Mostrar mensagens com a etiqueta Cantores do Rádio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cantores do Rádio. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Hoje foi o Dia Mundial da Rádio...

  

O Dia Mundial da Rádio (em francês: Le jour mondial de la radio) é um dia internacional comemorado a 13 de fevereiro de cada ano. O Dia foi decidido pela UNESCO, a 3 de novembro de 2011, durante a sua 36ª conferência. 

 

Origem

A pedido da Academia Espanhola da Rádio, a 20 de setembro de 2010, Espanha propôs que o Conselho Executivo da UNESCO incluísse um item na agenda sobre a proclamação de um Dia Mundial da Rádio. O item para a proclamação de um “Dia Mundial do Rádio” foi adicionado à agenda provisória a 29 de setembro de 2011. A UNESCO realizou uma ampla consulta em 2011 com diversas partes interessadas, como associações de radiodifusão, agências da ONU, fundos e programas, ONGs relevantes, fundações e agências bilaterais de desenvolvimento, bem como Delegações Permanentes da UNESCO e Comissões Nacionais para a UNESCO. Entre as respostas, 91% foram a favor do projeto, incluindo o apoio oficial da União de Radiodifusão dos Estados Árabes (ASBU), da União de Radiodifusão da Ásia-Pacífico (ABU), da União Africana de Radiodifusão (AUB), da União de Radiodifusão do Caribe ( CBU), a União Europeia de Radiodifusão (EBU), a International Association of Broadcasting (IAB), a Associação Norte-Americana de Radiodifusoras (NABA), a Organización de Telecomunicaciones Ibeoramericanas (OTI), BBC, URTI, Rádio Vaticano, entre outras. Os resultados desta consulta estão disponíveis no documento 187 EX/13 da UNESCO.

Em dezembro de 2012, a Assembleia Geral da ONU endossou a proclamação do Dia Mundial do Rádio, que assim se tornou um dia a ser comemorado por todas as agências, fundos e programas da ONU e seus parceiros. Vários órgãos da indústria da rádio em todo o mundo, apoiam a iniciativa, incentivando estações em países desenvolvidos a ajudar aqueles no mundo em desenvolvimento. Na UNESCO, a consulta, a proclamação e as comemorações ficaram a cargo de Mirta Lourenço, Chefe do Setor de Desenvolvimento de Média.

 

Temas do Dia Mundial da Rádio

2012 Dia Mundial do Rádio 2012
2013 Dia Mundial do Rádio 2013
2014 Igualdade de género no rádio
2015 Jovens e rádio
2016 O rádio em tempos de desastre e emergência
2017 O rádio és tu
2018 Rádio e desporto
2019 Diálogo, tolerância e paz
2020 Diversidade
2021 Novo mundo, novo rádio
2022 O rádio e a confiança
2023 O rádio e a Paz
2024 Rádio: Um século informando, entretendo e educando
2025 Rádio e mudanças climáticas
2026 Rádio e Inteligência Artificial

  

 in Wikipédia

 

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Nara Leão morreu há 23 anos

Nara Lofego Leão Diegues (Vitória, 19 de janeiro de 1942 - Rio de Janeiro, 7 de junho de 1989) foi uma cantora brasileira.

História
Filha mais nova do casal Jairo Leão e Altina Lofego (em italiano Lofiego), descendente de imigrantes da Basilicata que imigraram para o Espírito Santo no século XIX (famílias D'Amico e Lofiego), Nara nasceu em Vitória e mudou-se para a Cidade do Rio de Janeiro quando tinha apenas um ano de idade, com os pais e a irmã, a jornalista Danuza Leão. Durante a infância, Nara teve aulas de violão com Solon Ayala e Patrício Teixeira, ex-integrante do grupo "Os Oito Batutas" de Pixinguinha. Aos 14 anos, em 1956, resolveu estudar violão na academia de Carlos Lyra e Roberto Menescal, que funcionava em um quarto-e-sala na rua Sá Ferreira, em Copacabana. Mais tarde, Nara tornou-se professora da academia.

