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segunda-feira, outubro 19, 2026

O Everest não é a maior montanha na História geológica da Terra...

Já existiu na Terra uma montanha mais alta do que o Everest?

 

 

 

O Evereste talvez seja hoje o rei do planeta, mas já alguma vez a Terra ergueu da sua superfície uma montanha maior?

Às vezes, erguer picos altíssimos dá muita luta. E haverá acontecimento mais estrondoso do que o choque de placas continentais?

Estes amontoados geológicos deram origem a algumas das maiores e mais altas montanhas do planeta, incluindo o Evereste e os seus vizinhos dos Himalaias. Mas terá existido alguma vez um pico mais alto do que o Evereste, que se ergue a 8.849 metros acima do nível do mar?

A resposta continua a ser um mistério.

Mas há pistas geológicas sobre onde estariam os picos mais altos num passado remoto, explicam especialistas ouvidos pela Live Science.

Os geólogos não têm detalhes exatos que permitam apontar qual foi o pico mais alto há centenas de milhões de anos. “Infelizmente, nunca vamos conseguir esse grau de pormenor”, diz Alan Collins, professor de geologia na Universidade de Adelaide, na Austrália.

Ainda assim, há pistas em sedimentos que ficaram presos na crosta terrestre e que sugerem a grandeza perdida de cumes nevados e picos dos primórdios do planeta. Os cientistas estudam estas crostas para perceber até que profundidade desceram, o que pode revelar a altura das montanhas antigas.

As montanhas são, no fundo, pedaços da crosta continental empurrados para cima à medida que as placas tectónicas colidem devagar umas com as outras. Esta crosta é muito pesada e há muito mais nela do que se vê à superfície.

Mesmo os picos mais espetacularmente altos, como o Evereste (que, curiosamente, é apenas o 46º mais alto do Mundo), estão ancorados em crosta profunda. Tal como a crosta é empurrada para cima para formar os picos, também é empurrada para baixo, bem fundo.

Tanto Collins como Ziyi Zhu, geoquímica na Universidade Curtin, na Austrália, comparam as montanhas a icebergues: só uma pequena parte espreita acima da superfície.

“Podemos defender ou especular que a maior montanha ficava num sítio onde a crosta tinha raízes profundas”, disse Zhu à Live Science.

Os geólogos calculam que os Himalaias, por exemplo, têm uma coluna de crosta que desce até 80 quilómetros. Se compararmos com a altitude do Evereste, de cerca de 9.000 metros, a montanha mais alta do mundo representa, quando muito, apenas 14% da laje de rocha de que faz parte.

Ou seja, há um limite para a altura que as montanhas podem atingir antes de ruírem sob o próprio peso.

Os Himalaias começaram a formar-se há cerca de 45 milhões de anos, com a colisão entre as placas continentais indiana e eurasiática. Para montanhas, são relativamente jovens. E é em parte por isso que ainda são tão altos.

As montanhas altas e recortadas desgastam-se depressa com o tempo. Ainda assim, os Himalaias continuam a crescer, porque as duas placas continuam a colidir.

Mas estas colisões continentais já aconteceram inúmeras vezes antes.

Foi o caso da super-montanha Transgondwana, uma antiga cordilheira no que é hoje a África Oriental, começou a surgir há cerca de 650 milhões de anos, quando a África e a América do Sul embateram na Arábia, na Índia, na Austrália e na Antártida, e formaram o supercontinente Gondwana.

Gondwana voltou a dividir-se.

Mas os vestígios destas montanhas em sítios como o sul da Índia, o Sri Lanka, a Tanzânia e o Quénia indicam que eram três vezes mais compridas do que os Himalaias.

“Se agora andarmos por lá, vemos rochas que estiveram na base deste cinturão de montanhas”, diz Collins. Em média, a crosta é mais profunda do que a dos Himalaias. “Achamos que isto tem pelo menos a escala dos Himalaias, se não mais“, disse Collins.

As crostas encontradas nestas zonas também dão pistas sobre a altura das montanhas, com secções que descem até 30 quilómetros de profundidade, apesar de quinhentos milhões de anos de erosão. “A certa altura, estariam provavelmente a meio de uma coluna de crosta com 60 quilómetros de profundidade“, disse Collins.

Ou seja, as montanhas acima desta base podiam ser tão altas como o Evereste.

