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quinta-feira, agosto 20, 2026

O geólogo Eduard Suess nasceu há 195 anos...

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Eduard Suess (Londres, 20 de agosto de 1831Viena, 26 de abril de 1914) foi um geólogo especialista na geografia dos Alpes.

Postulou a existência de duas das principais estruturas geográficas extintas da Terra: o supercontinente de Gondwana (proposto em 1861) e o mar de Tétis. Cunhou o termo biosfera.

 

Vida

Quando tinha três anos a sua família mudou-se para Praga, indo depois para Viena, 11 anos depois. Interessado em Geologia desde jovem, ele teve a sua primeira publicação sobre a geologia de Carlsbad, agora na República Checa, aos 19 anos.

Por volta de 1857 era professor de geologia na Universidade de Viena, e de lá, gradualmente, desenvolveu uma visão de uma conexão entre África e Europa.

A sua outra principal descoberta foram as Glossopteris, espécie de fetos arborescentes fossilizados encontradas na América do Sul, África e Índia (assim como na Antártida, embora ele nunca tenha sabido disso). A sua explicação era de que estes três continentes estiveram unidos num supercontinente, que ele chamou de terra de Gondwana (do inglês Gondwanaland), em referência à região de Gondwana, na Índia, onde esta flora foi encontrada pela primeira vez.  Suess acreditava que os oceanos inundaram os espaços entre essas terras, quando, na realidade, os continentes é que se afastaram. Ainda assim, a configuração por ele proposta é muito semelhante ao que é atualmente aceite, pelo que a denominação foi mantida.

Suess é considerado um dos mais antigos praticantes da ecologia. Publicou uma síntese abrangente de suas ideias em 1885-1901, com o título de "Das Antlitz der Erde" (traduzido como "A face da terra"), que foi um livro texto muito popular por muitos anos. Neste trabalho Suess também introduziu o conceito de biosfera, que mais tarde foi aprofundado por outros estudiosos como Vladimir I. Vernansky em 1926.

Eduard Suess foi laureado com a medalha Copley da Royal Society em 1903. Foi laureado também com a medalha Wollaston, concedida pela Sociedade Geológica de Londres, em 1896. Uma cratera (a cratera de Suess) na Lua e uma cratera de impacte em Marte foram assim nomeadas em sua homenagem.

 

 in Wikipédia

segunda-feira, abril 01, 2024

A Tectónica de Placas pode influenciar a Biosfera - diz esta notícia...

Há uma explosão de vida na Terra a cada 36 milhões de anos. Já sabemos porquê

 

As placas tectónicas da Terra

 

A pesquisa descobriu que o movimento das placas tectónicas também ocorre em ciclos de 36 milhões de anos, estando relacionado com o surgimento e extinção de várias espécies marinhas.

A vida marinha na Terra explode a cada 36 milhões de anos e um novo estudo publicado nos Proceedings of the National Academy of Sciences descobriu a razão para este fenómeno.

A pesquisa baseou-se numa análise profunda aos registos fósseis e geológicos que revelou que a mudança no nível das águas do mar ocorre em resposta ao ciclo de 36 milhões de anos de movimentos das placas tectónicas, explica o Science Alert.

Isto acaba por perturbar vários ecossistemas, o que faz com que muitas espécies sofram enquanto outras florescerem nos novos ecossistemas que surgem. Uma análise ao registo fóssil mostra que a biodiversidade não é uma constante e que, pelo contrário, varia dramaticamente em escalas de dezenas de milhões de anos, com o surgimento de novas espécies e a extinção de outras.

O que não se sabia até agora é o que causa estas mudanças e se há algum mecanismo que as provoca ou se cada evento é único e tem uma causa diferente.

Para responder a esta dúvida, a equipa fez uma grande análise a várias bases de dados geológicas dos últimos 250 milhões de anos e combinou os dados com simulações de computador e modelos criados pelo software de visualização tectónica GPlates.

O afastamento das placas tectónicas, que estica o fundo do mar, e a criação de zonas de subducção causam variações no nível do mar ao longo de períodos de tempo bastante prolongados.

As simulações notaram um ciclo de 36 milhões de anos na diversidade da vida marinha e descobriram uma correlação com o ciclo de movimentos das placas tectónicas.

 

in ZAP