A iniciativa de entrar em território castelhano partiu do condestável,
sem conhecimento do Rei. Havia conhecimento de que um exército inimigo
estava junto da fronteiro e D. Nuno decidiu ir ao encontro dele.
Durante a batalha o condestável retira-se para orar. O seu escudeiro
vai ao encontro dele, chamando-o para a batalha. Depois de terminar a
oração D. Nuno, percebendo que os castelhanos tinham usado todos os
projéteis, decide atacar o Mestre de Santiago, que acaba por morrer, e o
seu estandarte é derrubado. Com isto os castelhanos põem-se em fuga.
A estratégia militar do Condestável, a sua fé e ânimo que soube incutir
à sua hoste, permitiram-lhe alcançar esta vitória que, ainda segundo o
cronista Fernão Lopes, foi conseguida sobre um exército mais numeroso
do que aquele que fora derrotado em Aljubarrota.
Na
mesnada portuguesa também se salientou o português
Gil Fernandes, de
Elvas. Esta foi a última vitória em campo aberto do condestável. Não mais
voltou a ter batalhas como esta, pois os castelhanos não mais quiseram
combater desta forma.
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