Nos Himalaias, as montanhas mais altas ficam na orla do Planalto Tibetano, que tem a maior altitude do planeta: cerca de 6 quilómetros acima do nível do mar, em média.

A cordilheira Transgondwana talvez tivesse um planalto parecido à volta do sul de Madagáscar. Nesse caso, a sua orla ficaria no leste de Madagáscar, no sul da Índia e no leste da Antártida, disse Collins.

Outro candidato às montanhas mais altas foi a orogenia de Grenville, que surgiu com a formação do supercontinente Rodínia, a partir de há cerca de 1,3 mil milhões de anos. Os seus restos podem ver-se no sudeste do Ontário e no noroeste do Vermont.

Mas sabe-se menos sobre esta cordilheira extinta, disse Collins, e há investigadores que defendem que não teria sido tão alta como a Transgondwana ou os Himalaias.

Mais atrás no tempo, há cerca de 2 mil milhões de anos, a formação do supercontinente Nuna (também chamado Columbia) deixou igualmente vestígios de montanhas verdadeiramente gigantes.

No seu artigo, Zhu encontrou provas desta supermontanha ao analisar a composição de cristais de zircão que ficaram na crosta, por baixo desta cordilheira desaparecida.

Mas, se recuarmos ainda mais, o quadro fica mais turvo.

Quando a Terra era mais quente, é provável que as montanhas não conseguissem ser tão altas, porque uma crosta mais quente aguenta menos peso, diz Collins.

As placas continentais e as rochas estáveis só começaram a formar-se há cerca de 4 mil milhões de anos. E foram precisas mais algumas centenas de milhões de anos para se formarem os grandes continentes.

Para Zhu, as cordilheiras de Nuna, Transgondwana e dos Himalaias são, para já, os melhores candidatos a ter tido as montanhas mais altas de sempre. Mas é provável que seja impossível apontar o pico mais alto em concreto, pelo menos com os métodos científicos atuais.

“É uma questão em aberto”, diz Zhu.

 

in ZAP

terça-feira, julho 14, 2026

O Matterhorn foi escalado pela primeira vez há 161 anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/21/Matterhorn%2C_March_2019_%2801%29.jpg/960px-Matterhorn%2C_March_2019_%2801%29.jpg
O Matterhorn visto de Zermatt
   
O Matterhorn ou Cervino (em francês Cervin e em italiano Cervino) é talvez a montanha mais conhecida dos Alpes, a par do Monte Branco. Localizado na fronteira da Suíça com a Itália, com 4.478 metros  de altitude, a sua graciosa silhueta domina a cidade suíça de Zermatt e a cidade italiana de Breuil-Cervinia, no Valtournenche.
Foi a última grande montanha dos Alpes a ser escalada, talvez devido aos receios que provocava em muitos montanhistas. A sua primeira ascensão marca o final da idade de ouro do alpinismo de meados do século XIX. Apesar de se destacar com um desnível alto e forma triangular bem definida, não possui um valor elevado de proeminência topográfica pois muitos montes mais altos são próximos e unidos por tergos de altitude elevada (casos do Monte Rosa, Dom, Liskamm e Weisshorn). O seu cume-pai é o Weisshorn.
A sua vertente norte é uma das "grandes vertentes norte dos Alpes".
A sua forma inspirou a cultura ocidental em numerosas ocasiões, desde o formato dos chocolates Toblerone, ao batismo de outros montes de forma semelhante (como o Machapuchare, o Matterhorn do Nepal), à utilização em capas de álbuns dos grupos Depeche Mode e Goldfrapp.
    
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7f/Matterhorn_disaster_Dore.jpg/500px-Matterhorn_disaster_Dore.jpg
A tragédia do Monte Cervino, em 14 de julho de 1865 - gravura de Gustave Doré
     
Primeira subida e acidente
Foi apenas em 14 de julho de 1865, que depois de muitas tentativas falhadas, que Edward Whymper e o guia Peter Taugwalder tentaram seguir a chamada rota Hörnli, e conseguir subir ao cume do Matterhorn/Cervino, tendo sido surpreendidos pela facilidade do percurso.
Na realidade a cordada que completa era formada pelo guia Michel Croz que acompanhava Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Robert Hadow e pelo guia Peter Taugwalder pai, acompanhado pelo seu filho também chamado Peter, e por Edward Whymper, ganhou o cotovelo pela aresta de Hörnli. Mais acima dirigiram-se para a face norte. Edward Whymper foi o primeiro a atingir o cume e para esse fim cortou a corda e poder assim, quase correndo, ser o primeiro a lá chegar. Foi seguido pelo seu guia Michel Croz de Chamonix, que achou por bem não o deixar partir em solitário. Mais lentamente foram chegando os outros composto pelo reverendo Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Douglas R. Hadow, o grupo dos ingleses, assim que Peter Taugwalder e o filho.
Na descida, os quatro primeiros da cordada (Croz, Hadow, Hudson e Douglas), tiveram uma queda mortal ao longo da face norte, acima do famoso "cotovelo".
    

