Observando o planeta
Marte, identificou dois satélites naturais (luas):
Deimos, em 12 de agosto de 1877, e
Fobos, em 18 de agosto de 1877, usando o telescópio refrator de 26" do
Observatório Nacional.
Deimos (em
grego: terror), é o menor e mais afastado dos dois
satélites naturais de
Marte. É, também, uma das mais pequenas luas do
Sistema Solar.
Deimos tem um raio médio de 6.2 km e uma velocidade de escape de 5.6
m/s (20 km/h). Além disso, a lua leva 30.3 horas para girar em torno de
Marte, com uma velocidade orbital de 1.35 km/s.
Deimos demora o mesmo tempo a completar uma volta ao redor de Marte e
uma volta sobre si próprio. Como consequência disso, Deimos tem sempre a
mesma face voltado para Marte.
A lua foi descoberta a
12 de agosto de 1877 – juntamente com
Fobos, o outro satélite de Marte, seis dias depois – por
Asaph Hall e fotografado pela Viking 1 em 1977. Deimos tem um formato bastante irregular e acredita-se que se trate de um
asteroide
que foi perturbado de sua órbita por Júpiter e que acabou por ser
capturado pela gravidade de Marte, passando a ser seu satélite.
O nome
Deimos (pânico) vem de uma figura mitologia grega e é um dos três filhos de
Ares (
Marte na mitologia romana) e Afrodite.
Características principais
Por ser pequeno, Deimos não apresenta uma forma
esférica, possuindo dimensões muito irregulares. É composto por
rochas ricas em
carbono, tal como muitos
asteroides, e
gelo. A sua superfície apresenta um número razoável de
crateras mas, relativamente a
Fobos,
é muito mais lisa, consequência do preenchimento parcial das crateras
com rególito (rochas decompostas). As maiores crateras deste satélite
são
Swift e
Voltaire que medem, aproximadamente, 3 km de diâmetro.
Visto de Deimos, Marte surge no
céu como um objeto 1000 vezes maior e 400 vezes mais brilhante do que a
Lua cheia, como é observada da
Terra.
Visto de Marte, Deimos surge como um pequeno ponto no céu, difícil de distinguir dos outros astros embora, no seu máximo
brilho, possua um brilho equivalente a
Vénus (tal como é visto da Terra).
Geologia
Apenas duas formações geológicas em Deimos receberam nomes. As crateras
Swift e Voltaire receberam nomes de autores que especularam a existência
de luas marcianas antes da descoberta das mesmas.
Exploração
A exploração de Deimos é similar à exploração de Marte e de Fobos. Entretanto, nenhuma aterragem foi realizado e nenhuma amostra analisada. O satélite foi apenas fotografado pela sonda Viking 1.
Uma missão de retorno de amostras chamada "Gulliver" foi conceptualizada. Basicamente, um quilograma de material de Deimos seria trazido para a Terra nessa missão.
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