quarta-feira, abril 13, 2022
Há 47 anos um atentado, seguido de massacre, deu início à Guerra Civil Libanesa
O Massacre do Autocarro (também conhecido como incidente ou massacre de Ayin-el-Remmaneh) é comummente apresentado como a espoleta que detonou os conflitos sectários que culminaram na Guerra Civil Libanesa.
História
Em 13 de abril de 1975, no subúrbio cristão de Ayin-el-Remmaneh, no leste de Beirute, atiradores não-identificados, viajando dentro de um automóvel a alta velocidade, abriram fogo contra membros do Partido Kata'ib (mais conhecido como Falanges Libanesas) que deixavam uma cerimónia na igreja maronita. Pierre Gemayel, líder do Kata'ib e patriarca de uma das mais poderosas famílias do Líbano, estava presente e escapou ileso do atentado, que deixou quatro mortos e foi imediatamente atribuído a grupos palestinianos.
Horas mais tarde, partidários dos Gemayel retaliaram, matando vinte e seis militantes da Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando
Geral (ou FPLP-CG, uma dissidência radical da Frente) que viajavam num
autocarro em Ayin-el-Remmaneh, após assistirem a uma conferência da
FPLP-CG, e estavam a caminho do campo de refugiados
palestiniano de Tel al-Zaatar. Conforme a notícia do assassinato se
espalhava, eclodiam confrontos armados entre milícias palestinas e as
falanges por toda a cidade de Beirute. Logo as milícias que integravam o Movimento Nacional Libanês entraram na batalha, ao lado dos palestinianos.
Numerosas tentativas de cessa-fogo e conversações políticas
fracassaram. Episódios esporádicos de violência cresceram até culminarem
em uma guerra civil que matou oitenta mil pessoas nos dois anos seguintes.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 00:47
Marcadores: Falanges Libanesas, FPLP, Guerra Civil Libanesa, Líbano, massacre de Ayin-el-Remmaneh, Massacre do Autocarro, OLP
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)



Sem comentários:
Enviar um comentário