
As principais conquistas políticas de Brejnev durante a sua liderança
foram a retomada das relações diplomáticas soviéticas com diversos
países, as iniciativas de cooperação, junto das potências
ocidentais,
pela paz mundial e a criação de um bem-estar social em seu país, que
entretanto potencializou a crise económica que fez estremecer a URSS. Ele
também teve influente participação na expansão do
socialismo a sua maior extensão, através do investimento em revoluções ao redor do globo.
Em termos políticos, a liderança de Brejnev perante a União Soviética representou o retorno do poder
estalinista, tendo ele inclusive tentado uma má sucedida reabilitação do nome de seu antecessor
Estaline.
Morre, de forma suspeita, em
1982, provavelmente de
overdose, estimulada pela sua enfermeira, associada à polícia secreta, chefiada por
Iuri Andropov, o presumido sucessor de Brejnev. Menos de dez anos após a sua morte, durante o governo de
Mikhail Gorbatchov, uma crise tomaria conta da
URSS, levando o país ao caos e posteriormente à desintegração. Por esse motivo, os anos de Brejnev são muitas vezes lembrados como
anos dourados.
(...)
Até
1962, aproximadamente, o posto de Khrushchev na liderança soviética permanece sólido, mas em parte por causa da derrota na
crise dos mísseis cubanos,
políticas demasiado liberais e diversos comentários inoportunos, os
membros do partido começam a se preocupar com o futuro do país. Para
piorar, aumento das dificuldades económicas da
União Soviética aumentou a pressão. Aparentemente, Brejnev era leal a Khrushchev, mas em
1963 vê-se implicado numa conspiração iniciada pelo
arménio Anastas Mikoyan,
cujo objetivo é depor Khrushchev. Neste ano, sucede a Frol Kozlov na
liderança do Comité Central, e passa a ser, por esse posto, o sucessor
oficial de Khrushchev.
Em 14 de outubro de 1964, aproveitando as férias de Khrushchev, os conspiradores executam o seu golpe de estado e retiram-lhe o poder, instituindo um triunvirato, cuja versão soviética seria denominada troika. Brejnev converte-se no chefe do PCUS, Alexey Kosygin no
chefe de governo, e Mikoyan no
chefe de estado, sendo sucedido, quatro anos depois, por
Nikolai Podgorny.

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