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domingo, janeiro 03, 2021

Robertinho do Acordeon morreu há quinze anos

(imagem daqui)
      
José Carlos Ferrarezi, mais conhecido como Robertinho do Acordeon (Lucélia, 9 de janeiro de 1939 - São Paulo, 3 de janeiro de 2006), foi um acordeonista brasileiro.
  
Biografia
Desde criança, ouvia música caipira nos altifalantes das praças de Lucélia, onde nasceu e se criou. Neto e sobrinho de músicos (o seu avô era maestro no teatro Scala e o seu tio teria o mesmo papel em Guaraçaí), foi matriculado pelo pai na escola de música de Armando Patti em Valparaíso, para onde a sua família mudara. Não se deu bem com os estudos formais, porém os seus professores apostavam no seu talento e no seu "ouvido".
Aos 11 anos, integrou o trio Palmeirinha, Lenço Verde e Zezinho, sendo ele o sanfoneiro, cujo sucesso começou a interferir nos estudos, obrigando o pai a tirá-lo do trio. Palmeirinha, anos depois, iria ser consagrado como Tião Carreiro, da dupla Tião Carreiro & Pardinho.
Com a mudança da família para São Paulo, em 1951, Robertinho resolveu tentar a sorte em programas de caloiros, e foram vários - o Calouros Piratininga (rádio Piratininga), o Clube Papai Noel (rádio Tupi), o Peneira Rodhine (rádio Cultura), entre outros, sempre obtendo o primeiro lugar como instrumentista. No entanto, levou com o gongo no programa A Hora do Pato, comandado por Manuel da Nóbrega na antiga rádio Nacional, o que o fez desistir desse recurso e tentar se profissionalizar.
O músico liderava o grupo Robertinho do Acordeon & Seu Regional, que acompanhou no programa Viola, Minha Viola, de Inezita Barroso, na TV Cultura, durante 25 anos. Como compositor, gravou mais de 20 discos, além de ter acompanhado muitos dos principais nomes da música de raiz, como as duplas Tonico & Tinoco, Pedro Bento & Zé da Estrada, Tião Carreiro & Pardinho, além da própria Inezita Barroso. Morreu de cancro do pulmão.