segunda-feira, julho 14, 2025

O Matterhorn foi escalado pela primeira vez há 160 anos

O Matterhorn visto de Zermatt
   
O Matterhorn ou Cervino (em francês Cervin e em italiano Cervino) é talvez a montanha mais conhecida dos Alpes, a par do Monte Branco. Localizado na fronteira da Suíça com a Itália, com 4.478 metros  de altitude, a sua graciosa silhueta domina a cidade suíça de Zermatt e a cidade italiana de Breuil-Cervinia, no Valtournenche.
Foi a última grande montanha dos Alpes a ser escalada, talvez devido aos receios que provocava em muitos montanhistas. A sua primeira ascensão marca o final da idade de ouro do alpinismo de meados do século XIX. Apesar de se destacar com um desnível alto e forma triangular bem definida, não possui um valor elevado de proeminência topográfica pois muitos montes mais altos são próximos e unidos por tergos de altitude elevada (casos do Monte Rosa, Dom, Liskamm e Weisshorn). O seu cume-pai é o Weisshorn.
A sua vertente norte é uma das "grandes vertentes norte dos Alpes".
A sua forma inspirou a cultura ocidental em numerosas ocasiões, desde o formato dos chocolates Toblerone, ao batismo de outros montes de forma semelhante (como o Machapuchare, o Matterhorn do Nepal), à utilização em capas de álbuns dos grupos Depeche Mode e Goldfrapp.
    
A tragédia do Monte Cervino, em 14 de julho de 1865 - gravura de Gustave Doré
     
Primeira subida e acidente
Foi apenas em 14 de julho de 1865, que depois de muitas tentativas falhadas, que Edward Whymper e o guia Peter Taugwalder tentaram seguir a chamada rota Hörnli, e conseguir subir ao cume do Matterhorn/Cervino, tendo sido surpreendidos pela facilidade do percurso.
Na realidade a cordada que completa era formada pelo guia Michel Croz que acompanhava Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Robert Hadow e pelo guia Peter Taugwalder pai, acompanhado pelo seu filho também chamado Peter, e por Edward Whymper, ganhou o cotovelo pela aresta de Hörnli. Mais acima dirigiram-se para a face norte. Edward Whymper foi o primeiro a atingir o cume e para esse fim cortou a corda e poder assim, quase correndo, ser o primeiro a lá chegar. Foi seguido pelo seu guia Michel Croz de Chamonix, que achou por bem não o deixar partir em solitário. Mais lentamente foram chegando os outros composto pelo reverendo Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Douglas R. Hadow, o grupo dos ingleses, assim que Peter Taugwalder e o filho.
Na descida, os quatro primeiros da cordada (Croz, Hadow, Hudson e Douglas), tiveram uma queda mortal ao longo da face norte, acima do famoso "cotovelo".
    

domingo, julho 14, 2024

O Matterhorn foi escalado pela primeira vez há 159 anos

O Matterhorn visto de Zermatt
   
O Matterhorn ou Cervino (em francês Cervin e em italiano Cervino) é talvez a montanha mais conhecida dos Alpes, a par do Monte Branco. Localizado na fronteira da Suíça com a Itália, com 4.478 metros  de altitude, a sua graciosa silhueta domina a cidade suíça de Zermatt e a cidade italiana de Breuil-Cervinia, no Valtournenche.
Foi a última grande montanha dos Alpes a ser escalada, talvez devido aos receios que provocava em muitos montanhistas. A sua primeira ascensão marca o final da idade de ouro do alpinismo de meados do século XIX. Apesar de se destacar com um desnível alto e forma triangular bem definida, não possui um valor elevado de proeminência topográfica pois muitos montes mais altos são próximos e unidos por tergos de altitude elevada (casos do Monte Rosa, Dom, Liskamm e Weisshorn). O seu cume-pai é o Weisshorn.
A sua vertente norte é uma das "grandes vertentes norte dos Alpes".
A sua forma inspirou a cultura ocidental em numerosas ocasiões, desde o formato dos chocolates Toblerone, ao batismo de outros montes de forma semelhante (como o Machapuchare, o Matterhorn do Nepal), à utilização em capas de álbuns dos grupos Depeche Mode e Goldfrapp.
    
