Houve um primeiro-ministro, a que já chamaram o Menino de Oiro do PS, que em tempos se gabava de reduzir o défice e de o fazer sem desorçamentação e sem receitas extraordinárias. Recordando uma conhecida frase de Lincoln, se é possível enganar todos durante pouco tempo, também é possível enganar poucos durante muito tempo. Mas não é possível enganar todos durante todo o tempo. E a verdade veio à superfície.
Eis algumas despesas que o Estado tem tentado colocar debaixo do tapete nos últimos tempos:
Assim, em contas de mercearia, já vai em 1654 milhões de euros. É capaz de haver aqui uma desorçamentaçãozita… Mas piquinininhazinha. Isto sem contar com o mega-hiper buraco que é o BPN. Não ficaria mais barato dar o dinheiro às pessoas e fecha-lo de vez?
E quanto a receitas extraordinárias?
«Em 2010, Fernando Teixeira dos Santos passará a ostentar, mesmo, o título de ministro das Finanças que mais recorreu a receitas extraordinárias para tentar endireitar o saldo negativo das contas públicas.» in Jornal de Negócios
- Valor recorde de 3,1 mil milhões de euros em receitas extraordinárias só em 2010 (concessões de novas barragens, no valor de 500 milhões de euros; fundo de pensões da Portugal Telecom, que atinge 2,6 mil milhões de euros)
- 2048 milhões de euros entre 2005 e 2009 (outras concessões de aproveitamentos hidráulicos e rodoviários)
Parece que Teixeira dos Santos é perito a acumular títulos. Antes já havia ganho o título de pior ministro europeu das finanças, agora ganha o título de “campeão das receitas extraordinárias” ao conseguir o recorde de 5148 milhões de euros em receitas extraordinárias.
Os segundos e terceiros lugares do campeonato da receita extraordinária vão respectivamente para Ferreira Leite (5079 milhões de euros) e para Bagão Félix 3051,5 milhões de euros). Detalhes no
Jornal de Negócios.
E o futuro?
Um buraco de €48 mil milhões
Em cinco anos, os encargos assumidos com as parcerias mais do que duplicaram. A factura anual dispara a partir de 2014 e ultrapassa os €2000 milhões se se considerar o TGV.
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