Nicolau, durante a prisão em Tsarskoye Selo, numa das suas últimas fotos
Czar Nicolau II (
Nikolái Alieksándrovich Románov - o título completo de Nicolau era: Nicolau, o Segundo, pela graça de Deus, o Imperador e Autocrata de todas as Rússias, de
Moscovo,
Kiev,
Vladimir,
Veliky Novgorod, Czar de
Kazan, Czar de
Astracã, Rei da
Polónia, Czar da
Sibéria, Czar do Quersoneso Táurico, Czar da
Geórgia, Senhor de
Pskov, e Grão-duque de
Smolensk, da
Lituânia,
Volhynia,
Podolia, e da
Finlândia, Príncipe da
Estónia,
Livónia,
Curlândia e
Semigola,
Samogícia,
Belostok,
Carélia, de
Tver, Yugra,
Perm,
Vyatka, a
Bulgária, e outros territórios; Senhor e Grão-duque de
Níjni Novgorod,
Chernihiv; soberano de
Riazan,
Polatsk, Rostov,
Iaroslavl, Beloozero, Udoria, Obdoria, Kondia,
Vitebsk, Mstislav, e todas as regiões setentrionais; e soberano do
Iveria,
Kartalinia, e as terras dos
Kabardinos e dos territórios da
Arménia; Hereditário Senhor e Governador da
Circássia e das montanhas Maiorais e outros; Senhor do
Turquestão, Herdeiro da
Noruega, Duque de
Schleswig-Holstein,
Stormarn,
Dithmarschen,
Oldemburgo, e assim sucessivamente, e assim sucessivamente, e assim sucessivamente) foi o último
Imperador da Rússia,
rei da Polónia e
grão-duque da Finlândia. Nasceu no
Palácio de Catarina, em
Tsarskoye Selo, próximo de
São Petersburgo, em
18 de maio (
6 de maio no
calendário juliano) de
1868. É também conhecido como
São Nicolau o Portador da Paz pela
Igreja Ortodoxa Russa.
O seu reinado terminou com a
Revolução Russa de 1917, quando, tentando retornar do quartel-general para a
capital, seu comboio foi detido em
Pskov e ele foi obrigado a abdicar. A partir daí, o czar e sua família foram aprisionados, primeiro no
Palácio de Alexandre em
Tsarskoye Selo, depois na Casa do Governador em
Tobolsk e finalmente na
Casa Ipatiev em
Ekaterimburgo. Nicolau II, sua mulher, seu filho, suas quatro filhas, o
médico da
família Imperial, um
servo pessoal, a camareira da Imperatriz e o
cozinheiro da família foram executados na cave da casa pelos
bolcheviques na madrugada de 16 para
17 de julho de
1918. É reconhecido que esse evento foi ordenado a partir de Moscovo por
Lenine e pelo também líder bolchevique
Yakov Sverdlov. Mais tarde Nicolau II, sua mulher, a Imperatriz e seus filhos foram canonizados como
mártires por grupos ligados à Igreja Ortodoxa Russa no exílio.
(...)
Um anúncio oficial apareceu na imprensa nacional dois dias após a morte do czar e sua família em Ekaterimburgo. Informava que o monarca havia sido executado embaixo da ordem do Presidium do Soviete Regional dos Urais sob a pressão da aproximação da
Legião Tcheca. Embora o Soviete oficial tenha esclarecido que a responsabilidade da decisão era dos superiores locais do Soviete Regional dos Urais,
Leon Trotsky, em seu diário declarou que a execução aconteceu com a autoridade de Lênin e Sverdlov. A execução realizou-se na noite de 16 para 17 de julho sob a liderança de
Yakov Yurovsky e resultou na morte de Nicolau II, sua esposa, suas quatro filhas, seu filho, seu médico pessoal
Eugene Botkin, a empregada de sua mulher
Anna Demidova, o cozinheiro da família
Ivan Kharitonov e o criado
Alexei Trupp. Nicolau foi o primeiro a morrer. Foi baleado múltiplas vezes na cabeça e no peito por Yurusky. As últimas a morrer foram Anastásia, Tatiana, Olga e Maria, que foram golpeadas por baionetas. Elas vestiam mais de 1,3 quilos de diamantes, o que proporcionou a elas uma proteção inicial das balas e baionetas.
Em janeiro de
1998, os restos mortais escavados embaixo de uma estrada de terra perto de Ekaterimburgo, em
1991, foram identificados como sendo de Nicolau II e sua família (excluindo uma das filhas e Alexei). As identificações feitas separadamente por cientistas russos, britânicos e americanos usando análises de
DNA, concordaram e revelaram serem conclusivas. Em abril de
2008, autoridades russas anunciaram que haviam encontrado dois esqueletos perdidos dos Romanovs perto de Ekaterimburgo e foi confirmado por testes de DNA que eles pertenciam a Alexei e a uma de suas irmãs. Em 1 de outubro de 2008, a Suprema Corte Russa determinou que o czar Nicolau II e sua família foram vítimas de repressão política e deveriam ser reabilitados.
(...)
Em
1981, a família foi canonizada pela Igreja Ortodoxa Russa no estrangeiro como Santos Mártires. Em
2000, a
Igreja Ortodoxa Russa, dentro da Rússia canonizou a família como Portadores da Paz. De acordo com a declaração do sínodo de
Moscovo, eles foram glorificados como santos pelas seguintes razões:
"No último monarca Ortodoxo e membros de sua família, vemos pessoas que sinceramente aspiraram encarnar em suas vidas, os comandos do Evangelho. No sofrimento suportado pela Família Real na prisão, com humildade, paciência e submissão, e em suas mortes martirizadas em Ekaterimburgo na noite de 4/17 de julho de 1918, foi revelada a luz da fé de Cristo, que vence o mal."
Em
30 de setembro de
2008 a Suprema Corte da Rússia reabilitou a Família Real Russa e o czar Nicolau II, 90 anos após sua morte. A Suprema Corte russa declarou que sua execução foi ilegal e que a família real russa foi vítima de um
crime.
Encontra-se sepultado na
Fortaleza de Pedro e Paulo,
São Petersburgo na
Rússia.
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