A tragédia do Monte Cervino, em 14 de julho de 1865 - gravura de Gustave Doré
     
Primeira subida e acidente
Foi apenas em 14 de julho de 1865, que depois de muitas tentativas falhadas, que Edward Whymper e o guia Peter Taugwalder tentaram seguir a chamada rota Hörnli, e conseguir subir ao cume do Matterhorn/Cervino, tendo sido surpreendidos pela facilidade do percurso.
Na realidade a cordada que completa era formada pelo guia Michel Croz que acompanhava Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Robert Hadow e pelo guia Peter Taugwalder pai, acompanhado pelo seu filho também chamado Peter, e por Edward Whymper, ganhou o cotovelo pela aresta de Hörnli. Mais acima dirigiram-se para a face norte. Edward Whymper foi o primeiro a atingir o cume e para esse fim cortou a corda e poder assim, quase correndo, ser o primeiro a lá chegar. Foi seguido pelo seu guia Michel Croz de Chamonix, que achou por bem não o deixar partir em solitário. Mais lentamente foram chegando os outros composto pelo reverendo Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Douglas R. Hadow, o grupo dos ingleses, assim que Peter Taugwalder e o filho.
Na descida, os quatro primeiros da cordada (Croz, Hadow, Hudson e Douglas), tiveram uma queda mortal ao longo da face norte, acima do famoso "cotovelo".
    

sexta-feira, julho 14, 2023

O Matterhorn foi escalado pela primeira vez há 158 anos

O Matterhorn visto de Zermatt
   
O Matterhorn ou Cervino (em francês Cervin e em italiano Cervino) é talvez a montanha mais conhecida dos Alpes, a par do Monte Branco. Localizado na fronteira da Suíça com a Itália, com 4.478 metros  de altitude, a sua graciosa silhueta domina a cidade suíça de Zermatt e a cidade italiana de Breuil-Cervinia, no Valtournenche.
Foi a última grande montanha dos Alpes a ser escalada, talvez devido aos receios que provocava em muitos montanhistas. A sua primeira ascensão marca o final da idade de ouro do alpinismo de meados do século XIX. Apesar de se destacar com um desnível alto e forma triangular bem definida, não possui um valor elevado de proeminência topográfica pois muitos montes mais altos são próximos e unidos por tergos de altitude elevada (casos do Monte Rosa, Dom, Liskamm e Weisshorn). O seu cume-pai é o Weisshorn.
A sua vertente norte é uma das "grandes vertentes norte dos Alpes".
A sua forma inspirou a cultura ocidental em numerosas ocasiões, desde o formato dos chocolates Toblerone, ao batismo de outros montes de forma semelhante (como o Machapuchare, o Matterhorn do Nepal), à utilização em capas de álbuns dos grupos Depeche Mode e Goldfrapp.
    
A tragédia do Monte Cervino, em 14 de julho de 1865 - gravura de Gustave Doré
     
Primeira subida e acidente
Foi apenas em 14 de julho de 1865, que depois de muitas tentativas falhadas, que Edward Whymper e o guia Peter Taugwalder tentaram seguir a chamada rota Hörnli, e conseguir subir ao cume do Matterhorn/Cervino, tendo sido surpreendidos pela facilidade do percurso.
Na realidade a cordada que completa era formada pelo guia Michel Croz que acompanhava Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Robert Hadow e pelo guia Peter Taugwalder pai, acompanhado pelo seu filho também chamado Peter, e por Edward Whymper, ganhou o cotovelo pela aresta de Hörnli. Mais acima dirigiram-se para a face norte. Edward Whymper foi o primeiro a atingir o cume e para esse fim cortou a corda e poder assim, quase correndo, ser o primeiro a lá chegar. Foi seguido pelo seu guia Michel Croz de Chamonix, que achou por bem não o deixar partir em solitário. Mais lentamente foram chegando os outros composto pelo reverendo Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Douglas R. Hadow, o grupo dos ingleses, assim que Peter Taugwalder e o filho.
Na descida, os quatro primeiros da cordada (Croz, Hadow, Hudson e Douglas), tiveram uma queda mortal ao longo da face norte, acima do famoso "cotovelo".
    