Musa da Bossa Nova
A Bossa Nova nasceu em reuniões no apartamento dos pais da cantora, em Copacabana, das quais participavam nomes que seriam consagrados no género, como Roberto Menescal, Carlos Lyra, Sérgio Mendes e seu então namorado, Ronaldo Bôscoli. No fim dos anos 1950, Nara foi repórter do jornal "Última Hora", onde Bôscoli também trabalhava, e que pertencia a Samuel Wainer, casado com a irmã de Nara, Danuza Leão. O namoro com Bôscoli terminou quando ele a traiu e iniciou um caso com a cantora Maysa, durante uma tournée em Buenos Aires, em 1961. Daí em diante, Nara se reaproxima de Carlos Lyra, que rompeu a parceria musical com Bôscoli em 1960, e de ideias mais à esquerda. Inicia um namoro com o cineasta Ruy Guerra e se casa com ele um tempo depois. Nessa época passa a se interessar pelo samba de morro.
A estreia profissional se deu quando da participação, ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, na comédia Pobre Menina Rica (1963). O título de musa da Bossa Nova foi a ela creditado pelo cronista Sérgio Porto. Mas a consagração efetiva ocorre após o movimento militar de 1964, com a apresentação do espetáculo Opinião, ao lado de João do Vale e Zé Keti, um espetáculo de crítica social à dura repressão imposta pelo regime militar. Maria Bethânia, por sua vez, a substituiria no ano seguinte, interpretando Carcará, pois Nara precisara se afastar por estar afónica. Nota-se que Nara Leão vai mudando suas preferências musicais ao longo dos anos 1960. De musa da Bossa Nova, passa a ser cantora de protesto e simpatizante das atividades dos Centros Populares de Cultura da UNE. Embora os CPC's já tivessem sido extintos pela ditadura, em 1964, o espetáculo Opinião tem forte influência do espírito cepecista. Em 1966, interpretou a canção A Banda, de Chico Buarque no Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), que ganhou o festival e público brasileiro.
Dentre as suas interpretações mais conhecidas, destacam-se O barquinho, A Banda e Com Açúcar e com Afeto - feita a seu pedido por Chico Buarque, cantor e compositor a quem homenagearia nesse disco homónimo, lançado em 1980.

Tropicalismo
Nara também aderiu ao movimento tropicalista, tendo participado do disco-manifesto do movimento - Tropicália ou Panis et Circensis, lançado pela Philips em 1968 e disponível hoje em CD.


Vida pessoal

Já separada alguns anos do marido Ruy, de quem não teve filhos, Nara casa-se novamente, dessa vez com o cineasta Cacá Diegues, com quem teve dois filhos: Isabel e Francisco. No fim dos anos 1960, se muda para a Europa com o marido, permanecendo lá por dois anos, tendo morado na França, na cidade de Paris, onde nasceu Isabel, primeira filha do casal.
No começo dos anos 1970, ela volta para o Brasil grávida e nasce na Cidade do Rio de Janeiro o segundo filho do casal, Francisco. Nessa época, decide estudar Psicologia na PUC-RJ. De fato, Nara planejava abandonar a música mas não chegou a deixar a profissão de cantora, apenas diminuindo o ritmo de trabalho e modificando o estilo dos espetáculos, pois era muito cansativa a vida de uma cantora, já que ela agora era mãe e casada, tinha que se dedicar mais aos filhos e ao marido do que a música, apesar de Nara amar cantar, teve que fazer essa difícil escolha.

Morte
Morreu na manhã de 7 de junho de 1989 vítima de um tumor cerebral inoperável aos 47 anos de idade. Ela já sabia do tumor, e sofria com esse problema há 10 anos. O tumor estava numa área muito delicada do cérebro, por isso ela não podia ser operada, sentia fortes dores e tonturas, e isso também foi um contribuinte para ela tentar largar carreira musical. O último disco foi My foolish heart, lançado naquele mesmo ano, interpretando versões de clássicos americanos.

Após a morte
Em 2002, seus discos lançados anteriormente em LPs foram relançados em duas caixas separadas - uma com o período 1964-1975 e a outra 1977-1989 - trazendo também faixas-bônus e um livreto sobre sua biografia. Mesmo depois de ter morrido há anos, suas músicas ainda eram sucesso, como até hoje são.
Em 2007, a cantora Fernanda Takai gravou o disco Onde Brilhem os Olhos Seus, onde interpreta canções típicas do repertório de Nara Leão, fazendo assim uma homenagem. Em janeiro de 2012, seu acervo de fotografias, músicas e documentos foi digitalizado e aberto para consulta.