O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Postulou a existência de duas das principais estruturas geográficas extintas da Terra: o supercontinente de Gondwana (proposto em 1861) e o mar de Tétis. Cunhou o termo biosfera.
Vida
Quando tinha três anos a sua família mudou-se para Praga, indo depois para Viena, 11 anos depois. Interessado em Geologia desde jovem, ele teve a sua primeira publicação sobre a geologia de Carlsbad, agora na República Checa, aos 19 anos.
Por volta de 1857 era professor de geologia na Universidade de Viena, e de lá, gradualmente, desenvolveu uma visão de uma conexão entre África e Europa.
A sua outra principal descoberta foram as Glossopteris, espécie de fetos arborescentes fossilizados encontradas na América do Sul, África e Índia (assim como na Antártida,
embora ele nunca tenha sabido disso). A sua explicação era de que estes
três continentes estiveram unidos num supercontinente, que ele chamou
de terra de Gondwana (do inglês Gondwanaland), em referência à região de Gondwana, na Índia, onde esta flora foi encontrada pela primeira vez. Suess acreditava que os oceanos inundaram os espaços entre essas
terras, quando, na realidade, os continentes é que se afastaram. Ainda
assim, a configuração por ele proposta é muito semelhante ao que é
atualmente aceite, pelo que a denominação foi mantida.
Suess é considerado um dos mais antigos praticantes da ecologia. Publicou uma síntese abrangente de suas ideias em 1885-1901, com o título de "Das Antlitz der Erde"
(traduzido como "A face da terra"), que foi um livro texto muito
popular por muitos anos. Neste trabalho Suess também introduziu o
conceito de biosfera, que mais tarde foi aprofundado por outros estudiosos como Vladimir I. Vernansky em 1926.
Mapa em movimento mostra as placas tectónicas a mexerem-se desde há 2 mil milhões de anos
Através de informação encontrada no interior das rochas, um
grupo de geólogos construiu um mapa em movimento – que mostra as placas
tectónicas da Terra em movimento, desde há 1,8 mil milhões de anos até
hoje.
À margem de um estudo publicado recentemente na Geoscience Frontiers, cientistas conseguiram reconstruir a tectónica de placas do planeta ao longo dos últimos 1,8 mil milhões de anos.
É a primeira vez que o registo geológico da Terra é utilizado desta forma, recuando tanto no tempo.
Isto permitiu aos investigadores fazer uma tentativa de mapear o planeta durante os “últimos 40%” da sua história.
Uma “bela dança continental”
Num artigo no The Conversation,
Alan Collins, professor de geologia na Universidade de Adelaide e
co-autor do estudo, explica que o mapeamento do nosso planeta através da
sua longa história cria uma bela dança continental – hipnotizante em si mesma e uma obra de arte natural.
Começa com o mapa do mundo que todos conhecem. Depois, a Índia
desloca-se rapidamente para sul, seguida de partes do sudeste asiático, à
medida que o antigo continente de Gondwana se forma no hemisfério sul.
Há cerca de 200 milhões de anos, quando os dinossauros andavam na
Terra, o Gondwana uniu-se à América do Norte, Europa e norte da Ásia
para formar um grande supercontinente chamado Pangeia.
Depois, a reconstrução prossegue ao longo do tempo. Pangeia e
Gondwana formaram-se a partir de colisões de placas mais antigas. À
medida que o tempo recua, surge um supercontinente anterior chamado Rodínia. E não fica por aqui. Rodínia, por sua vez, foi formado pela rutura de um supercontinente ainda mais antigo, chamado Nuna, há cerca de 1,35 mil milhões de anos.
Porquê mapear o passado da Terra?
Entre os planetas do Sistema Solar, a Terra é única por ter tectónica de placas.
Como sabemos, a superfície da Terra rochosa está dividida em
fragmentos (placas) que se chocam entre si e criam montanhas, ou se
separam e formam abismos que são depois preenchidos por oceanos.
Para além de provocar terramotos e vulcões, a tectónica de placas
também empurra as rochas das profundezas da terra para as alturas das
cadeias montanhosas. Desta forma, os elementos que se encontravam no
subsolo podem sofrer erosão das rochas e acabar por desaguar nos rios e
oceanos. A partir daí, os seres vivos podem utilizar esses elementos.
Entre estes elementos essenciais encontra-se o fósforo, que forma a estrutura das moléculas de ADN,
e o molibdénio, que é utilizado pelos organismos para retirar o azoto
da atmosfera e produzir proteínas e aminoácidos – os blocos de
construção da vida.
A tectónica de placas também expõe rochas que reagem com o dióxido de carbono da atmosfera. As rochas que retêm o dióxido de carbono
são o principal controlo do clima da Terra durante longos períodos de
tempo – muito, muito mais tempo do que as tumultuosas alterações
climáticas pelas quais somos responsáveis atualmente.
Crucial para compreender o “tempo profundo”
O mapeamento da tectónica de placas do passado do planeta é a
primeira fase da construção de um modelo digital completo da Terra ao
longo da sua história.
A modelação do passado do nosso planeta é essencial se quisermos
compreender como é que os nutrientes se tornaram disponíveis para
alimentar a evolução.
As primeiras evidências de células complexas com núcleo – como todas as células animais e vegetais – datam de há 1,65 mil milhões de anos.
Este período é próximo do início desta reconstrução e da formação do
supercontinente Nuna. Os cientistas querem agora testar se as montanhas
que cresceram na altura da formação de Nuna podem ter fornecido os
elementos necessários à evolução de células complexas.
Grande parte da vida na Terra faz fotossíntese e liberta oxigénio. Isto liga a tectónica de placas à química da atmosfera, e algum desse oxigénio dissolve-se nos oceanos.
Nesta época de exploração de outros mundos no Sistema Solar e para
além dele, vale a pena lembrar que há muito sobre o nosso próprio
planeta que ainda agora começamos a vislumbrar.
Há 4,6 mil milhões de anos para investigar e as rochas sobre as quais
caminhamos contêm a prova de como a Terra mudou ao longo deste tempo.
Esta primeira tentativa de mapear os últimos 1,8 mil milhões de anos
da história da Terra é um salto em frente no grande desafio científico
de mapear o nosso mundo.
Mas é apenas isso – uma primeira tentativa. Nos próximos anos,
registar-se-ão melhorias consideráveis em relação ao ponto de partida
que agora estabelecemos.
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