Filho mais velho de
Manuel Pedro Marto e de sua mulher
Olímpia de Jesus dos Santos, Francisco foi baptizado na
Igreja Paroquial de Fátima e era uma criança típica do
Portugal rural da época. Como não era obrigatório, não frequentava a
escola e trabalhava como
pastor, em conjunto com a sua irmã
Jacinta Marto e a sua prima
Lúcia dos Santos. Após os eventos que viriam a ser conhecidos como as
aparições de Fátima, Francisco ingressou no ensino primário, mas acabou por deixar de assistir às aulas.
De acordo com as memórias de Lúcia, Francisco era um rapaz muito dado, mas calmo, e gostava de
música, o qual mostrava habilidade no
pífaro.
Sendo muito independente nas opiniões, era, no entanto, pacificador, e
mostrava-se muito respeitoso pelas pessoas. Conta a sua prima que até
os animais não escapavam à sua caridade.
Na sequência das
aparições marianas,
o comportamento dos dois irmãos alterou-se e desde então Francisco
passou a preferir rezar sozinho. Marcado pelas palavras de Nossa Senhora
para "que não ofendam mais a Deus", ele retirava-se na solidão "para
consolar Jesus pelos pecados do mundo".
As três crianças, particularmente o Francisco, tinham o costume de
praticar mortificações e penitências, mas que Nossa Senhora, numa das
Suas aparições, pedira moderação. Contudo, como
penitência,
Francisco deixara de ir à escola e escondia-se para fazer reparação
pelos pecadores. É possível que os prolongados jejuns o tenham
enfraquecido a ponto de sucumbir à epidemia gerada pela
pneumónica que varreu a
Europa em
1918, em consequência da
Primeira Guerra Mundial. Ele acabou por falecer em casa em
1919. O seu corpo encontra-se sepultado na
Basílica de Nossa Senhora do Rosário em
Fátima.
Francisco e a irmã
Jacinta Marto foram
beatificados pelo
Papa João Paulo II em
13 de maio de
2000. O seu dia festivo é
20 de fevereiro. A sua
canonização realizada pelo
Papa Francisco ocorreu no dia
13 de maio de
2017, por ocasião das celebrações do Centenário das
Aparições de Fátima.