Originou-se pela disputa territorial da região do
Chaco Boreal,
tendo como uma das causas a descoberta de petróleo no sopé dos Andes.
Foi a maior guerra na América do Sul do século XX. Deixou um saldo de
60 mil bolivianos e 30 mil paraguaios mortos, tendo resultado na
derrota dos bolivianos com a perda e anexação de parte de seu
território pelos paraguaios.
Em 12 de junho de 1935, foi aprovada a cessação das hostilidades, sob pressão dos Estados Unidos.
(...)
Os antecedentes do conflito residem nas várias disputas entre a
Bolívia e o Paraguai pela posse de uma área da região do Chaco que vai
até a margem direita do rio Paraguai e que na época do antigo
Vice-Reinado do Rio da Prata pertencia à Bolívia. Portanto, após a independência dos dois países da
Espanha,
a região permaneceu em litígio, muito despovoada e as quatro tentativas
de acordos de limites de fronteiras entre 1884 e 1907 foram rejeitadas
por ambos os países. Anteriormente, a Bolívia já havia perdido o seu
litoral e acesso ao
Oceano Pacífico durante um conflito com o
Chile, entre 1879 e 1881, conhecido como
Guerra do Pacífico, também havia perdido o
Acre, rico em seringueiras para produção da borracha, para o
Brasil, através do
Tratado de Petrópolis em 1903.
A Bolívia desejava ter um acesso ao
Oceano Atlântico, via
rio Paraguai e, para ter pleno acesso àquele rio, necessitava ocupar o
Chaco, em território paraguaio.
(...)
Com a suposta descoberta de
petróleo no sopé da
cordilheira dos Andes, na região do
Chaco Boreal, eclodiu o conflito entre ambas as nações. A Bolívia e o Paraguai eram as duas nações mais pobres da
América do Sul,
sendo que para o Paraguai o Chaco lhe proporcionava grandes vantagens,
com quase 600.000 km², e as reservas petrolíferas já existentes. A
Bolívia, devido às crises, viu a necessidade de invadir o Chaco. Então em
1932, o exército boliviano, sem autorização do presidente, entra no
Chaco e nas margens do Lago Pitiantuta, tentam guarnecer o local, mas os
paraguaios descobrem e retomam o lago, uma expedição boliviana é
enviada e expulsa os paraguaios e também conseguem tomar os fortes
paraguaios de Corrales, Toledo e
Boquerón. Com isso o presidente paraguaio
Eusebio Ayala declara guerra à Bolívia.