O Arquiduque Rudolfo Francisco Carlos José (mais tarde príncipe-herdeiro) nasceu no dia
21 de agosto de
1858, no Schloss Laxenburg, um castelo perto de
Viena, filho do Imperador
Francisco José I e da Imperatriz
Isabel da Áustria.
Influenciado pelo seu tutor, Ferdinand von Hochstetter, que mais tarde
se tornaria no primeiro director do Museu Imperial de História
Natural, Rudolfo interessava-se muito pelas ciências naturais,
começando uma colecção de minerais ainda em criança. Após a sua morte,
esta colecção ficou na posse da Universidade de Agricultura de Viena.
Rudolfo foi educado ao lado da sua irmã mais velha,
Gisela, pela sua avó paterna, a
Arquiduquesa Sofia.
A filha mais velha dos seus pais, Sofia, morreu aos dois anos de
idade, antes de Rudolfo nascer enquanto que a sua irmã mais nova, Maria
Valéria, nasceu dez anos depois dele. Assim, Gisela e Rudolfo
cresceram juntos e eram muito chegados. Quando Rudolfo completou seis
anos de idade, os dois foram separados, uma vez que ele começou a sua
educação para se tornar no futuro Imperador. Isto não afectou a relação
dos dois e Gisela continuou muito chegada a ele até deixar Viena
devido ao seu casamento com o Príncipe Leopoldo da Baviera. A despedida
entre os dois irmãos foi muito emotiva.
Casamento
Rodolfo recebeu uma
educação
destinada a convertê-lo em digno sucessor de seu pai e continuador do
seu regime político, mas o príncipe-herdeiro tinha o temperamento
artístico da sua mãe. Foi um reconhecido mulherengo e, na política, simpatizava com as
ideias liberais e os movimentos
nacionalistas húngaros.
Morte
A
30 de janeiro de
1889, Rodolfo foi encontrado morto no seu quarto do pavilhão de
caça de
Mayerling, no que ficou conhecido como
incidente de Mayerling. Junto a ele, estava a
pistola que supostamente teria usado para disparar sobre si e, sobre a cama, o corpo, também sem vida, da sua
amante, Mary Vetsera, de dezassete anos, com uma
bala na cabeça. Tudo apontava para um caso de
pacto de suicídio, mas ninguém podia acreditar que Rodolfo, de trinta anos, tivesse tirado a sua própria vida voluntariamente.
Além disso, as torpes tentativas do governo austríaco para ocultar os
pormenores do acontecimento e a presença de alguns estranhos em
Mayerling induziam a pensar que poderia tratar-se de um
assassinato. Houve mesmo rumores de que o
cadáver do arquiduque tinha cortes feitos por
sabre e que lhe faltava uma
mão, que havia sido cortada pelos seus supostos assassinos e que, para ocultá-lo, lhe teriam posto
luvas com recheio a fingir de mão.
A partir daí, formularam-se todos os tipos de teorias sobre a sua morte:
- Que se suicidou com a sua amante porque a sua conspiração política contra o pai tinha fracassado;
- Que se suicidou "por amor",
já que não podia divorciar-se da sua esposa, que detestava e que não
podia dar-lhe filhos varões, e casar-se com a sua amante húngara. Tinha
chegado a pedir ao Papa que anulasse o seu matrimónio para casar-se com a baronesa Vetsera, o que evidentemente lhe foi negado;
- Que não se suicidou, mas que foi assassinado pelos próprio serviço secreto
austríaco, já que as suas ideias tinham colocado em perigo o Império
em caso de suceder a seu pai, ou porque já tinha conspirado com os
nacionalistas húngaros, ou porque poderia proclamar-se Rei de uma Hungria independente. Tal teoria acusa Francisco José I de mandar assassinar o filho;
- A Imperatriz da Áustria, Zita de Bourbon-Parma, disse antes de morrer que Rodolfo tinha sido vítima de um golpe organizado pelos serviços secretos franceses,
obrigados a silenciá-lo após o herdeiro arrepender-se de ter chegado a
um acordo com eles para trair o seu pai e ocupar o trono, com o fim de
isolar a Alemanha;
- Outras versões sustentam que se trata de um simples caso de amor e ciúme, um crime organizado pela mulher de Rodolfo depois da sua decisão de repudiá-la para casar-se com Vetsera.
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