Charles McArthur Ghankay Taylor (Arthington, 28 de janeiro de 1948) é um chefe militar e mercenário, que foi presidente da Libéria de 1997 até sua resignação em 2003, na fase final da Segunda Guerra Civil da Libéria. Foi um dos principais conspiracionistas do Golpe de Estado de 1987 em Burkina Faso e do assassinato do seu então presidente, Thomas Sankara.
Por suas ações, consideradas cruéis, dentro do seu próprio país, e também por sua participação na violenta Guerra Civil de Serra Leoa,
Taylor passou a ser considerado um criminoso de guerra. Após sua
renúncia em 2003, fugiu em exílio para a Nigéria. Procurado pela Interpol, Taylor foi capturado em 2006 após um pedido de extradição feito pela presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf, tendo sido condenado em 2012 a 50 anos de prisão.
Biografia
Nasceu em
1948, filho de libero-americanos, estudou nos
Estados Unidos. Voltou à Libéria quando ocorreu o golpe de Estado de
Samuel Kanyon Doe em
1980,
que foi bem sucedido, sendo encarregado de controlar o orçamento de
Estado. Todavia, desviou cerca de um milhão de dólares e, assim, Taylor
regressou aos
Estados Unidos, mesmo enfrentando um pedido de extradição do governo da
Libéria.
Charles Taylor foi exilado para a
Serra Leoa, depois de ter sido capturado na Nigéria, próximo dos
Camarões, de onde se preparava para fugir, com duas malas cheias de dólares e euros.
O Tribunal Especial para a
Serra Leoa
foi criado para "julgar todos os que têm grande responsabilidade pelos
crimes contra a Humanidade e de Guerra". Charles Taylor foi acusado por
17 crimes de guerra e contra a humanidade, incluindo aterrorizar a
população, assassinatos ilegais, violência sexual e física, recrutamento
forçado de crianças-soldado, sequestros (raptos), trabalho forçado e
ataques ao pessoal da
ONU, entre outros.
Julgamento e condenação
Taylor foi condenado por um tribunal ligado às
Nações Unidas
e à Serra Leoa, tornando-se o primeiro ex-chefe de nação a ser
condenado pela justiça internacional. Charles Taylor foi condenado a 50
anos de prisão pelo
Tribunal Especial para a Serra Leoa, sendo o seu julgamento realizado em
Haia, nos Países Baixos.
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