Piet Mondrian, View from the Dunes with Beach and Piers, Domburg, 1909
O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas. Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Piet Mondrian, View from the Dunes with Beach and Piers, Domburg, 1909
Postado por Fernando Martins às 01:54 0 comentários
Marcadores: modernismo, Mondrian, Países Baixos, Piet Mondrian, pintura
Postado por Fernando Martins às 01:53 0 comentários
Marcadores: modernismo, Mondrian, Países Baixos, Piet Mondrian, pintura
Postado por Fernando Martins às 01:52 0 comentários
Marcadores: modernismo, Mondrian, Países Baixos, Piet Mondrian, pintura
Postado por Fernando Martins às 01:51 0 comentários
Marcadores: modernismo, Mondrian, Países Baixos, Piet Mondrian, pintura
Nascido em ambiente rural com clima de fazenda e sítio, Pieter Cornelis Mondrian era de uma família neerlandesa extremamente religiosa. Seu pai, um pastor neerlandês, desejava que o filho seguisse a carreira policial. A religião marcou o jovem Piet e o sentimento metafísico iria permear sua obra durante toda a vida, em maior ou menor grau.
Tendo um tio que trabalhava com pintura, interessou-se pela carreira artística, mas foi obrigado a enfrentar a visão ortodoxa da família, que via na arte um caminho para o pecado. Vê, porém, na possibilidade de dar aulas uma resolução ao seu dilema: prometeu ao pai estudar artes para se tornar um professor.
Insatisfeito com o magistério, Mondrian sentia a necessidade de libertar-se e estabelecer-se como pintor, mas temia enfrentar ao pai (que até então desaprovava a ideia) e a si mesmo, tal o peso de sua formação religiosa. Quando entrou em contacto com a teosofia, porém, encontra no seu ideário uma resolução para o problema: a doutrina pregava o trilhar de um caminho evolutivo pessoal e a arte encaixava-se neste caminho. O contacto com a teosofia irá manifestar-se no trabalho de Mondrian e marcará sua vida profundamente daí em diante.
Piet Mondrian começou a sua carreira como pintor ao mesmo tempo em que trabalhava como professor. A maior parte do seu trabalho deste período é influenciada pelo naturalismo e o impressionismo. No museu Gemeente, em Haia, estão expostos vários trabalhos deste período, incluindo exemplares pós-impressionistas tais como "O Moinho Vermelho" e "Árvores ao andar". O museu também tem exemplos do seu trabalho geométrico posterior.
Após entrar em contato com a teosofia, Mondrian passa por um breve período simbolista, que lhe será fundamental para que atinja a abstração. Este período costuma-se confundir com a radical abstração que caracterizaria o resto de sua obra, já revelando uma certa tendência à geometrização e à síntese da realidade. Além do pensamento espiritual calcado na busca de uma essência matemática e racional para a existência que caracteriza a teosofia, Mondrian também exibiu um interesse quase obsessivo pelo jazz – pela identificação de sua alegria contagiante com o ritmo irregular que, ele também, possuiria um fundamento matemático.
A abordagem sequencial de três telas com árvores (A árvore vermelha - 1908, A árvore cinzenta - 1912 e Macieira em Flor - 1912), mostra como se processou a desconstrução figurativista de sua obra.
Em 1911, visitou uma exposição cubista em Amesterdão que o marcou profundamente e teve grande influência no seu trabalho posterior.
A partir de 1917 até a década de 1940 desenvolve sua grande obra neoplástica.
Essa fase de sua obra, a mais popularmente difundida, se caracteriza por pinturas cujas estruturas são definidas por linhas pretas ortogonais (o uso de diagonais induziria a perceção a ver profundidade na tela e motivou o rompimento de sua amizade com Theo Van Doesburg, posteriormente). Essas linhas definem espaços que se relacionam de diferentes modos com os limites da pintura, e que podem ou não serem preenchidos com uma cor primária: amarelo, azul e vermelho, decisão que mostra sua estreita relação com as teorias estéticas da Bauhaus e da Escola de Ulm, e que definem pesos visuais diferentes para esses espaços. Os blocos de cor pintados de modo fosco e distribuídos assimetricamente reforçam a ideia de um movimento superficial que se estende perpetuamente, indicando que o pintor investia na perceção de sua obra como uma abstração materialista e sem profundidade, criticando a pintura histórica enquanto produzia uma abstração racionalista, espiritualista e sobretudo concreta do mundo.
A sua obra, muitas vezes copiada, continua a inspirar a arte, o design, a moda e a publicidade que a apropriam como design, sem necessariamente levar em conta sua fundamental e filosófica recusa à imagem.
Em 1930, Lola Prusac, estilista da Casa Hermès, criou uma linha completa de bolsas e malas que são inspiradas diretamente nas obras de Mondrian com cortes vermelhos, amarelos e azuis.
O seu quadro Broadway Boogie-Woogie, que pode ser visto no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque-MoMa, pertence à fase posterior ao Neoplasticismo, quando Mondrian se liberta das regras a que ele próprio se impôs.
Postado por Fernando Martins às 00:15 0 comentários
Marcadores: modernismo, Mondrian, Países Baixos, Piet Mondrian, pintura