O
Cometa Encke oficialmente denominado de
2P/Encke, tem seu
afélio próximo da órbita de
Júpiter. O
periélio está dentro da órbita de
Mercúrio (mais próximo do Sol do que este planeta) Foi o segundo cometa periódico descoberto, após o
cometa Halley.
Este cometa tem o menor período de
translação conhecido, aproximadamente 3,31 anos. Por causa da sua inusitada
órbita não-parabólica, as tentativas iniciais de calcular os dados da sua órbita esbarraram em dificuldades.
O
cometa Encke é aparentemente um asteroide antigo, escuro e
provavelmente rígido. Destaca-se por apresentar um brilho menor a cada
nova órbita em torno do Sol. Seria um corpo celeste que se encontra em
transição de
cometa para
asteroide. Devido à sua trajetória ser de período muito curto, com suas frequentes passagens junto ao
Sol, este cometa já teria perdido a maior parte de seu material volátil.
O cometa foi descoberto em
17 de janeiro de
1786 por
Pierre Méchain em
Paris,
França, quando ele pesquisava por cometa na região de
Aquário.
Méchain afirmou na época que o cometa apresentava um brilho médio e
que a sua cauda era estreita e de brilho fraco. Foi também observado, em
1795, pela astrónoma britânica
Caroline HerschelEm
1819 publicou suas conclusões no jornal
Correspondance astronomique, e suas predições estavam corretas quando o cometa retornou em
1822.
O cometa recebeu este nome em homenagem a
Johann Franz Encke. Ele foi o astrónomo que descobriu a existência dos cometas de
período
curto. Não é comum que seja dado o nome ao cometa para quem calculou a
sua órbita, mas sim para quem o descobriu. É um dos poucos cometas a
não dever o nome ao seu descobridor, mas sim ao
astrónomo que previu o seu retorno com precisão.
A sonda
CONTOUR ou
Comet Nucleus Tour tinha por missão estudá-lo num encontro a
12 de novembro de
2003. Mas a
NASA
perdeu o contacto com a sonda a 15 de agosto, seis semanas após o seu
lançamento e a missão foi posteriormente considerada perdida.
NOTA: este cometa é responsável pela chuva de estrelas
Táuridas,
cujo pico de atividade é, no hemisfério norte, a 11 de novembro, dia
em que a Terra passa pelas poeiras deixadas por este astro.
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