quinta-feira, julho 14, 2022

O Matterhorn foi escalado pela primeira vez há 157 anos

O Matterhorn visto de Zermatt
   
O Matterhorn ou Cervino (em francês Cervin e em italiano Cervino) é talvez a montanha mais conhecida dos Alpes, a par do Monte Branco. Localizado na fronteira da Suíça com a Itália, com 4.478 metros  de altitude, a sua graciosa silhueta domina a cidade suíça de Zermatt e a cidade italiana de Breuil-Cervinia, no Valtournenche.
Foi a última grande montanha dos Alpes a ser escalada, talvez devido aos receios que provocava em muitos montanhistas. A sua primeira ascensão marca o final da idade de ouro do alpinismo de meados do século XIX. Apesar de se destacar com um desnível alto e forma triangular bem definida, não possui um valor elevado de proeminência topográfica pois muitos montes mais altos são próximos e unidos por tergos de altitude elevada (casos do Monte Rosa, Dom, Liskamm e Weisshorn). O seu cume-pai é o Weisshorn.
A sua vertente norte é uma das "grandes vertentes norte dos Alpes".
A sua forma inspirou a cultura ocidental em numerosas ocasiões, desde o formato dos chocolates Toblerone, ao batismo de outros montes de forma semelhante (como o Machapuchare, o Matterhorn do Nepal), à utilização em capas de álbuns dos grupos Depeche Mode e Goldfrapp.
    
A tragédia do Monte Cervino, em 14 de julho de 1865 - gravura de Gustave Doré
     
Primeira subida e acidente
Foi apenas em 14 de julho de 1865, que depois de muitas tentativas falhadas, que Edward Whymper e o guia Peter Taugwalder tentaram seguir a chamada rota Hörnli, e conseguir subir ao cume do Matterhorn/Cervino, tendo sido surpreendidos pela facilidade do percurso.
Na realidade a cordada que completa era formada pelo guia Michel Croz que acompanhava Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Robert Hadow e pelo guia Peter Taugwalder pai, acompanhado pelo seu filho também chamado Peter, e por Edward Whymper, ganhou o cotovelo pela aresta de Hörnli. Mais acima dirigiram-se para a face norte. Edward Whymper foi o primeiro a atingir o cume e para esse fim cortou a corda e poder assim, quase correndo, ser o primeiro a lá chegar. Foi seguido pelo seu guia Michel Croz de Chamonix, que achou por bem não o deixar partir em solitário. Mais lentamente foram chegando os outros composto pelo reverendo Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Douglas R. Hadow, o grupo dos ingleses, assim que Peter Taugwalder e o filho.
Na descida, os quatro primeiros da cordada (Croz, Hadow, Hudson e Douglas), fizeram uma queda mortal ao longo da face norte, acima do famoso "cotovelo".
    

quarta-feira, julho 14, 2021

O Matterhorn foi escalado pela primeira vez há 156 anos

O Matterhorn visto de Zermatt
   
O Matterhorn ou Cervino (em francês Cervin e em italiano Cervino) é talvez a montanha mais conhecida dos Alpes, a par do Monte Branco. Localizado na fronteira da Suíça com a Itália, com 4.478 metros  de altitude, a sua graciosa silhueta domina a cidade suíça de Zermatt e a cidade italiana de Breuil-Cervinia, no Valtournenche.
Foi a última grande montanha dos Alpes a ser escalada, talvez devido aos receios que provocava em muitos montanhistas. A sua primeira ascensão marca o final da idade de ouro do alpinismo de meados do século XIX. Apesar de se destacar com um desnível alto e forma triangular bem definida, não possui um valor elevado de proeminência topográfica pois muitos montes mais altos são próximos e unidos por tergos de altitude elevada (casos do Monte Rosa, Dom, Liskamm e Weisshorn). O seu cume-pai é o Weisshorn.
A sua vertente norte é uma das "grandes vertentes norte dos Alpes".
A sua forma inspirou a cultura ocidental em numerosas ocasiões, desde o formato dos chocolates Toblerone, ao batismo de outros montes de forma semelhante (como o Machapuchare, o Matterhorn do Nepal), à utilização em capas de álbuns dos grupos Depeche Mode e Goldfrapp.
    
