Conhecido por sua atenção a
literatura infantil e, principalmente, pela participação
cívica, era
republicano e
nacionalista; também era defensor do serviço militar obrigatório. Bilac escreveu a letra do
Hino à Bandeira e fez oposição ao governo de
Floriano Peixoto. Foi membro-fundador da
Academia Brasileira de Letras, em
1896. Em
1907, foi eleito "príncipe dos poetas brasileiros", pela revista
Fon-Fon. Bilac, autor de alguns dos mais populares poemas brasileiros, é considerado o mais importante dos poetas
parnasianos do Brasil. No entanto, para o crítico João Adolfo Hansen, "o mestre do passado, do livro de poesia escrito longe do estéril turbilhão da rua, não será o mesmo mestre do presente, do jornal, a cronicar assuntos quotidianos do Rio, prontinho para intervenções de Agache e a erradicação da plebe rude, expulsa do centro para os morros".
A Pátria não é a raça, não é o meio, não é o conjunto dos aparelhos económicos e políticos: é o idioma criado ou herdado pelo povo.
– Bilac
Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O génio sem ventura e o amor sem brilho!
Olavo Bilac
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