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Vista da região do desastre |
| Danos | Destruição de Bento Rodrigues; aumento da turbidez das águas do rio Doce, com impactos no abastecimento de água em cidades de Minas Gerais e Espírito Santo, danos culturais a monumentos históricos do período colonial, bem como à fauna e à flora na área da bacia hidrográfica, incluindo possível extinção de espécies endémicas, e prejuízos à atividade pesqueira e turismo nas localidades atingidas |
| Vítimas | 18 mortos
1 desaparecido |
| Áreas afetadas | Subdistrito de Bento Rodrigues, diversos municípios às margens do Rio Doce e Oceano Atlântico |
Inicialmente a mineradora Samarco informara que duas barragens haviam se rompido - a de Fundão e a de Santarém. Porém, no dia 16 de novembro, a Samarco retificou a informação, afirmando que apenas a barragem de Fundão se havia rompido. O rompimento de Fundão provocou o vazamento dos rejeitos que passaram por cima de Santarém, que, entretanto, não se rompeu.
As barragens foram construídas para acomodar os rejeitos provenientes da
extração do
minério de ferro retirado de extensas minas na região.
O rompimento da barragem de Fundão é considerado o
desastre industrial que causou o maior
impacte ambiental da história brasileira e o maior do mundo envolvendo barragens de rejeitos, com um volume total despejado de 62 milhões de metros cúbicos.
A lama chegou ao
rio Doce, cuja
bacia hidrográfica abrange 230 municípios dos estados de Minas Gerais e
Espírito Santo, muitos dos quais abastecem a sua população com a água do rio.
Ambientalistas consideraram que o efeito dos rejeitos no mar continuará por pelo menos mais cem anos, mas não houve uma avaliação detalhada de todos os danos causados pelo desastre. Segundo a prefeitura do município de Mariana, a reparação dos danos causados à infraestrutura local deverá custar cerca de cem milhões de reais.