSFERA - Gabinete de Estudos de Ordenamento SIG Formação e Riscos Ambientais Lda. Terá o seu início a 26 de Outubro e terminará em 11 de Novembro de 2007 . O curso foi desenvolvido para uma carga horária de 38h30, a serem ministradas aos sábados e em regime Pós-laboral à sexta-feira.


Valores para inscrição e frequência do curso:
  • 525 € (base)
  • 420 € (estudantes)


Mais informações e inscrições:
Rua da Artilharia 1, 67 1º E
Amoreiras
1250-038 Lisboa
Telf. 213 714 330
www.geopoint.pt

Diploma de Estudos Avançados em Engenharia Sanitária

O Diploma de Estudos Avançados em Engenharia Sanitária tem por objectivo formar técnicos orientados para a resolução de problemas específicos do Ambiente, designadamente o controlo de poluição, preparando-os para o exercício de actividade profissional nas áreas de programação, projecto, construção, exploração, conservação e avaliação do funcionamento de:
  • Infraestruturas de saneamento e controlo da poluição
  • Sistemas de abastecimento de água
  • Sistemas de drenagem e tratamento de águas residuais
  • Sistemas de recolha, tratamento e valorização de resíduos sólidos

Data limite de inscrição: 23 de Setembro





Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente
Faculdade de Ciências e Tecnologia
2829 - 516 Caparica, Portugal
Telefone: +(351) 212 948 397;
Fax: +(351) 212 948 554
Correio Electrónico: sec-dcea@fct.unl.pt

Mestrado em Engenharia e Gestão da Água

Mestrado em Engenharia e Gestão da Água ­ MEGA - 2º Ciclo de Bolonha

Ano lectivo de 2007/2008


O curso visa a formação de Engenheiros/Mestres com capacidade para intervir nas várias vertentes dos recursos hídricos, nomeadamente nas áreas de Engenharia Hidráulica e Gestão da Água.


CANDIDATURAS
Estão abertas as inscrições a todos os titulares de formação de base (1º Ciclo) em engenharia, ciências de engenharia, ou em outras áreas científicas com afinidade às matérias leccionadas.

As candidaturas podem ser apresentadas até ao dia 23 de Setembro de 2007, podendo ser realizadas on-line em:
http://www.fct.unl.pt/candidato/como-candidatar-me/intro.

MAIS INFORMAÇÕES EM : www.dcea.fct.unl.pt/mega

ou através dos Coordenadores do Mestrado:

Rui Ferreira dos Santos - rfs@fct.unl.pt
Rodrigo Proença de Oliveira - rpo@fct.unl.pt



Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente
Faculdade de Ciências e Tecnologia
2829 - 516 Caparica, Portugal
Telefone: +(351) 212 948 397;
Fax: +(351) 212 948 554
Correio Electrónico: sec-dcea@fct.unl.pt

Novo ano lectivo...

segunda-feira, setembro 17, 2007

Apenas Algumas Questões Simples

Do Blog A Educação do meu Umbigo publicamos o seguinte post:

pros.jpg

Daquelas que gostaria de ver respondidas no debate e não apenas sob a forma de gráficos que nada explicam, isto se estiverem sequer bem feitos, ou de tiradas de vitimização e agressividade absolutamente deslocadas, que se tornaram a imagem de marca da nossa Ministra da Educação quando acossada ou simplesmente quando não sabe que responder. Questões que Fátima Campos Ferreira poderia lembrar-se de colocar hoje, caso não se limitasse a analisar a questão apenas pela via da retórica discursiva.

  1. Os indicadores estatísticos usados pelo ME em várias intervenções têm sempre a mesma origem ou variam conforme as conveniências? E quando os secretários de Estado e a Ministra dizem coisas desencontradas, como resolvemos as contradições? Com base na hierarquia? E entre secretários de Estado que critério usamos?
  2. O investimento em Cursos Técnico-Profissionais está ser feito com que tipo de apoio técnico e com que nível de equipamentos nas Escolas? Será possível ter cursos de restauração sem arcas e balcões frigoríficos ou fogões ou desenvolver outros cursos sem que existam laboratórios apropriados?
  3. Esses cursos visam uma efectiva qualificação dos alunos ou apenas dar-lhes a garantia de uma via rápida para concluirem o Ensino Básico e/ou Secundário, visto que as retenções são super-ultra desaconselhadas nos anos não terminais?
  4. Acha o ME que será atribuindo um ou dois quadros interactivos por Escola que os resultados em Matemática vão miraculosamente subir? E que o Plano Nacional de Leitura se desenvolve apenas acrescentando mais umas centenas de obras à lista recomendada de títulos?
  5. Estará o ME em condições de garantir que as provas de aferição e exames que serão feitos no final deste ano lectivo, serão concebido(a)s com rigor e sem a tentação de baixar a fasquia de modo a alcançar um aumento do sucesso graças a jogadas de secretaria, como o exame do 9º ano de 2006/07?
  6. Que resultados apresentam os cursos e formandos das Novas Oportunidades em termos de melhoria da sua situação profissional ou de saída do desemprego, não valendo no cálculo os estágios finais de alguns cursos? Ou o desemprego à saída desses cursos não passa, como no caso dos recém-licenciados e candidatos à docência, de uma “situação dramática” e um “problema do país” que não compete ao ME resolver?
  7. O alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos é uma medida para anunciar de quando em vez ou é uma prioridade séria? Se é uma prioridade, o que falta para calendarizar a sua implementação? Calcular os encargos? Afastar entretanto do ensino os professores “mais caros” e contratar novos já nos moldes actuais?
  8. Que novo modelo de organização da escolaridade obrigatória defende o ME para os 12 anos de escolaridade? Quantos ciclos, com que duração e com que perfil de competências à saída? Ao fim de 2 anos no cargo ainda não sabem?
  9. Em matéria de formação de professores vai mesmo avançar-se para os cursos exclusivamente vocacionados para a docência e destinados a criar o chamado “professor generalista” para seis anos de escolaridade, sendo que a Ministra avisou que não há falta de docentes para os actuais 1º e 2º CEB mas sim para disciplinas técnicas específicas do Ensino Secundário?
  10. Os contratos de autonomia que foram assinados são contratos de autonomia ou são operações que visam apenas reforçar o controle dos órgãos de gestão sobre o pessoal docente e obrigar a atingir níveis de sucesso, seja lá como for?

Há muito mais questões que poderiam ser formuladas mas não o vão ser, ou se o forem que não terão resposta directa, mas agora preciso eu de ir trabalhar e não me apetece continuar a fazer o trabalho de casa que outros deveriam fazer, caso não se preocupassem em não ser incómodo(a)s.

E se repararem nem sequer coloquei em nenhuma das questões o problema do Estatuto de Carreira, visto que as asneiras, equívocos e indefinições do ME não se esgotam aí. Muito pelo contrário, infelizmente.



Posted by Paulo Guinote under Actualidades, Dúvidas, Educação, Informação, Miscelânea

O Novo Modelo da Reentrée Política Governamental

(c) Antero Valério

Não sei se notaram - afinal, os meios mobilizados e a cobertura mediática foram escassos - mas a retoma política do Governo este ano centrou-se na área da Educação que, com alguma justeza, os nossos responsáveis políticos detectaram como aquela que pode provocar maiores problemas em matéria de balanço em 2009 ou ser aquela que pode significar a diferença entre uma maioria relativa e uma maioria absoluta.

Depois de um constante deslizar na opinião pública durante este ano, a Ministra surgiu neste início de Setembro novamente a ser promovida na comunicação social - ainda me falta ler a entrevista concedida ao sempre amigável e disponível Jornal de Letras - e a lançar o ano lectivo rodeada pelo executivo em peso, mesmo pelos elementos menos animados do grupo e a necessitarem de entregar prova de vida em São Bento.

Isto não é inocente. Nem por remoto acaso. A Economia não descola, mas a culpa é sempre lá de fora, o petróleo, a crise do subprime na América, o que for. Em matéria de Saúde, as coisas avançam, recuam, lateralizam, cabeceiam para fora e não se percebe exactamente em que ponto estamos. A reforma da administração pública não entusiasma muito mais gente do que dez analistas liberais que dizem sempre o mesmo. Em matéria de Justiça, ainda o novo Código Penal arrancou bem, já a revisão se anuncia merecedora ela própria da sua revisão.

Portanto, a bem dizer, o Governo tem a apresentar como obra de um mandato o que anda a fazer em matéria de Educação, nomeadamente quanto aos indicadores relativos ao abandono e insucesso para apresentar à opinião publicada e ao Presidente da República. E como os alunos não votam já, também interessa recuperar um pouco da generalizada desafeição que pelo menos uma centena de milhar de professores passaram a dedicar a este desgoverno.

Vai daí a propaganda, a “oferta” de computadores e a tentativa desesperada de um sprint nos dois anos lectivos que faltam até às eleições de 2009.

Como todos sabemos, nenhuma reforma educativa digna desse nome produz efeitos em tão pouco tempo e muito menos se não se tratar de uma verdadeira reforma, mas apenas de mudanças (reduções) na alocação dos meios financeiros. E ainda menos se for uma reforma baseada em pressupostos errados.

Por isso, para em 2009 (a)parecer obra feita, é necessário recorrer a dois estratagemas:

  • Construir uma realidade educativa virtual para consumo mediático e
  • Desenvolver instrumentos legislativos para produzir sucesso e reduzir o abandono.

A propaganda está aí perante os olhos de todos, alimentada a portáteis Fujitsu-Siemens presos a contratos trianuais de ligação à net da TMN ou outros. A acção legislativa subterrânea também anda por aí mas mais disfarçada em forma de circulares, despachos e portarias que regulamentam, esclarecem e aconselham, com o empurrão dos grupos de alunos associados ao insucesso escolar para cursos técnico-profissionais onde a retenção ou “chumbo” são praticamente proibidos, assim como algumas regras decorrentes do novo Estatuto de Aluno visam combater o abandono escolar na secretaria, mantendo os alunos oficialmente no sistema quando não estão lá.

Se em 2009 com tudo isto conseguirem alterar mais de 5-6% em cada um dos indicadores relativamente a 2005 vão lançar foguetes e girândolas alegando um sucesso sem par. O problema é que, mesmo com todos os truques e barragens mediáticas, será então tempo de perceber se não podia ter sido feito melhor e se, aliás, não foi feito melhor no passado.

Mas uma coisa é certa: por muitos elogios que tenha, por muitas recompensas douradas que receba, a História demonstrará o que valeu este consulado de Maria de Lurdes Rodrigues e tudo aquilo que o país (não) lhe deverá.


Posted by Paulo Guinote under Educação, Nevoeiro, Política, Propaganda, Truques
Setembro 15, 2007

Vulcão dos Capelinhos - V


Algumas sugestões de páginas na Internet, agora em língua inglesa, sobre vulcões e sobre os Capelinhos:

A Ciência das Cavernas - Blog De Rerum Natura

Do Blog De Rerum Natura, publicamos o seguinte post, de autoria do Professor Doutor Carlos Fiolhais, com a devida vénia:

O autor destas linhas foi, em tempos idos, espeleólogo. Foram tempos de que naturalmente tem saudade. Conheceu a fundo (metáfora bem apropriada!) muitas grutas da Serra de Sicó a Sul de Coimbra (algumas descobriu-as mesmo num trabalho de prospecção e inventário), visitou várias outras no Maciço Calcário Estremenho (um dia tiveram de o ir buscar ao fundo das grutas de Mira de Aire, obviamente na parte não turística, por ter ficado entalado numa passagem mais estreita). No estrangeiro, visitou o impressionante “karst” da Eslovénia, onde até se pode andar de comboio debaixo de terra. Anotou no boletim “A Gruta”, que dirigia, os sucessivos recordes das cavidades mais fundas e mais longas. Aprendeu na prática espeleogénese (estudo da origem das grutas) e bioespeleologia (estudo dos animais das grutas) para não falar já da arqueologia e da climatologia subterrâneas.

Desde há muito que o homem procura ir mais fundo, penetrando no interior da Terra. O pintor e inventor italiano Leonardo da Vinci visitou e descreveu grutas da Lombardia (dá a ideia que da Vinci precedeu todos em quase tudo!), e o jesuíta alemão Athanasius Kircher, em 1665, publicou em Amesterdão a sua monumental obra “Mundus Subterraneus”, que fala dos dragões que, segundo as lendas medievais, ocupavam as entranhas da Terra.

Mas o início da espeleologia propriamente dita pode ser datado de 1894 quando o francês Édouard-Alfred Martel publicou “Les Abîmes” . Martel desceu aos abismos sem ter encontrado nenhum dragão. Os métodos que desenvolveu parecem-nos hoje completamente primitivos: uma gravura da época mostra-nos Martel de chapéu na cabeça e pendurado numa escada de corda rudimentar a descer uma perigosa cascata. Hoje os métodos de “alpinismo inverso” estão muito desenvolvidos: a actividade de descida aos prodigiosos mundos do interior da Terra usa muito material do alpinismo, com a óbvia vantagem que pode fazer espeleologia mesmo quem sofra de vertigens, pois no escuro não há que ter medo do fundo. Foi Martel, advogado de profissão, quem teve a curiosidade suficiente para empreender uma visita cuidadosa pelas grutas de vários países, relatando com o rigor possível para a época aquilo que viu. Graças não só à acção pioneira de Martel como principalmente às numerosas cavidades que alberga, a França ainda hoje é considerada a “pátria” da espeleologia.Mas há grutas não só em Portugal e França como por toda a Europa. Há enormes grutas em Espanha (muito maiores que as nossas, o que não será de estranhar dado o maior tamanho em tudo do país nosso vizinho!). Há grutas em Itália, na Áustria, na Eslovénia e em muitos outros países. A Eslovénia possui um dos sítios mais emblemáticos da espeleologia pois é lá o “karst” original, isto é, o protótipo das regiões calcárias, terrenos extremamente esburacados tanto à superfície como em profundidade. Têm buracos de todos os tamanhos (do ponto de vist matemático, um fractal, portanto). Em português, a palavra “karst” deu “carso” e o Maciço Calcário Estremenho, estudado pelo grande geógrafo coimbrão Alfredo Fernandes Martins, é o maior carso português. No “karst” esloveno foi localizado no tempo de Kircher um animal semelhante a um lagarto mas sem olhos, que habita rios subterrâneos. Na altura um barão famoso julgou que era uma “cria de dragão”, mas não passa de um troglóbio, isto é, um animal completamente adaptado à escuridão subterrânea: por que precisa ele de olhos se não pode ver nada no escuro?

Há grutas por todo o mundo calcário. Onde fica a mais profunda gruta do mundo? Nas montanhyas do Cáucaso, na Geórgia, uma das repúblicas que resultou da antiga União Soviética. Dá pelo nome de Krubera/Voronya e mede 2190 m de diferença de altitude entre o ponto mais alto e o ponto mais baixo. E a gruta mais comprida? Aí não se pode competir com os Estados Unidos: a “Mammoth Cave” (Gruta do Mamute), no Kentucky, bem merece o seu nome, porque se estende por mais de 590 km. É um enorme buraco, labiríntíco, que demorou muitos anos a explorar, e que talvez ainda não tenha revelado todos os seus segredos. As maiores grutas portuguesas, com pouco mais de cem metros de profundidade, ou com apenas alguns quilómetros de extensão, ficam bem longe daqueles recordes mundiais.

A espeleologia é ao mesmo tempo um desporto e uma ciência. É um desporto, porque exige destreza física e conhecimento das técnicas para se chegar mais fundo e mais longe. Mas é também uma ciência, porque debaixo da Terra o mundo é diferente do que conhecemos à superfície e deve, apesar de ser escuro, ser visto com olhos de ver. Um bom espeleólogo tem de conhecer minimamente o modo como a água das chuvas dilui o carbonato de cálcio do calcário, abrindo pequenas ou grandes cavidades, e o modo como se depositam curiosíssimas concreções no tecto, nas paredes e no chão (do tecto descem as estalactites e do chão sobem as estalagmites, mas há também outro tipo de formações, algumas como nomes estranhos, como as bandeiras, as couves-flor, as pérolas, etc.) Tem também de saber como é a fauna subterrânea (não tanto a flora, por não haver possibilidade da fotossíntese longe das entradas). Os morcegos - a quem já alguém chamou pitorescamente os “anjos dos ratos” - são os donos dos espaços subterrâneos. O modo como emitem e recebem ultrasons mostra a capacidade extraordinária da evolução para dotar os seres vivos de mecanismos de adaptação ao ambiente. Tem ainda de saber qualquer coisa de arqueologia, pois pode dar-se o caso de encontrar numa cavidades vestígios arqueológicos (várias grutas apresentam fantásticas pinturas: são bem conhecidos os casos de Lascaux e Altamira, que estão hoje fechados ao público e substituídos por réplicas à escala verdadeira; mas entre nós há também grutas com paredes pintadas, como a de Escoural, em Montemor-o-Novo). E é bom ter umas noções de climatologia, para conhecer melhor os microclimas subterrâneos, que são em geral muito estáveis. E de outras disciplinas: a espeleologia é multidisciplinar.

Hoje a minha ligação com a espeleologia limita-se à qualidade de sócio da Sociedade Portuguesa de Espeleologia, sediada em Lisboa e a mais antiga colectividade portuguesa que realiza exploração subterrânea. Essa Sociedade continua a organizar expedições e encontros de exploradores subterrâneos. Os espeleólogos portugueses, ontem como hoje, aqui ou lá fora, continuam a fazer descobertas, isto é, a fazer luz no escuro!

domingo, setembro 16, 2007

Geociências e acesso ao Ensino Superior em 2007


Numa rápida apreciação das candidaturas ao Ensino Superior na área das Geociências em 2007, até por comparação com o caso do ano passado, que aqui também estudámos, pudemos constatar o seguinte:

1. Há hoje apenas três (3) cursos de Licenciatura em Geologia (nas Universidades de Lisboa, Coimbra e Porto). Tiveram, pela mesma ordem, direito a 100, 30 e 20 vagas em 2007. Destas, ao contrário do ano passado, não sobrou nenhuma vaga. A média de acesso ficou-se pelos 12,85 (UP), 11,9 (UC) e 11,0 (UL). As coisas neste aspecto correram muito melhor que no ano passado - não sobraram vagas, as médias, globalmente, subiram e o número de vagas e de caloiros, globalmente, também aumentaram.

2. Nas áreas próximas (Engenharia Geológica, de Minas e afins) havia oito (8) cursos, portanto menos um do que no ano passado, com 137 vagas (menos de que o ano passado, que teve 178 vagas). Entraram 99 (o ano passado foram 42 candidatos a entrar na 1ª fase) e estão disponíveis para 2ª fase 39 vagas, tendo surgido, nesta fase e por causa de desempates, mais uma vaga extra... A média variou entre 13,2 (Eng.ª de Minas e Geoambiente na Universidade do Porto) e 10,9 do curso de Meteorologia, Oceanografia e Geofísica na Universidade de Aveiro. De salientar, pela negativa, o desaparecimento da Engenharia de Minas e Geológica na Universidade de Coimbra, que, pela história e tradição dos cursos (que, por falta de candidatos, se tinham fundido) mereciam não desaparecer...

3. Na área das Licenciaturas em Ensino de Biologia e Geologia (que, para biólogos e geólogos, não são carne nem são peixe...) havia o ano passado quatro (4) cursos (Aveiro, Minho, Porto e UTAD) com 100 vagas. Este ano o curso do Porto desapareceu, havendo nos restantes 80 vagas para os 3 cursos. Entraram 73, ficando a sobrar, para a 2ª fase, 7 vagas. A média variou entre 13,6 (UM) e 11,19 (UTAD).

4. Gostaríamos de ouvir opiniões antes de tirar mais conclusões, que esta estória deve ter uma moral final e servir de ensinamento para o futuro.

Para acederem a dois documentos MS Excel, com todos os dados do acesso deste ano e estudo do caso particular das Geociências , clicar nos seguintes links:

Acesso Ensino Superior 2007 - Primeira Fase

Acesso Ensino Superior 2007 - Geologia


ADENDA: O ficheiro acima indicado (Acesso Ensino Superior 2007 - Geologia) será alterado para incluir o curso referido nos comentários a este post, que agradecemos desde já. Será ainda publicado no Blog novo post, com referência a estes comentários e actualizando as informações.

