João Paulo II iniciou uma histórica visita à sua terra natal, a Polónia, tornando-se o primeiro papa a viajar a um país de regime comunista, onde foi rececionado oficialmente por toda a hierarquia das autoridades nacionais.
segunda-feira, junho 02, 2014
A histórica visita do Papa à sua Polónia natal começou há 35 anos
João Paulo II iniciou uma histórica visita à sua terra natal, a Polónia, tornando-se o primeiro papa a viajar a um país de regime comunista, onde foi rececionado oficialmente por toda a hierarquia das autoridades nacionais.
O prestígio de Karol Wojtyla foi fator decisivo nesta conquista da Igreja católica. Embora o seu pontificado estivesse ainda no alvorecer da jornada, já firmava-se por um prestígio moral jamais igualado por nenhum líder religioso ou político da era contemporânea. A firmeza de sua fé, a clareza das posições que sempre defendeu, a riqueza de sua personalidade carismática, lhe deram de imediato a veneração dos católicos, trouxeram-lhe respeito e a admiração entre povos e Governos de toda a origem cultural.
Durante toda a semana de sua peregrinação no país, o Papa presenciou as mais efusivas demonstrações de fé de um povo que, sem renegar ou abdicar de seus valores ideológicos, buscou substituir as sequelas da intransigência das armas no pós-guerra pela conquista da paz na convivência da humanidade. E respondeu com mesma exaltação aos milhões fiéis pedindo que a Polónia não excluísse Cristo da História, numa proposta de renovar o país através de um vínculo com os católicos polacos que mantiveram a sua fé durante mesmo nas décadas de comunismo.
O influente conciliador João Paulo II
Nos anos 70 a Polónia estava numa crise profunda. Temia-se pelo impacto que a mudança do sistema centralizado para uma democracia causaria no país. A influência do maior expoente da Igreja católica, João Paulo II, foi fundamental para a amenização dessa transformação política. Tendo influência notável até entre ateus e comunistas, conciliou frentes adversas comprometidas com uma solução pacífica para os problemas nacionais. Muitos historiadores defendem que a eleição de um papa do leste da Europa foi decisiva para o colapso do comunismo uma década depois.
Postado por Fernando Martins às 03:50
Marcadores: comunismo, cortina de ferro, João Paulo II, Papa João Paulo II, Polónia
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