quarta-feira, janeiro 28, 2026

Charles Taylor, o genocida que foi presidente da Liberia, nasceu há 78 anos

Taylor seated at a desk
       

Charles McArthur Ghankay Taylor (Arthington, 28 de janeiro de 1948) é um chefe militar e mercenário, que foi presidente da Libéria de 1997 até sua resignação em 2003, na fase final da Segunda Guerra Civil da Libéria. Foi um dos principais conspiracionistas do Golpe de Estado de 1987 em Burkina Faso e do assassinato do seu então presidente, Thomas Sankara.

Por suas ações, consideradas cruéis, dentro do seu próprio país, e também por sua participação na violenta Guerra Civil de Serra Leoa, Taylor passou a ser considerado um criminoso de guerra. Após sua renúncia em 2003, fugiu em exílio para a Nigéria. Procurado pela Interpol, Taylor foi capturado em 2006 após um pedido de extradição feito pela presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf, tendo sido condenado em 2012 a 50 anos de prisão.

  
Biografia
Nasceu em 1948, filho de libero-americanos, estudou nos Estados Unidos. Voltou à Libéria quando ocorreu o golpe de Estado de Samuel Kanyon Doe em 1980, que foi bem sucedido, sendo encarregado de controlar o orçamento de Estado. Todavia, desviou cerca de um milhão de dólares e, assim, Taylor regressou aos Estados Unidos, mesmo enfrentando um pedido de extradição do governo da Libéria.
Charles Taylor foi exilado para a Serra Leoa, depois de ter sido capturado na Nigéria, próximo dos Camarões, de onde se preparava para fugir, com duas malas cheias de dólares e euros.
O Tribunal Especial para a Serra Leoa foi criado para "julgar todos os que têm grande responsabilidade pelos crimes contra a Humanidade e de Guerra". Charles Taylor foi acusado por 17 crimes de guerra e contra a humanidade, incluindo aterrorizar a população, assassinatos ilegais, violência sexual e física, recrutamento forçado de crianças-soldado, sequestros (raptos), trabalho forçado e ataques ao pessoal da ONU, entre outros.

Julgamento e condenação 
Taylor foi condenado por um tribunal ligado às Nações Unidas e à Serra Leoa, tornando-se o primeiro ex-chefe de nação a ser condenado pela justiça internacional. Charles Taylor foi condenado a 50 anos de prisão pelo Tribunal Especial para a Serra Leoa, sendo o seu julgamento realizado em Haia, nos Países Baixos.
   

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