A tragédia do Monte Cervino, em 14 de julho de 1865 - gravura de Gustave Doré
     
Primeira subida e acidente
Foi apenas em 14 de julho de 1865, que depois de muitas tentativas falhadas, que Edward Whymper e o guia Peter Taugwalder tentaram seguir a chamada rota Hörnli, e conseguir subir ao cume do Matterhorn/Cervino, tendo sido surpreendidos pela facilidade do percurso.
Na realidade a cordada que completa era formada pelo guia Michel Croz que acompanhava Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Robert Hadow e pelo guia Peter Taugwalder pai, acompanhado pelo seu filho também chamado Peter, e por Edward Whymper, ganhou o cotovelo pela aresta de Hörnli. Mais acima dirigiram-se para a face norte. Edward Whymper foi o primeiro a atingir o cume e para esse fim cortou a corda e poder assim, quase correndo, ser o primeiro a lá chegar. Foi seguido pelo seu guia Michel Croz de Chamonix, que achou por bem não o deixar partir em solitário. Mais lentamente foram chegando os outros composto pelo reverendo Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Douglas R. Hadow, o grupo dos ingleses, assim que Peter Taugwalder e o filho.
Na descida, os quatro primeiros da cordada (Croz, Hadow, Hudson e Douglas), fizeram uma queda mortal ao longo da face norte, acima do famoso "cotovelo".

terça-feira, julho 14, 2020

O Matterhorn foi escalado pela primeira vez há 155 anos

O Matterhorn/Cervino visto de Zermatt
   
O Matterhorn ou Cervino (em francês Cervin e em italiano Cervino) é talvez a montanha mais conhecida dos Alpes, a par do Monte Branco. Localizado na fronteira da Suíça com a Itália, com 4.478 metros  de altitude, a sua graciosa silhueta domina a cidade suíça de Zermatt e a cidade italiana de Breuil-Cervinia, no Valtournenche.
Foi a última grande montanha dos Alpes a ser escalada, talvez devido aos receios que provocava em muitos montanhistas. A sua primeira ascensão marca o final da idade de ouro do alpinismo de meados do século XIX. Apesar de se destacar com um desnível alto e forma triangular bem definida, não possui um valor elevado de proeminência topográfica pois muitos montes mais altos são próximos e unidos por tergos de altitude elevada (casos do Monte Rosa, Dom, Liskamm e Weisshorn). O seu cume-pai é o Weisshorn.
A sua vertente norte é uma das "grandes vertentes norte dos Alpes".
A sua forma inspirou a cultura ocidental em numerosas ocasiões, desde o formato dos chocolates Toblerone, ao batismo de outros montes de forma semelhante (como o Machapuchare, o Matterhorn do Nepal), à utilização em capas de álbuns dos grupos Depeche Mode e Goldfrapp.
   
A tragédia do Monte Cervino, em 14 de julho de 1865 - gravura de Gustave Doré
    
Primeira subida e acidente
Foi apenas em 14 de julho de 1865, que depois de muitas tentativas falhadas, que Edward Whymper e o guia Peter Taugwalder tentaram seguir a chamada rota Hörnli, e conseguir subir ao cume do Matterhorn/Cervino, tendo sido surpreendidos pela facilidade do percurso.
Na realidade a cordada que completa era formada pelo guia Michel Croz que acompanhava Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Robert Hadow e pelo guia Peter Taugwalder pai, acompanhado pelo seu filho também chamado Peter, e por Edward Whymper, ganhou o cotovelo pela aresta de Hörnli. Mais acima dirigiram-se para a face norte. Edward Whymper foi o primeiro a atingir o cume e para esse fim cortou a corda e poder assim, quase correndo, ser o primeiro a lá chegar. Foi seguido pelo seu guia Michel Croz de Chamonix, que achou por bem não o deixar partir em solitário. Mais lentamente foram chegando os outros composto pelo reverendo Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Douglas R. Hadow, o grupo dos ingleses, assim que Peter Taugwalder e o filho.
Na descida, os quatro primeiros da cordada (Croz, Hadow, Hudson e Douglas), fizeram uma queda mortal ao longo da face norte, acima do famoso "cotovelo".

