A
Argélia, oficialmente
República Argelina Democrática e Popular, é um país da
África do Norte que faz parte do
Magrebe. A sua capital é
Argel, no norte do país, sendo a cidade mais populosa na costa do
Mediterrâneo. Com uma superfície de 2.381.741 km², é o maior país da
bacia do Mediterrâneo e o mais extenso de todo
continente africano, após a divisão entre o
Sudão e o
Sudão do Sul. Partilha as suas fronteiras terrestres ao nordeste com a
Tunísia, a leste com a
Líbia, ao sul com o
Níger e o
Mali, a sudoeste com a
Mauritânia e o território contestado do
Saara Ocidental, e ao oeste com
Marrocos.
(...)
A crise social chegou ao seu limite, com índices de analfabetismo
subindo cada vez mais enquanto que a tomada de terras desapropriou boa
parte da população nativa. A Argélia foi obrigada a enfrentar uma guerra
prolongada de libertação em virtude da resistência dos colonos
franceses, que dominam as melhores terras. Em 1947, a França estende a
cidadania francesa aos argelinos e permite o acesso dos muçulmanos aos postos governamentais, mas os franceses da Argélia resistem a qualquer concessão aos nativos. Nesse mesmo ano é fundada a Frente de Libertação Nacional
(FLN), para organizar a luta pela independência. Uma campanha de
atentados antiárabes (1950-1953) desencadeada por colonos direitistas,
tem como reação da FLN uma onda de atentados nas cidades e guerra de guerrilha no campo. Em 1958, rebeldes exilados fundam no Cairo
um governo provisório republicano. A intervenção de tropas de elite da
metrópole (Legião Estrangeira e paraquedistas) amplia a guerra. Ações
terroristas, tortura e deportações caracterizam a ação militar da França. Os nacionalistas e oficiais de ultradireita dão um golpe militar na Argélia em 1958.
No ano seguinte o presidente francês, Charles de Gaulle, concede autodeterminação aos argelinos. Mas a guerra intensifica-se em 1961, pela entrada em ação da organização terrorista de direita OAS (Organização do Exército Secreto), comandada pelo general Salan, um dos protagonistas do golpe de 1958. Ao terrorismo
da OAS a FLN responde com mais terrorismo. Nesse mesmo ano fracassam as
negociações franco-argelinas, por discordâncias em torno do
aproveitamento do petróleo
descoberto em 1945. Em 1962 é acertado o Armistício de Evian, com o
reconhecimento da independência argelina pela França em troca de
garantias aos franceses na Argélia. A República Popular Democrática da
Argélia é proclamada em 5 de julho de 1962, após eleições em que a FLN se apresenta como
partido único. Ben Bella torna-se o presidente.
A guerra de independência da Argélia fez 400 mil mortos,
maioritariamente civis argelinos, para uma população de 10 milhões de
habitantes. Entre um e dois milhões de pessoas foram detidas à força
pelo exército francês em campos destinados a isolar a FLN da população.
