Iluminação da Terra pelo Sol no momento do equinócio
A palavra equinócio vem do
latim,
aequus (igual) e
nox (noite), e significa "noites iguais", ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do
Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do círculo solar está acima do
horizonte, e o pôr do
Sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o círculo solar está metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de
duração.
As datas dos equinócios variam de um ano para o outro, devido aos
anos trópicos (o período entre dois equinócios de março) não terem exatamente 365 dias, fazendo com que a hora precisa do equinócio varie ao longo de um período de dezoito horas, que não se encaixa necessariamente no mesmo dia. O ano trópico é um pouco menor que 365 dias e 6 horas. Assim num ano comum, tendo 365 dias e - portanto - mais curto, a hora do equinócio é cerca de seis horas mais tarde que no ano anterior. Ao longo de cada sequência de três anos comuns as datas tendem a se adiantar um pouco menos de seis horas a cada ano. Entre um ano comum e o ano bissexto seguinte há um aparente atraso, devido à intercalação do dia 29 de fevereiro.
Também se verifica que a cada ciclo de quatro anos os equinócios tendem a atrasar-se. Isto implica que, ao longo do mesmo século, as datas dos equinócios tendam a ocorrer cada vez mais cedo. Dessa forma, no
século XXI só houve dois anos em que o equinócio de março aconteceu no dia
21 (
2003 e
2007); nos demais, o equinócio tem ocorrido em
20 de março. Prevê-se que, a partir de 2044, passe a haver anos em que o equinócio aconteça no dia
19. Esta tendência só irá desfazer-se no fim do século, quando houver uma sequência de sete anos comuns consecutivos (2097 a 2103), em vez dos habituais três.
Devido à
órbita da
Terra, as datas em que ocorrem os equinócios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (
periélio) viaja mais depressa do que quando está mais longe (
afélio).
Em várias culturas nórdicas ancestrais, o equinócio da
primavera era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com a
Páscoa da religião cristã.
Primeiro poema do outono
Mais uma vez é preciso
reaprender o outono —
todos nós regressamos ao teu
inesgotável rosto
Emergem do asfalto aquelas
inacreditáveis crianças
e tudo incorrigivelmente principia
Já na rua se não cruzam
olhos como armas
Recebe-nos de novo o coração
E sabe deus a minha humana mão
Segundo poema do outono
Quantas vezes ainda verei eu cair
as pálidas leves folhas do outono?
— Não pode um homem vê-las
cair e conseguir viver
(e cá estou também eu
cá estou eu incorrigivelmente a cantar
as gastas folhas do outono
as mesmas das minhas mais antigas leituras
as primeiras e as últimas que tenho visto cair
Haverá outra poesia que não
a que cai nas tristes
folhas do outono?)
— Não pode o homem ver
cair as folhas e viver
in Aquele Grande Rio Eufrates (1961) - Ruy Belo (2ª Edição - 1972)
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