Em 1323, Marco Polo estava acamado devido a doença. Em 8 de janeiro de
1324, apesar dos esforços dos médicos para tratá-lo, Polo estava no seu
leito de morte. Para escrever e certificar o seu testamento, a sua
família chamou Giovanni Giustiniani, um padre de São Procolo. A sua
mulher, Donata, e suas três filhas foram nomeadas por ele como
co-executoras de seu testamento. A igreja tinha direito por lei a uma
parcela da sua propriedade, mas ele aprovou e ordenou que uma soma
adicional devia ser paga ao convento de San Lorenzo, em Veneza, o lugar
onde ele desejava ser enterrado. Ele também libertou um "
escravo tártaro", que deve tê-lo acompanhado desde a Ásia.
Dividiu o resto do seu património, incluindo várias propriedades, entre
indivíduos, instituições religiosas, e cada guilda e fraternidade a
que pertencia. Também anulou várias dívidas, incluindo 300 liras que uma
sua cunhada lhe devia, e outros do convento de San Giovanni, São Paulo
da Ordem dos Pregadores, e de um clérigo chamado
frade Benvenuto. Ele ordenou que 220
soldos
fossem pagos a Giovanni Giustiniani pelo seu trabalho como notário e por
suas orações. O testamento, que não foi assinado por Marco Polo, mas
foi validado pela então relevante regra
signum manus, pela qual o
testador só tinha que tocar o documento para fazer cumprir a regra de
direito, foi datado de 9 de janeiro de 1324. Devido à lei veneziana
afirmando que o dia termina no pôr do sol, a data exata da morte de
Marco Polo não pode ser determinada, mas foi entre o pôr do sol de 8 e o
de 9 de janeiro de 1324.
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