Vulcão dos Capelinhos - IV


Sugere-se a visita ao artigo, em português, da Wikipédia:

Podem ainda consultar, no mesmo local, outros artigos, tais como:
Para verem fotos do autor da capa do Vulcão dos Capelinhos na National Geographic, versão portuguesa, ir ao seguinte site:

Vulcão dos Capelinhos - III

Comemorações do 50º Aniversário do Vulcão dos Capelinhos

No dia 27 de Setembro de 1957 iniciou-se uma erupção submarina ao largo do Farol dos Capelinhos, na Ilha do Faial. O Vulcão dos Capelinhos, para além de constituir um marco histórico da vulcanologia mundial, pelos estudos e ensinamentos que proporcionou, marcou decisivamente a história de uma Ilha e de uma Região.

Com o intuito de preparar dignamente as comemorações do 50.º Aniversário do Vulcão dos Capelinhos, foi constituída uma Comissão de Honra, presidida pelo Presidente do Governo da Região Autónoma dos Açores e uma Comissão Executiva, coordenada pela Direcção Regional do Ambiente.

A Comissão Executiva reúne e integra diversos organismos do Governo Regional dos Açores, das forças vivas da Ilha do Faial e do mundo da ciência. Como resultado, preparou-se um extenso e aliciante programa de actividades específico para estas comemorações.
Entre outras actividades, preparam-se diversos livros, programa de televisão, peças de teatro, concertos musicais, palestras.

As comemorações decorrerão entre 27 de Setembro de 2007 (50 anos após o início da erupção) e 24 de Outubro de 2008 (50 anos após o adormecimento do vulcão), com grande visibilidade não só ao nível da Região, como a nível Nacional e Internacional.



in
página do Governo Regional dos Açores - ver notícia

Açores nasceram há cerca de 20 milhões de anos

A data do surgimento das primeiras ilhas dos Açores é ainda uma questão em aberto e a génese daquele arquipélago é complexa. A datação das formações vulcânicas seria um excelente contributo para o avanço da previsão vulcanológica bem como para o conhecimento das potencialidades geoeléctricas das diversas ilhas - eis algumas das conclusões do vulcanólogo Victor Hugo Forjaz apresentadas na ultima reunião da Classe de Ciências da Academia das Ciências de Lisboa, tema que mereceu pedidos de esclarecimentos da maioria dos académicos presentes. Apresentando os últimos resultados conhecidos sobre a geocronologia açoriana (idades de um pouco mais de 400 amostras) bem como uma cartografia de falhas geológicas estruturada em moderna cartografia insular, aquele especialista da Universidade dos Açores considerou que as partes mais antigas e os sectores mais recentes de cada ilha são os de menores capacidades geotérmicas. Victor Hugo Forjaz foi o iniciador do programa geotérmico dos Açores e durante 15 anos liderou aquele original programa de produção de electricidade aproveitando o calor dos vulcões. A comunicação à Academia das Ciências de Lisboa é o culminar de estudos altamente especializados de vulcanologia aplicada.


Segundo o vulcanólogo da Universidade dos Açores, em Santa Maria não existe calor endógeno economicamente rentável e as formações geológicas mais antigas e expostas devem ter cerca de 11 milhões de anos de idade. A ilha mais jovem é o Pico e a gigantesca montanha constituiu-se em apenas 250 mil anos, segundo teses de doutoramento de assistentes daquele especialista. Apenas existem 3 pequenos locais geotermicamente viáveis no Pico. Embora a exploração geotérmica da ilha de S. Miguel seja estrategicamente útil mas economicamente problemática (devido a 2 poços recentes secos) Victor Forjaz discorda da concentração de extracções de calor terrestre no mesmo vulcão. Para ele trata-se de uma opção perigosa sendo erro ainda maior sair da dependência do petróleo árabe e optar-se por maquinas geradoras de origem israelita, ignorando-se a competitividade europeia e japonesa

10-04-2007, Infopress do OVGA

Vulcão dos Capelinhos - II

Faltam 11 dias...!

Hoje sugerimos a consulta ao Blog açoriano GEOCRUSOE, de um companheiro da blogosfera que o meu marido lê regularmente e que relata as "impressões de um geólogo isolado numa ilha vulcânica, bela e cosmopolita"...

http://geocrusoe.blogspot.com/

Simpósio Iberoamericano sobre Património Geológico, Arqueológico e Mineiro em Regiões Cársicas


Já sairam os resumos das comunicações do Simpósio. Ver em:

http://carso.ineti.pt/indicederesumos.htm