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quarta-feira, abril 15, 2026

A Cristiana Kopke morreu...

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(imagem daqui)

 

Cristiana Kopke (Lourenço Marques, 20 de março de 1953 - 15 de abril de 2026) foi uma compositora, letrista e cantora portuguesa. Escreveu letras de canções para vário bandas como as Doce e artistas como Dina e Pedro Malagueta, e fez parte do Duo Sarabanda, com Armando Gama. O seu disco, La Nuit Americaine, é considerado um dos melhores discos de synthpop produzido em Portugal. 

 

Biografia 

Cristiana Kopke, também conhecida como Kris Kopke, nasceu em Moçambique onde o avô era governador, em 1953. Quatro anos mais tarde vai para Portugal, onde fica a morar em Lisboa até aos seis anos, altura em vai para Paris. Regressa a Portugal após o divórcio dos pais e vai estudar no Liceu Francês, do qual é convidada a sair.

Em 1974, começa a trabalhar como assistente de produção do maestro Thilo Krassman, para quem escreve letras para os jingles compostos por este.

Numas férias no Algarve, conhece Armando Gama em Alvor e começa a namorar com ele. Juntos formam o duo Sarabanda que, em 1980, concorre ao Festival da Canção ficando em 5º lugar, na primeira semi-final, com a canção Made in Portugal. Paralelamente, escreve para vários artistas e bandas, nomeadamente as Doce, Dina, Pedro Malagueta, Luis Pedro Fonseca, e foi responsável pela adaptação de temas estrangeiros para cantores como o Marco Paulo. Após o fim dos Sarabanda, cantou com os Arte & Ofício e os Trabalhadores do Comércio.

Lança o seu único disco a solo, em 1982, com o pseudónimo de Kris Kopke. Este foi editado pela Polygram, produzido por Carlos Maria Trindade, dos Heróis do Mar, e que contou com a participação de António Avelar Pinho e Ana Zanatti, entre outros. Este maxi-single, recebe o título La Nuit Américaine, em homenagem ao realizador francês François Truffaut e é considerado um dos melhores discos de synthpop produzido em Portugal.

 

in Wikipédia

 

quinta-feira, agosto 26, 2021

Carlos Paião morreu há 33 anos...

(imagem daqui)
  
Carlos Manuel de Marques Paião (Coimbra, 1 de novembro de 1957 - Rio Maior, 26 de agosto de 1988) foi um cantor e compositor português. Licenciou-se em Medicina na Universidade de Lisboa em 1983, mas acabou por se dedicar exclusivamente à música.
   
Nasceu acidentalmente em Coimbra, passando toda a sua infância e juventude entre Ílhavo (terra natal dos pais) e Cascais. Desde muito cedo Carlos Paião demonstrou ser um compositor prolífico, sendo que no ano de 1978 tinha já escritas mais de duzentas canções. Nesse ano obteve o primeiro reconhecimento público ao vencer o Festival da Canção do Illiabum Clube.
Em 1980 concorre pela primeira vez ao Festival RTP da Canção, numa altura em que este certame representava uma plataforma para o sucesso e a fama no mundo da música portuguesa, mas não foi apurado. Com Playback ganhou o Festival RTP da Canção de 1981 com a esmagadora pontuação de 203 pontos, deixando para trás concorrentes tão fortes como as Doce e José Cid. A canção, uma crítica divertida, mas contundente, aos artistas que cantam em play-back, ficou em penúltimo lugar no Festival da Eurovisão de 1981, realizado em Dublin, na República da Irlanda. Tal classificação não "beliscou" minimamente a popularidade do cantor e compositor, pois Carlos Paião, ainda nesse ano, editou outro single de sucesso e que mantém a sua popularidade até hoje: Pó de Arroz.
O êxito que se seguiu foi a Marcha do Pião das Nicas, canção na qual o cantor voltava a deixar patente o seu lado satírico. Telefonia (Nas Ondas do Ar) era o lado B desse single.
Carlos Paião compôs canções para outros artistas, entre os quais o próprio Herman José, que viria a alcançar grande êxito com A Canção do Beijinho (1980), e Amália Rodrigues, para quem escreveu O Senhor Extra-Terrestre (1982).
Algarismos (1982), o seu primeiro LP, não obteve, no entanto, o reconhecimento desejado. Surgiu entretanto a oportunidade de participar no programa de televisão O Foguete, com António Sala e Luís Arriaga.
Em 1983, cantava ao lado de Cândida Branca Flor, com quem interpretou um dueto muito patriótico intitulado Vinho do Porto, Vinho de Portugal, que ficou em 3.º lugar no Festival RTP da canção.
Num outro programa, Hermanias (1984), Carlos Paião compôs a totalidade das músicas e letras de Serafim Saudade, personagem criada por Herman José, já então uma das figuras mais populares da televisão portuguesa.
Em 1985 concorreu ao Festival Mundial de Música Popular de Tóquio (World Popular Song Festival of Tokio), tendo a sua canção sido uma das 18 seleccionadas.
A 26 de agosto de 1988, quando acabara de actuar num grande espectáculo em Fornos de Algodres, morre num violento acidente de automóvel. Na altura, surgiu o boato de que na ocasião de seu funeral não estaria morto, mas sim em coma, porém a violência do acidente por si nega o mito urbano, pois a sobrevivência a este seria impossível.
Estava a preparar um novo álbum intitulado Intervalo, que acabou por ser editado em setembro desse ano, e cujo tema de maior sucesso foi Quando as nuvens chorarem. Está sepultado em São Domingos de Rana, freguesia do concelho de Cascais.
Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião produziu mais de trezentas canções.
Em 2003 foi editado uma compilação comemorativa dos 15 anos do seu desaparecimento - Carlos Paião: Letra e Música - 15 anos depois (Valentim de Carvalho).
Em 2008, por altura da comemoração dos 20 anos do desaparecimento do músico, vários músicos e bandas reinterpretaram alguns temas do autor na edição de um álbum de tributo, "Tributo a Carlos Paião".