terça-feira, julho 14, 2015

O icónico Matterhorn foi escalado pela primeira vez há 150 anos

O Matterhorn/Cervino visto de Zermatt

O Matterhorn ou Cervino (em francês Cervin e em italiano Cervino) é talvez a montanha mais conhecida dos Alpes, a par do Monte Branco. Localizado na fronteira da Suíça com a Itália, com uma altitude de 4.478 metros, a sua graciosa silhueta domina a cidade suíça de Zermatt e a cidade italiana de Breuil-Cervinia, no Valtournenche.
Foi a última grande montanha dos Alpes a ser escalada, talvez devido aos receios que provocava em muitos montanhistas. A sua primeira ascensão marca o final da idade de ouro do alpinismo de meados do século XIX. Apesar de se destacar com um desnível alto e forma triangular bem definida, não possui um valor elevado de proeminência topográfica pois muitos montes mais altos são próximos e unidos por tergos de altitude elevada (casos do Monte Rosa, Dom, Liskamm e Weisshorn). O seu cume-pai é o Weisshorn.
A sua vertente norte é uma das "grandes vertentes norte dos Alpes".
A sua forma inspirou a cultura ocidental em numerosas ocasiões, desde o formato dos chocolates Toblerone, ao batismo de outros montes de forma semelhante (como o Machapuchare, o Matterhorn do Nepal), à utilização em capas de álbuns dos grupos Depeche Mode e Goldfrapp.


A tragédia do Monte Cervino, em 14 de julho de 1865 - gravura de Gustave Doré

Primeira subida e acidente
Foi apenas em 14 de julho de 1865, que depois de muitas tentativas falhadas, que Edward Whymper e o guia Peter Taugwalder tentaram seguir a chamada rota Hörnli, e conseguir subir ao cume do Matterhorn/Cervino, tendo sido surpreendidos pela facilidade do percurso.
Na realidade a cordada que completa era formada pelo guia Michel Croz que acompanhava Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Robert Hadow e pelo guia Peter Taugwalder pai, acompanhado pelo seu filho também chamado Peter, e por Edward Whymper, ganhou o cotovelo pela aresta de Hörnli. Mais acima dirigiram-se para a face norte. Edward Whymper foi o primeiro a atingir o cume e para esse fim cortou a corda e poder assim, quase correndo, ser o primeiro a lá chegar. Foi seguido pelo seu guia Michel Croz de Chamonix, que achou por bem não o deixar partir em solitário. Mais lentamente foram chegando os outros composto pelo reverendo Charles Hudson, Lord Francis Douglas, Douglas R. Hadow, o grupo dos ingleses, assim que Peter Taugwalder e o filho.
Na descida, os quatro primeiros da cordada (Croz, Hadow, Hudson e Douglas), fizeram uma queda mortal ao longo da face norte, acima do famoso "cotovelo".

terça-feira, maio 18, 2010

IDL Seminars 2010

O Instituto Dom Luiz, Laboratório Associado, organiza um ciclo de Conferências sobre Modelação do Sistema Terrestre “IDL Seminars 2010”, convidando todos os interessados, investigadores, alunos e público em geral, a participar e a promover ampla divulgação da iniciativa.

A próxima conferência realiza-se no dia 20 de Maio de 2010, pelas 11.00 horas, no anfiteatro 6.2.53 do Edifício C6 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa:


“The evolution of Alpine/Himalayan type orogens: role of lithospheric/crustal buckling?”

Jean-Pierre Burg
Geologisches Institut, ETH Zürich

This lecture advocates the role of lithospheric folding in mountain building processes. Geophysical arguments are summarized before geological evidence, taken from the Himalayas, is presented and discussed in the light of analogue and numerical modelling. Lithospheric folds are finally ascribed a major role in the preparation of strain localization into crustal-scale thrusts and in the organization of Asian topography, including the deformation of river paths.

Jean-Pierre Burg has been full Professor (ETH/University of Zurich) at the Institute of Geology of the ETH Zurich since September 1, 1993. Prof. Burg was born on April 25, 1953 in Meknès, Morocco and is of French nationality. He received a scholarship from the British Council enabling him to study as a graduate student at the Imperial College in London from October 1975 to July 1976. From 1979 to 1983 he did scientific research at the French CNRS. His dissertation was honored with great distinction by the USTL Montpellier in May 1983. In November 1983 he assumed a post as research fellow at Melbourne University. In March 1986 he was appointed Research Director at the CNRS Center for Geology and Geophysics in Montpellier, a post he held until he was called to the ETH. Prof. Burg has many editorial responsibilities. He has been chief editor of "Geodinamica Acta" and "Geologie de la France" and is now one of the Chief Editors of "TECTONOPHYSICS".