(imagem daqui)
Entre a flor e o perfume
Entre a flor
e o perfume
não há divórcio.
Entre ontem
e hoje
não há intervalo.
Entre o sono e o sonho
é mudo
o diálogo.
Entre o êxito
e o fracasso
a distância é um degrau.
Albano Martins
O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas. Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
(imagem daqui)
Postado por Pedro Luna às 08:00 0 comentários
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| “ | sóbrios, breves, mas rutilantes, coloridos, vibrantes | ” |
| “ | a nomeação é um ato de criação vital e a presentificação de uma realidade física | ” |
De ti fiz a harpa e a lira
De ti fiz a harpa e a lira,
a guitarra.
Outra música não sei.
Albano Martins
Postado por Fernando Martins às 00:08 0 comentários
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| sóbrios, breves, mas rutilantes, coloridos, vibrantes |
| a nomeação é um acto de criação vital e a presentificação de uma realidade física. | António Ramos Rosa |
ESCRITO A VERMELHO
Também ainda não disseste
(e é bom que o faças antes que anoiteça)
que foi ao serviço duma causa que vieste.
Não lhe dirás o nome, nem é preciso, julgo eu.
Basta que se saiba que foi com sangue que
sempre o escreveste. E bastará, por isso, que
leiam os teus versos. Porque em todos eles está
escrito a vermelho.
Albano Martins
Postado por Fernando Martins às 09:50 0 comentários
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Pequenas coisas
Falar do trigo e não dizer
o joio. Percorrer
em voo raso os campos
sem pousar
os pés no chão. Abrir
um fruto e sentir
no ar o cheiro
a alfazema. Pequenas coisas,
dirás, que nada
significam perante
esta outra, maior: dizer
o indizível. Ou esta:
entrar sem bússola
na floresta e não perder
o rumo. Ou essa outra, maior
que todas e cujo
nome por precaução
omites. Que é preciso,
às vezes, não acordar o silêncio.
Albano Martins
Postado por Fernando Martins às 00:07 0 comentários
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Postado por Fernando Martins às 06:00 0 comentários
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Uma Cidade
Uma cidade pode ser
apenas um rio, uma torre, uma rua
com varandas de sal e gerânios
de espuma. Pode
ser um cacho
de uvas numa garrafa, uma bandeira
azul e branca, um cavalo
de crinas de algodão, esporas
de água e flancos
de granito.
Uma cidade
pode ser o nome
dum país, dum cais, um porto, um barco
de andorinhas e gaivotas
ancoradas
na areia. E pode
ser
um arco-íris à janela, um manjerico
de sol, um beijo
de magnólias
ao crepúsculo, um balão
aceso
numa noite
de junho.
Uma cidade pode ser
um coração,
um punho.
in Castália e Outros Poemas (2001) - Albano Dias Martins
Postado por Fernando Martins às 05:00 2 comentários
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Uma Cidade
Uma cidade pode ser
apenas um rio, uma torre, uma rua
com varandas de sal e gerânios
de espuma. Pode
ser um cacho
de uvas numa garrafa, uma bandeira
azul e branca, um cavalo
de crinas de algodão, esporas
de água e flancos
de granito.
Uma cidade
pode ser o nome
dum país, dum cais, um porto, um barco
de andorinhas e gaivotas
ancoradas
na areia. E pode
ser
um arco-íris à janela, um manjerico
de sol, um beijo
de magnólias
ao crepúsculo, um balão
aceso
numa noite
de junho.
Uma cidade pode ser
um coração,
um punho.
in Castália e Outros Poemas (2001) - Albano Dias Martins
Postado por Fernando Martins às 00:04 0 comentários
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Postado por Pedro Luna às 00:09 0 comentários
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Postado por Fernando Martins às 00:03 0 comentários
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Postado por Fernando Martins às 14:41 0 comentários
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Postado por Fernando Martins às 02:00 0 comentários
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