De acordo com
Eusébio de Cesareia (
Hist. Ecl. II.9.1-4),
Herodes Agripa I no seu primeiro de governo sob toda a Judeia (41 d.C.) matou
Tiago, filho de Zebedeu, e prendeu Pedro, planeando matá-lo após a
Páscoa judaica. Pedro foi salvo milagrosamente por anjos e escapou do reino de Herodes (
Atos 12:1-19). Depois de muitas viagens pela
Ásia Menor e pela
Síria, ele chegou em
Roma no segundo ano do
imperador Cláudio (42 d.C.). Em algum ponto pelo caminho, Pedro encontrou Marcos, o evangelista, restaurou sua fé (após ele ter deixado Jesus em
João 6:44-66), e tomou-o como companheiro de viagem e intérprete. A pregação de Pedro na cidade teve tanto sucesso que ele foi presenteado pelos habitantes da cidade com uma estátua e, a pedidos da população, Marcos escreveu os sermões de Pedro, compondo assim o
Evangelho segundo Marcos (Hist. Ecl. II 15 e 16) antes de partir para Alexandria no terceiro ano de Cláudio (43 d.C.).
Ainda de acordo com Eusébio (Hist. Ecl. II 24.1), o sucessor de Marcos como bispo de Alexandria foi
Aniano, no oitavo ano do imperador
Nero (62-63 d.C.), provavelmente (mas não certamente) por conta de sua morte. Tradições coptas posteriores dizem que ele foi
martirizado em 68 d.C.
A evidência de que o autor do Evangelho que tem o seu nome é Marcos vem de
Pápias de Hierápolis, nos fragmentos de sua "Exposição dos oráculos do Senhor".
(...)
A
Igreja Ortodoxa Copta mantém a tradição de que Marcos, o evangelista, foi um dos Setenta Discípulos enviados por Cristo, o que é confirmado pela lista de Hipólito. Porém, a Igreja Copta adotou a tradição que mistura as figuras de Marcos com João Marcos. Ela acredita que foi sim o evangelista que recebeu os discípulos em sua casa após a morte de Jesus, a mesma onde para onde foi o Jesus ressuscitado e onde também o
Espírito Santo desceu nos discípulos no
Pentecostes. Os coptas ainda defendem que Marcos era um dos servos nas
Bodas de Caná, o que despejou a água que Jesus transformou em vinho (
João 2:1-11).
Ainda de acordo com a Igreja Copta, São Marcos nasceu em
Cirene na
Pentápolis, na
antiga Líbia. Esta tradição acrescenta ainda que ele para lá retornou mais tarde, após ter sido enviado por
São Paulo para
Colossos (
Colossenses 4:10 e
Filemon 24:1 - passagens que tratam de
Marcos, primo de Barnabé) e de ter servido com ele em Roma (
2 Timóteo 4:11). Da Pentápolis ele seguiu para Alexandria. Quando Marcos retornou a Alexandria, os pagãos da cidade ficaram ressentidos com os seus esforços para tentar afastar os alexandrinos da religião tradicional helénica. Conta esta tradição que eles colocaram uma corda à volta de seu pescoço e o arrataram pelas ruas até que estivesse morto.
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