Timor-Leste (oficialmente chamado de
República Democrática de Timor-Leste) é um dos
países mais jovens do mundo, e ocupa a parte oriental da ilha de
Timor no
Sudeste Asiático, além do
exclave de
Oecusse, na costa norte da parte ocidental de Timor, da ilha de
Ataúro, a norte, e do ilhéu de
Jaco ao largo da ponta leste da ilha. As únicas fronteiras terrestres que o país tem ligam-no à
Indonésia, a oeste da porção principal do território, e a leste, sul e oeste de Oecusse, mas tem também fronteira marítima com a
Austrália, no
Mar de Timor, a sul. A sua capital é
Díli, situada na costa norte.
O primeiro contacto europeu com a
ilha foi feito pelos
portugueses quando estes lá chegaram em
1512
em busca do sândalo. Durante quatro séculos, os portugueses apenas
utilizaram o território timorense para fins comerciais, explorando os
recursos naturais da ilha.
Díli, a capital do
Timor Português,
apenas nos anos 1960 começou a dispor de luz elétrica, e na década
seguinte, água, esgoto, escolas e hospitais. O resto do país,
principalmente em zonas rurais, continuava atrasado.
Até agosto de
1975
Portugal liderou o processo de auto-determinação de Timor-Leste,
promovendo a formação de partidos políticos tendo em vista a
independência do território. Quando as forças pró-indonésias atacam as
forças portuguesas no território, estas são obrigadas a deixar a ilha de
Timor e refugiam-se em
Ataúro
quando se dá início à Guerra Civil entre a FRETILIN e as forças
pró-Indonésias.
A FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor-Leste) saiu
vitoriosa da guerra civil e proclamou a independência a 28 de novembro
do mesmo ano, o que não foi reconhecido por Portugal. A proclamação da
independência por um partido de tendência marxista levou a que a
Indonésia invadisse Timor Leste. Em
7 de dezembro, os militares indonésios desembarcavam em
Díli, ocupando brevemente toda a parte oriental de Timor, apesar do repúdio da Assembleia-Geral e do Conselho de Segurança da
ONU, que reconheceram Portugal como potência administrante do território.
A
ocupação militar da Indonésia em Timor-Leste fez com que o território se tornasse a 27.ª província indonésia, chamada "
Timor Timur". Uma política de
genocídio
resultou num longo massacre de timorenses. Centenas de aldeias foram
destruídas pelos bombardeamentos do exército da Indonésia, sendo utilizadas toneladas de
napalm
contra a resistência timorense (chamada de
Falintil). O uso do produto
queimou boa parte das florestas do país, limitando o refúgio dos
guerrilheiros na densa vegetação local.
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