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terça-feira, agosto 04, 2026

Mais um achado paleontológico importante em Portugal...

Descoberto o mais completo fóssil de dinossauro do País

 

Achado foi comunicado pela Câmara Municipal de Torres Vedras e mobiliza uma equipa de 22 investigadores. 

 

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Esqueleto, preservado entre 80 e 85%, vai do crânio à ponta da cauda e terá cerca de 148 milhões de anos

 

Foi descoberto, em Torres Vedras, um fóssil de dinossauro que é o mais completo alguma vez encontrado no nosso país. A informação foi revelada pela autarquia local, que anuncia que o esqueleto, preservado entre 80 a 85%, vai do crânio à ponta da cauda e mede cerca de 2,50 metros. Terá cerca de 148 milhões de anos e pertence ao raro (até a nível internacional) grupo dos anquilossauros – um tipo de dinossauros que se distinguia pela armadura óssea no dorso e pelos espigões laterais.

A descoberta é o culminar de escavações conduzidas por investigadores do Centro de Investigação em Paleobiologia e Paleoecologia da Sociedade de História Natural, que começaram no verão do ano passado, quando Luís Domingos, membro da equipa, identificou parte de um fémur que sobressaía da arriba durante trabalhos de pesquisa e inventário.

O exemplar agora encontrado pode corresponder a um indivíduo juvenil ou subadulto e os investigadores acreditam que os membros anteriores podem estar preservados sob o corpo, confirmação que só será possível confirmar depois do fóssil ser preparado em laboratório. A equipa acredita que o animal poderá ter permanecido no local onde morreu, em vez de ter sido transportado pela água, como acontece frequentemente com outros fósseis. Esta campanha reúne 22 investigadores da Sociedade de História Natural e estudantes de Portugal, Croácia, Itália, Estónia, Rússia, Bélgica, Alemanha e Países Baixos, com trabalhos previstos até ao final de setembro. 

 

in CM 

segunda-feira, junho 08, 2020

Notícia interessante sobre Paleontologia...

Estômago de dinossauro preservou a sua última refeição durante 110 milhões de anos

Borealopelta

Cientistas canadianos analisaram a última refeição de um anquilossauro nodossóide, com 110 milhões de anos, ainda na sua barriga fossilizada.
De acordo com o site Science Alert, este dinossauro herbívoro de 1300 quilos – Borealopelta markmitchelli – descoberto em 2011, poderá ter o estômago de dinossauro mais bem preservado já encontrado pela comunidade científica.
Depois de cinco anos de trabalho, investigadores conseguiram analisar a massa, do tamanho de uma bola de futebol, na sua barriga fossilizada, composta essencialmente por folhas mastigadas.
“Quando examinámos o conteúdo do estômago através de um microscópio, ficámos chocados por ver material vegetal tão bem preservado e concentrado”, declarou o biólogo David Greenwood, da Universidade de Brandon, no Canadá.
No total, a equipa encontrou 50 tipos de microfósseis de plantas, incluindo seis tipos de musgo ou hepáticas, uma grande variedade de fetos, vários tipos de coníferas e duas plantas com flores.
Pelo meio, os cientistas também encontraram gastrólitos – pedras deliberadamente ingeridas pelos animais para os ajudar a fazer a digestão de materiais mais duros – e, talvez o mais intrigante, vegetação queimada, que pode ter sido devorada por acidente ou de propósito.
“Há carvão considerável no estômago, a partir de fragmentos de plantas queimadas, que indica que o animal estava a procurar numa área recentemente queimada e que estava a tirar partido disso e dos fetos, que frequentemente emergem nestas circunstâncias. Esta adaptação à ecologia do fogo é informação nova para nós”, explica Greenwood.
Os investigadores têm quase a certeza de que o dinossauro morreu logo após a sua última refeição, mas se esta é, ou não, indicativa do que outros dinossauros herbívoros do seu tempo comiam, é ainda uma incerteza.
O estudo foi publicado, esta quarta-feira, na revista científica Royal Society Open Science. O estômago fossilizado, por sua vez, encontra-se exposto, juntamente com o esqueleto do dinossauro, no Museu Royal Tyrrell, em Alberta.