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Mandela e de Klerk: os adversários cumprimentam-se
Em
11 de fevereiro
de 1990 Mandela finalmente é solto. Uma multidão aclama-o,
respondendo quando no gesto de luta ergue o punho fechado. Tem fim o
longo cárcere, e ele iria depois registar o momento: "
Quando me vi
no meio da multidão, alcei o punho direito e estalou um clamor. Não
havia podido fazer isso desde há vinte e sete anos, e me invadiu uma
sensação de alegria e de força."
Os passos de Mandela ao sair da prisão de Victor Vester, atualmente renomeada para Drakenstein,
foram perpetuados na sua entrada, com uma estátua em bronze de 3
metros de altura em que o líder aparece com o braço direito erguido e o
punho fechado, inaugurada em 2008.
Nos encontros públicos que então realizaram mais tarde Mandela gritava "Amandla!" ("Poder!), ao que a multidão respondia - "Awethu!" ("Para o povo!"); mas os seus discursos não eram tão inflamados, e sim conciliadores, para a deceção dos setores mais radicais.
As inovações que encontrou fora da prisão foram-lhe um choque; ao ter sido preso, em 1958, não havia sequer
televisão
no país; ficou surpreso por ser possível usar o telefone dentro de um
avião - tinha que enfrentar um ritmo de vida que não conhecia.
Em julho de 1991 é eleito presidente do ANC, e passa a empreender
viagens a vários países (inclusive ao Brasil), mostrando-se desde então
um verdadeiro
estadista.
Em julho de 1992 um
referendo entre os brancos dá ao governo, com mais de 68% de votos, o aval para as reformas e permitem a realização de uma futura
constituinte.
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