sábado, março 19, 2022

Randy Rhoads morreu há quarenta anos...

Randall William Rhoads (Santa Mónica, 6 de dezembro de 1956 - Flying Baron Estares, 19 de março de 1982) foi um guitarrista norte-americano famoso pela participação nos álbuns Blizzard of Ozz e Diary of a Madman com Ozzy Osbourne. Foi considerado o 36º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.
  
Carreira e morte
Aos treze anos ele já tinha formado pequenas bandas e, aos quinze, começou a dar aulas na escola da sua mãe, tornando-se um professor muito solicitado. A carreira de Rhoads começou em 1973, quando ele entrou nos Quiet Riot. O seu carisma e talento na guitarra garantiram-lhe uma legião de fãs locais. Nessa época ele começou a usar sua Flying V preta com acabamento de "bolinhas" brancas, construída por Karl Sandoval. Ele também tocava muito na sua Gibson Les Paul 1974 de cor creme, que se tornou uma marca registada sua.
O guitarrista participou nos dois primeiros álbuns da banda: Quiet Riot I e Quiet Riot II. Ozzy Osbourne começou a realizar testes em Los Angeles para encontrar um guitarrista para a sua banda. Ele procurava alguém com estilo único e estava a ter muitas dificuldades para encontrá-lo. Ozzy ouviu diversos músicos e já estava sem esperanças de achar o guitarrista certo quando resolveu dar chance a um último músico. Rhoads estava relutante em fazer o teste, mas, mesmo assim, dirigiu-se ao quarto do hotel onde Ozzy estava hospedado. Ligou a sua guitarra num amplificador de estudo e iniciou o seu aquecimento. Apenas começou a afinar a guitarra e Ozzy Osbourne percebeu logo que havia encontrado a pessoa certa, com estilo próprio.
Randy gravou os dois primeiros discos de Ozzy, Blizzard of Ozz de 1980 e Diary of a Madman de 1981, e apesar da bem sucedida carreira, pensava em deixar o grupo e dedicar-se a ter aulas de música erudita e a lecionar. Joe Holmes, guitarrista que tocou com Ozzy na turnê do álbum Ozzmosis de 1995 foi um de seus alunos.
Em 19 de março de 1982, Randy Rhoads morre aos 25 anos. No dia anterior, a banda de Ozzy tocou no Civic Coliseum, em Knoxville, Tennessee e dali iriam para Orlando (Florida) tocar no "Rock Super Bowl XIV" com os Foreigner, Bryan Adams e os UFO. A caminho de Orlando passaram pela casa do motorista do autocarro, Andrew Aycock, que vivia em Leesbur (Florida), em Flying Baron Estares. O lugar tinha  três casas, um barracão para avião e uma pista de aterragem, cujo dono era Jerry Calhoun. Andrew Aycock, que precisava de peças sobressalentes, pensou em parar e obtê-las ali. Este, que tinha dirigido a noite toda desde Knoxville e era piloto, usou o avião sem autorização e levou o teclista Don Airey e o empresário Jat Duncan a dar umas voltas. O certificado médico de Andrew tinha expirado e a sua licença de piloto não era válida.
Perto das 09.00 horas, Andrew deixou os dois passageiros e convidou Randy Rhoads e Rachel Youngblood (maquilhadora) para dar umas voltas. O avião voava baixo e passava fazendo barulho perto do estacionamento onde estava o autocarro, talvez para brincar com os músicos. Há pouco tempo o piloto tinha tido um divórcio complicado e acredita-se que, quando a ex-esposa dele entrou no autocarro, ele voou na direção deste. Passou três vezes; na quarta, a asa esquerda do avião raspou no teto do autocarro, bateu num pinheiro e caiu na garagem de Jerry Calhoun, explodindo e destruindo tudo. Ozzy Osbourne, Tommy Aldrige, Rudy Sarzo e Sharon Arden, que tinham acordado com o primeiro impacto, acharam que se tratava de um acidente na estrada. Wanda Aycock e Don Airey, atónitos, tinham testemunhado tudo. Ozzy ainda correu para prestar socorro e entrou na casa, que estava em chamas, e salvou um homem, mas infelizmente Randy estava morto. O show em "Rock Super Bowl XIV" foi cancelado e os promotores devolveram o dinheiro dos bilhetes.

 


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