Analisando as observações dessas duas erupções, Whipple concluiu que os fenómenos são consistentes com um encontro, de raspão, entre um pequeno satélite e o núcleo do cometa em Novembro de 1892 e de um outro em Janeiro de 1893. Depois da primeira erupção o brilho diminuiu ligeiramente entre 7 e 30 de Novembro mas o mesmo processo foi muito mais rápido depois de segunda erupção, por isso, o astrónomo sugeriu que o encontro de raspão espalhou detritos de grande dimensão na vizinhança do núcleo, mantendo a actividade durante semanas.
Esta ideia, datada de 1984, pode aplicar-se aos acontecimentos observados agora. De tempos a tempos um fragmento pode atingir o núcleo do cometa causando uma nova erupção no brilho. É possível que seja assim: há asteróides que têm satélites porque não os cometas também? Além disso, fragmentos evoluindo em torno do núcleo irregular do cometa teriam órbitas muitos instáveis e de tempos a tempos muito naturalmente colidiriam com ele ou voariam para o Espaço. Mas tudo isto é uma especulação apenas, pois ninguém sabe ainda o que se passa com o cometa 17 P/Holmes.



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