sexta-feira, abril 03, 2026

...para recordar um estudante de Coimbra...

 

Fado Hilário

  

A minha capa velhinha

É da cor da noite escura

A minha capa velhinha

É da cor da noite escura

Nela quero amortalhar-me

Quando for para a sepultura

Nela quero amortalhar-me

Quando for para a sepultura

       

Ela há de contar aos vermes

Já que eu não posso falar

Ela há de contar aos vermes

Já que eu não posso falar

Segredos luarizados

Da minha alma a soluçar

        

Eu quero que o meu caixão

Tenha uma forma bizarra

Eu quero que o meu caixão

Tenha uma forma bizarra

A forma de um coração

A forma de uma guitarra

A forma de um coração

A forma de uma guitarra

Sem comentários: